{"id":13238,"date":"2016-02-01T12:30:58","date_gmt":"2016-02-01T14:30:58","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/01\/o-bispo-e-aquele-que-acolhe-com-misericordia\/"},"modified":"2017-05-08T16:25:01","modified_gmt":"2017-05-08T19:25:01","slug":"o-bispo-e-aquele-que-acolhe-com-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-bispo-e-aquele-que-acolhe-com-misericordia\/","title":{"rendered":"O bispo \u00e9 aquele que acolhe com miseric\u00f3rdia!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>No \u00faltimo dia 22 de janeiro, o Papa Francisco, na sua cotidiana Missa matinal, na Capela da Casa Santa Marta, pediu a todos os presentes que rezassem pelos bispos. Textualmente, disse o Santo Padre: \u201cPor isso, quero hoje convidar a rezar por n\u00f3s, os bispos, porque n\u00f3s tamb\u00e9m somos pecadores, n\u00f3s tamb\u00e9m temos fraquezas, n\u00f3s tamb\u00e9m corremos o perigo de Judas; ele tamb\u00e9m tinha sido eleito coluna; n\u00f3s tamb\u00e9m corremos o perigo de n\u00e3o rezar, de fazer coisas que n\u00e3o sejam anunciar o Evangelho e expulsar dem\u00f4nios\u2026 Rezar, a fim de que os bispos sejam como Jesus queria, que todos n\u00f3s demos testemunho da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. O povo de Deus reza pelos bispos. Em todas as Missas se reza pelos bispos: reza-se por Pedro, o chefe do Col\u00e9gio Episcopal, e reza-se pelo bispo do lugar. Mas isto n\u00e3o basta: diz-se o nome, e muitas vezes diz-se simplesmente por h\u00e1bito, e vai-se para a frente. Rezar pelo bispo com cora\u00e7\u00e3o, pedir ao Senhor: Senhor, cuida do meu bispo; cuida de todos os bispos e manda-nos os bispos que s\u00e3o verdadeiros testemunhos, bispos que rezam e bispos que nos ajudem, com as suas prega\u00e7\u00f5es, a compreender, a estarmos seguros de Ti, Senhor, est\u00e1s vivo, est\u00e1 entre n\u00f3s\u201d .<br \/>E continuou: \u201cA primeira tarefa do bispo \u00e9 estar com Jesus na ora\u00e7\u00e3o. A primeira tarefa dos bispos n\u00e3o \u00e9 fazer planos pastorais\u2026 n\u00e3o, n\u00e3o! Rezar: esta \u00e9 a primeira tarefa do bispo. A segunda, \u00e9 ser testemunho, isto \u00e9 pregar. Pregar a salva\u00e7\u00e3o que o Senhor Jesus nos trouxe. Duas tarefas n\u00e3o f\u00e1ceis, mas s\u00e3o precisamente essas tarefas que tornam fortes as colunas da Igreja. Se estas colunas se enfraquecerem porque os bispos n\u00e3o rezam ou rezam pouco; ou porque os bispos n\u00e3o anunciam o Evangelho, ocupando-se doutras coisas, a Igreja tamb\u00e9m se enfraquece, sofre. O povo de Deus sofre, porque as colunas s\u00e3o fracas\u201d.<br \/>As palavras acima merecem uma pequena reflex\u00e3o. O Papa fala dos bispos e se inclui entre eles. Da\u00ed alguns poderiam ficar em d\u00favida sobre isso. Tal equ\u00edvoco, por\u00e9m, se dissipa com facilidade: o Papa \u00e9 o bispo de Roma. Aquela \u00e9 a sua diocese, assim como outra por\u00e7\u00e3o do Povo de Deus em qualquer parte do mundo tem tamb\u00e9m o seu bispo. Damos um exemplo: se em determinada diocese morre algu\u00e9m com fama de santidade compete ao bispo local fazer a averigua\u00e7\u00e3o dessa fama em n\u00edvel diocesano com a anu\u00eancia (nihil obstat) da Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos.