{"id":13150,"date":"2016-01-30T03:00:00","date_gmt":"2016-01-30T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/30\/padre-cicero\/"},"modified":"2017-05-08T16:26:20","modified_gmt":"2017-05-08T19:26:20","slug":"padre-cicero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/padre-cicero\/","title":{"rendered":"Padre C\u00edcero"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Uma carta do Secret\u00e1rio de Estado de Sua Santidade, o Cardeal Pietro Parolin, datada de 20 de outubro de 2015 e dada a conhecer no dia 13 de dezembro do mesmo ano, data da abertura das portas santas da miseric\u00f3rdia nas catedrais do mundo, reconhecendo as virtudes e bem que o Padre C\u00edcero fez ao povo de Deus no Nordeste foi amplamente divulgada no final do ano passado. <br \/>Nosso \u201cPadim Ci\u00e7o\u201d \u00e9 assim chamado pelo povo que o admira e diz que \u00e9 porque, ap\u00f3s a proibi\u00e7\u00e3o de celebrar os sacramentos, ele foi chamado a ser padrinho de batismo de muitas crian\u00e7as. \u00c9 com essa express\u00e3o carinhosa e confiante que muitos de nossos irm\u00e3os, nordestinos ou n\u00e3o, se dirigem ao Padre C\u00edcero Rom\u00e3o Batista (1844-1934). Ele \u00e9 o sacerdote sobre o qual a m\u00eddia, no final do ano passado, tem voltado a aten\u00e7\u00e3o, especialmente com manchetes que intentavam passar a mensagem de que a Igreja o tinha reabilitado. Como estamos nos aproximando do dia 2 de fevereiro, data que marca a hist\u00f3ria da regi\u00e3o com a grande prociss\u00e3o de nossa Senhora das Candeias, em respeito ao povo e \u00e0 verdade sempre \u00e9 importante aprofundar um pouco mais essa quest\u00e3o. <br \/>Padre C\u00edcero nasceu no dia 24 de mar\u00e7o de 1844, em uma casa humilde da Rua Grande, hoje Miguel Limaverde, em Crato (CE), cidade localizada no Sop\u00e9 da Chapada do Araripe, como segundo filho do casal de agricultores Joaquim Rom\u00e3o Batista e Joaquina Vic\u00eancia Romana. Conta-se que, criado por duas de suas irm\u00e3s, Mariquinha e Ang\u00e9lica, sempre quis ser padre e j\u00e1 aos doze anos, depois de ler a vida de S\u00e3o Francisco de Sales, fez, piedosamente, voto de castidade.<br \/>Ingressou no semin\u00e1rio da Prainha, em Fortaleza, com 21 anos de idade e aos 26 foi ordenado sacerdote, atuando um pouco na pr\u00f3pria cidade de Crato, mas durante 60 anos morou e atuou em Juazeiro do Norte, povoado vizinho \u00e0 sua terra natal. A\u00ed exerceu um imenso bem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, segundo as diretrizes pastorais de seu tempo, com o incentivo de miss\u00f5es populares, novenas, ter\u00e7os p\u00fablicos, prociss\u00f5es e celebra\u00e7\u00e3o da Missa com frequ\u00eancia. <br \/>Aqui \u00e9 preciso lembrar que era comum a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia apenas aos domingos durante o dia. Nelas, na maioria das vezes, as comunh\u00f5es eram raras. A Missa durante a noite, salvo a de Natal (chamada de \u201cMissa do Galo\u201d), s\u00f3 foi poss\u00edvel com a reforma lit\u00fargica promovida pelo Conc\u00edlio Vaticano II (1962-1965), assim como a comunh\u00e3o frequente passou a ser estimulada, inclusive \u00e0s crian\u00e7as devidamente preparadas, pelo Papa S\u00e3o Pio X (1903-1914), por quem o Papa Francisco tem grande devo\u00e7\u00e3o. Desde que era arcebispo de Buenos Aires promovia, anualmente, um encontro com os (as) catequistas no dia 21 de agosto, mem\u00f3ria do santo, que faleceu, em odor de santidade, depois de grandes trabalhos em favor do Povo de Deus. Dessas forma\u00e7\u00f5es de Bergoglio, resultou o livro Anunciar o Evangelho (Campinas: Ecclesiae, 2013).<br \/>Voltando, por\u00e9m, ao Padre C\u00edcero, v\u00ea-se que ele foi fiel ao esp\u00edrito de certa recusa \u00e0 obedi\u00eancia \u00e0s ideias portuguesas em si, frutos do chamado Regime de Padroado, no qual Igreja e Estado se achavam ligados para aderir \u00e0s regras de Roma, ou seja, havia nele plena fidelidade ao Santo Padre, o Papa, e ao Bispo diocesano em comunh\u00e3o com o Papa, alicerces da unidade a ser mantida na Igreja sob pena de esfacelamento da face humana do Corpo m\u00edstico de Cristo prolongado na hist\u00f3ria (cf. 1Cor 12,12-21; Cl 1,24).<br \/>O Pe. Comblin, sacerdote belga que muito atuou no Nordeste na \u00e9poca de Dom Helder C\u00e2mara, arcebispo de Olinda e Recife (PE), escreveu que o Padre C\u00edcero \u201cdedicou-se a corrigir os v\u00edcios e os abusos morais\u201d. Proibiu as dan\u00e7as, conseguiu que os homens parassem de beber. Obrigou as prostitutas a confessar seus pecados. Em pouco tempo, Juazeiro tornou-se um modelo de ordem e de virtudes. Padre C\u00edcero era no Juazeiro o equivalente ao Santo Cura D\u2019Ars. (Padre C\u00edcero de Juazeiro. S. Paulo: Paulinas, 1991, apud Henrique Cristiano Jos\u00e9 de Matos. Caminhando pela hist\u00f3ria da Igreja. Belo Horizonte: O Lutador, 1993, vol. 3, p. 172).<br \/>No entanto, na passagem do Imp\u00e9rio \u00e0 Rep\u00fablica (1889), com grande mudan\u00e7a no cen\u00e1rio pol\u00edtico-religioso, o zeloso sacerdote n\u00e3o deixou de entrar em um ritmo de fala um tanto \u201capocal\u00edptica\u201d (com an\u00fancios de cat\u00e1strofes eminentes para o mundo). Dizia que com a nova forma de governo brasileiro o fim do mundo estaria pr\u00f3ximo. Da\u00ed, sempre insistir com seus fi\u00e9is sobre o Ju\u00edzo Final e a necessidade de se confessarem a fim de estarem puros na volta do Senhor e, consequentemente, escaparem dos castigos de Deus para a humanidade pecadora que, segundo suas prega\u00e7\u00f5es, n\u00e3o tardariam vir demonstrando a for\u00e7a de Deus.<br \/>No entanto, Padre C\u00edcero ficou mais conhecido por todo o Brasil, especialmente a partir do ano de 1889, quando se deram os chamados \u201cmilagres da h\u00f3stia\u201d. Trata-se do seguinte: Maria de Araujo (1860-1914), conhecida como \u201cBeata\u201d, solteira de 29 anos e costureira de prest\u00edgio, foi comungar e viu a h\u00f3stia verter sangue, conforme ela mesma narrou ante as autoridades eclesi\u00e1sticas, no inqu\u00e9rito instaurado para apurar os fatos. Disse Maria que, no dia 6 de mar\u00e7o de 1889, \u201cpela primeira vez, fui tomada de um rapto ext\u00e1tico, resultando na transforma\u00e7\u00e3o da h\u00f3stia em sangue, tanto que al\u00e9m do que n\u00e3o sorvi, parte caiu na toalha e parte no ch\u00e3o\u201d (Maria do Carmo P. Forti. Maria de Araujo, a beata de Juazeiro. S. Paulo: Paulinas, 1991, apud Matos, obra citada, p. 173).