<br \/>Pois bem, o Papa Bento XVI, como Bispo de Roma, foi quem abriu o Processo de Canoniza\u00e7\u00e3o (inscri\u00e7\u00e3o no cat\u00e1logo dos Santos) de Jo\u00e3o Paulo II com a aceita\u00e7\u00e3o da referida Congrega\u00e7\u00e3o como se faz em todo o mundo sem nenhuma prerrogativa maior. Seguiu todos os tr\u00e2mites que, realmente, confirmaram a fama de santidade do Papa Jo\u00e3o Paulo II pelas investiga\u00e7\u00f5es humanas e pelo selo divino dos milagres realizados por Deus pela intercess\u00e3o do nosso querido papa polon\u00eas. <br \/>Ocorre, por\u00e9m, que o bispo de Roma tem o primado confiado a Pedro e aos seus sucessores (cf. Mt 16,17-19; Lc 22,31s; Jo 21,15-17) e isso n\u00e3o \u00e9 apenas mera honra, mas governo de fato e de direito: \u00e9 ele o princ\u00edpio vis\u00edvel da unidade da Igreja. Chamado de Papa (\u201cPapai\u201d), \u00e9 dele que se espera sempre a palavra definitiva sobre quest\u00f5es controversas ou o ensinamento cristalino a prop\u00f3sito das verdades de f\u00e9 e moral nas quais devemos crer. Da\u00ed se ter como Tradi\u00e7\u00e3o que quando Roma fala est\u00e1 encerrada a quest\u00e3o (Roma locuta causa finita).<br \/>Esclarecido isso, pensemos no bispo da nossa diocese. \u00c9 ele o pastor, o vigilante do seu rebanho, o Povo de Deus a ele confiado, e deve, em virtude da sua fun\u00e7\u00e3o, receber o carinho dos seus, especialmente por meio da ora\u00e7\u00e3o a fim de que seja firme e n\u00e3o caia, nem d\u00ea mau exemplo \u00e0queles que o Pai celeste lhe confiou. Da parte do bispo, por\u00e9m se espera que seja um homem de ora\u00e7\u00e3o e de prega\u00e7\u00e3o da Palavra \u00e0 moda de um Domingos de Gusm\u00e3o: \u00e0 noite, falava com Deus, rezando, e durante o dia, falava de Deus, pregando. Rezar e pregar fazem do Bispo coluna da Igreja, o mais vem por acr\u00e9scimo.<br \/>S\u00e3o Cipriano de Cartago (\u2020 258) ensina que querer separar a Igreja do Bispo \u00e9 \u201cdesmantelar os membros de Cristo, despeda\u00e7ar o corpo da Igreja Cat\u00f3lica\u201d (Ep\u00edstola 44, 3,1). Em sentido contr\u00e1rio e positivo, respeitar o Bispo significa \u201caproximar entre si os membros do corpo dilacerado na unidade da Igreja cat\u00f3lica, reatar o v\u00ednculo da caridade crist\u00e3&#8230; voltar ao rega\u00e7o e aos bra\u00e7os da pr\u00f3pria M\u00e3e (Epistola 45, 1s). Isso mostra que entre os fi\u00e9is dos primeiros s\u00e9culos a figura do Bispo j\u00e1 tinha o destaque necess\u00e1rio que chega at\u00e9 nossos dias. <br \/>Neste contexto, Dom Dadeus Grings, arcebispo-em\u00e9rito de Porto Alegre (RS), escreve que \u201co Bispo n\u00e3o \u00e9 um delegado do Papa, que pode exercer somente aquilo que lhe \u00e9 concedido pela autoridade suprema. Mas ao contr\u00e1rio: ele possui \u2018todo poder ordin\u00e1rio pr\u00f3prio e imediato\u2019, que requer para o exerc\u00edcio de sua tarefa pastoral, exceto naquelas causas que o Sumo Pont\u00edfice houve por bem reservar a si\u201d (&#8230;) E mais: o Bispo cumula, no governo da Diocese, o poder executivo, legislativo e judici\u00e1rio (Curso de Direito Can\u00f4nico. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2004, p. 25-26). Ele \u00e9, na sua diocese, chamado a servir com todas essas prerrogativas. Elas n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis, da\u00ed a necessidade da ora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do povo pelo seu bispo.<br \/>Dito isso, cabe uma palavra tamb\u00e9m sobre os bispos em\u00e9ritos, ou seja, aqueles que, assim como eu, n\u00e3o est\u00e3o mais \u00e0 frente de uma diocese, mas continuam membros do Col\u00e9gio Apost\u00f3lico e, portanto, sucessores dos Ap\u00f3stolos. Nunca perdem essa sua prerrogativa! Ali\u00e1s, um fato interessante se deu na ren\u00fancia do Papa Bento XVI e, por isso, serve para ilustrar o que estamos dizendo. Foi o seguinte: uma revista de grande circula\u00e7\u00e3o estampou em mat\u00e9ria de capa a intrigante quest\u00e3o: \u201cSe a um papa \u00e9 permitido renunciar ao que seria um casamento com a Igreja, aben\u00e7oado pela vontade divina, por que marido e mulher n\u00e3o poderiam divorciar-se?\u201d.<br \/>Algu\u00e9m respondeu \u00e0 quest\u00e3o em artigo para jornais dizendo que Joseph Ratzinger n\u00e3o renunciou ao \u201ccasamento com a Igreja\u201d, pois ser Papa n\u00e3o \u00e9 um tipo de complemento do sacramento da Ordem que ele possui em grau pleno, na condi\u00e7\u00e3o de Bispo, e continuar\u00e1 a possuir at\u00e9 o fim de seus dias, apesar de n\u00e3o mais exercer a fun\u00e7\u00e3o de Bispo de Roma. Ele n\u00e3o deixou de ser bispo. Quanto ao matrim\u00f4nio, como a Igreja n\u00e3o pode apagar a marca indel\u00e9vel (car\u00e1ter) do sacramento da Ordem conferido a um de seus filhos, tamb\u00e9m n\u00e3o pode abolir a indissolubilidade do sacramento do Matrim\u00f4nio (cf. Mc 10,1-12). Ela \u00e9 administradora zelosa e n\u00e3o dona da Palavra de Deus.<br \/>Importa transcrever aqui o belo testemunho de Dom Carmo Jo\u00e3o Rhoden, SCJ, irm\u00e3o no episcopado, que h\u00e1 pouco deixou a Diocese de Taubat\u00e9 (SP), pois ajuda a bem compreender que a atitude do bispo em\u00e9rito h\u00e1 de ser a do equil\u00edbrio e jamais a do desespero de algu\u00e9m que perdeu um posto (o minist\u00e9rio episcopal \u00e9 servi\u00e7o) ou a da imprestabilidade daquele que n\u00e3o serve mais para nada (a doa\u00e7\u00e3o no minist\u00e9rio prossegue).<br \/>Diz, com efeito, sobre o bispo em\u00e9rito que continua a sua miss\u00e3o Dom Carmo Jo\u00e3o Rhoden, SCJ: \u201cDeixando a dire\u00e7\u00e3o da Diocese, ap\u00f3s 18 anos, cessa a responsabilidade legal ou institucional, mas n\u00e3o a moral ou testemunhal. Deixa-se o governo da Diocese, n\u00e3o o Episcopado. Devolvem-se os encargos recebidos, n\u00e3o o carisma. Meu apego deve ser Cristo, e n\u00e3o a Diocese\u201d [&#8230;]. \u201cA vincula\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 Diocese permanece, n\u00e3o institucional, mas existencialmente. A missionariedade do pastor continua, como o nascimento gera nova vida, assim a miss\u00e3o pastoral, originada pelos sacramentos, cria la\u00e7os vitais ineg\u00e1veis. Passo ao venturo Bispo o B\u00e1culo, com tudo o que ele significa, n\u00e3o, por\u00e9m, minha rela\u00e7\u00e3o afetiva surgida nestes anos todos, que, contudo, n\u00e3o h\u00e1 de gerar intromiss\u00f5es ind\u00e9bitas. Se Deus me conceder mais vida e sa\u00fade, pretendo us\u00e1-las em fun\u00e7\u00e3o do Reino de Deus\u201d (O \u00caxodo de um bispo diocesano. Taubat\u00e9: Sede Santos, 2015, p. 14 e 16).<br \/>Mais: S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II escreveu uma Carta aos Anci\u00e3os (1999) e Francisco muito tem falado na valoriza\u00e7\u00e3o dos mais experientes na vida, chegando mesmo a se referir \u00e0 presen\u00e7a de Bento XVI no Vaticano como uma d\u00e1diva, pois ele \u00e9 \u201cum nono s\u00e1bio\u201d. Quer com isso demonstrar a cordialidade entre o bispo da diocese de Roma e o em\u00e9rito, na pr\u00e1tica, mas pelo mundo afora a realidade nem sempre parece ser assim.<br \/>Sim, alguns desses irm\u00e3os em\u00e9ritos t\u00eam se queixado do tratamento recebido n\u00e3o da Igreja, m\u00e3e carinhosa que nos gerou para a vida divina pelo Batismo, mas, sim, de alguns de seus filhos no dia a dia. Esses depoimentos que cito, pois s\u00e3o p\u00fablicos, d\u00e3o a entender o quanto ainda ser\u00e1 preciso amadurecer a mente dos que n\u00e3o entendem que uma vez bispo, sempre bispo. Ainda que n\u00e3o tenha mais diocese e, al\u00e9m disso, esteja em idade avan\u00e7ada ou doente. <br \/> Como exemplo da quest\u00e3o dos bispos em\u00e9ritos, cito Dom Lelis Lara, CSsR, bispo em\u00e9rito da Diocese de Itabira e Coronel Fabriciano (MG), ao propor, comentando o C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico no que toca aos bispos, mais ou menos o seguinte: aos 75 anos ou antes, segundo desejo do pr\u00f3prio bispo, a ren\u00fancia deveria ser avaliada levando-se em conta a sa\u00fade do prelado a ser comprovada por exames m\u00e9dicos e testemunhada por sacerdotes e\/ou leigos id\u00f4neos. Caso tenha condi\u00e7\u00f5es, ficaria mais; se n\u00e3o tiver, pediria ren\u00fancia, sem que o quesito idade apenas fosse o principal, dado que h\u00e1 pessoas quase incapacitadas com menos anos de vida e outras fortes aos 80 anos ou mais. Os Papas longevos t\u00eam sido bons exemplos disso ao longo da hist\u00f3ria!<br \/> Dom L\u00e9lis Lara, que foi meu consagrante e \u00e9 meu grande amigo, justifica a sua posi\u00e7\u00e3o dizendo o seguinte: \u201cA respeito da situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do Bispo em\u00e9rito, na minha opini\u00e3o, seria oportuno fazer uma revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o can\u00f4nica. Segundo a legisla\u00e7\u00e3o atual, o Bispo em\u00e9rito torna-se um simples fiel. Ele n\u00e3o pertence ao clero da diocese na qual ele foi o Bispo. Se era membro de um instituto religioso, n\u00e3o goza de voz ativa nem passiva e, sem um dado indulto especial, n\u00e3o pode ser superior. N\u00e3o \u00e9 membro da Confer\u00eancia dos Bispos, podendo apenas ser convidado para as Assembleias. N\u00e3o pode ser membro de Comiss\u00e3o Episcopal, podendo apenas ser convidado a integrar alguma Comiss\u00e3o de trabalho como perito assessor\u201d (O Direito Can\u00f4nico ao alcance de todos IV. Bras\u00edlia: CNBB, 2014, p. 45).<br \/>Mais: na discuss\u00e3o sobre a revis\u00e3o do Missal traduzido pela CNBB, em reuni\u00f5es da pr\u00f3pria Confer\u00eancia, Dom Jo\u00e3o Evangelista Martins Terra, jesu\u00edta de respeitada capacidade intelectual, assim desabafa: \u201cTentei, por diversas vezes pedir a palavra nas sess\u00f5es livres da assembleia geral da CNBB, que, ali\u00e1s, agora j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o livres, pois \u00e9 necess\u00e1rio pedir, por escrito, com anteced\u00eancia, a permiss\u00e3o para falar, aduzindo o tema de sua interven\u00e7\u00e3o. Evidentemente essa cl\u00e1usula e a pessoa do requerente j\u00e1 condicionam a concess\u00e3o da palavra. \u00c9 claro que, para um velho bispo em\u00e9rito, a chance de conseguir a permiss\u00e3o para manifestar seu parecer \u00e9 m\u00ednima\u201d (Atualiza\u00e7\u00e3o, n. 330-331, jan-abril\/2008, p. 131).<br \/>Isso tudo parece demonstrar que \u00e9 preciso, \u00e0 luz do que pede o Papa, repensar a fun\u00e7\u00e3o do bispo como aquele que reza e prega com a vida e a palavra o Evangelho e que tal prega\u00e7\u00e3o jamais se acaba quando ele fica em\u00e9rito. Todo bispo \u00e9 um homem que deve acolher na miseric\u00f3rdia a todo Povo de Deus, incluindo, \u00e9 \u00f3bvio, seus irm\u00e3os em\u00e9ritos que ainda t\u00eam muito a oferecer \u00e0 Igreja. Seja nos trabalhos vis\u00edveis que desenvolvem, seja na doen\u00e7a que os acomete e eles aceitam, com resigna\u00e7\u00e3o, oferecendo-a pelo bem de todos como uma ascese passiva (aquele sofrimento imposto pela, mas aceito com santidade). Talvez o Papa da miseric\u00f3rdia, com sua intelig\u00eancia e cora\u00e7\u00e3o, ainda reveja tudo isso para o bem da Igreja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 22 de janeiro, o Papa Francisco, na sua cotidiana Missa matinal, na Capela da Casa Santa Marta, pediu a todos os presentes que rezassem pelos bispos. Textualmente, disse o Santo Padre: \u201cPor isso, quero hoje convidar a rezar por n\u00f3s, os bispos, porque n\u00f3s tamb\u00e9m somos pecadores, n\u00f3s tamb\u00e9m temos fraquezas, n\u00f3s [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-13238","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13238"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21727,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13238\/revisions\/21727"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}