<br \/>O fato, tido, ent\u00e3o, por milagroso, se repetiu diversas vezes, ocasionando muitas peregrina\u00e7\u00f5es do povo a Juazeiro e certo espanto no meio do clero, pouco afeito a esse tipo de fen\u00f4meno que precisa ser sempre muito bem investigado. A Igreja \u00e9 prudente e n\u00e3o afoita na an\u00e1lise de assuntos como esse. Nos meios populares, no entanto, surgiu uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para as ocorr\u00eancias: ante a grande maldade do mundo, dentre as quais se destacou a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica no Brasil, Nosso Senhor tinha decidido derramar o Seu sangue uma segunda vez para redimir novamente a humanidade. Outros, mais atentos \u00e0s prega\u00e7\u00f5es apocal\u00edpticas do zeloso sacerdote, defendiam que o sangue sa\u00eddo da h\u00f3stia na boca da jovem Maria era sinal claro do Ju\u00edzo Final muito pr\u00f3ximo. (Cf. Matos, obra e p\u00e1gina citadas).<br \/>Ora, parece que o Padre C\u00edcero via, apoiado no parecer de um m\u00e9dico e de um farmac\u00eautico local, um verdadeiro milagre na h\u00f3stia sangrante, mas o Bispo, \u00e0 luz do parecer de uma comiss\u00e3o espec\u00edfica por ele nomeada, notou apenas um fen\u00f4meno incomum, mas n\u00e3o milagroso. Mais: ambas as li\u00e7\u00f5es extra\u00eddas do fen\u00f4meno foram (e s\u00e3o) exageradas e err\u00f4neas. Com efeito, o sacrif\u00edcio de Cristo na Cruz \u00e9 \u00fanico e supera todos os demais sacrif\u00edcios (cf. Hb 10,10), de modo a n\u00e3o se poder afirmar que o Senhor voltou a derramar seu sangue pela humanidade, como se tivesse de fazer uma reedi\u00e7\u00e3o de sua alian\u00e7a nova e eterna (cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, n. 613-614). Sobre o ju\u00edzo final sabemos que ocorrer\u00e1, como professamos no Credo, mas n\u00e3o temos, por escolha divina, como prever com certeza exata o dia e a hora da segunda vinda de Cristo em poder e gl\u00f3ria (cf. Mt 24,36).<br \/>Pois bem, foi essa interpreta\u00e7\u00e3o popular, mas err\u00f4nea dos fen\u00f4menos \u2013 que alguns afirmavam ser apoiada pelo Padre C\u00edcero \u2013 uma das causadoras das reservas de Dom Joaquim Jos\u00e9 Vieira (1883-1912), Bispo do Cear\u00e1, a respeito do famoso sacerdote. Suspeitando de heresia (nega\u00e7\u00e3o de verdades de f\u00e9) e temendo um cisma (rompimento com a Igreja em sua estrutura hier\u00e1rquica), o Prelado proibiu o padre de atender Confiss\u00f5es, pregar e orientar os fi\u00e9is. Em 1886, Padre C\u00edcero foi suspenso de poder celebrar Missas e, mesmo tendo recorrido \u00e0 Santa S\u00e9, indo, inclusive, pessoalmente a Roma, jamais teve a alegria de poder voltar a exercer o minist\u00e9rio sacerdotal. Contudo \u2013 isso \u00e9 importante \u2013, segundo as not\u00edcias, ele nunca teria sido excomungado.<br \/>Al\u00e9m disso, outra acusa\u00e7\u00e3o que se fez contra \u201cPadim Ci\u00e7o\u201d foi a de ser, na op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, um apoiador do comunismo. Ele, por\u00e9m, rebatia a acusa\u00e7\u00e3o dizendo que \u201co comunismo foi fundado pelo dem\u00f4nio\u201d. E acrescentava: \u201cL\u00facifer \u00e9 o seu chefe e a dissemina\u00e7\u00e3o de sua doutrina \u00e9 a guerra do diabo contra Deus. Conhe\u00e7o o comunismo e sei que \u00e9 diab\u00f3lico. \u00c9 a continua\u00e7\u00e3o da guerra dos anjos maus contra o Criador e seus filhos\u201d. (Autorizada pelo Vaticano a reconcilia\u00e7\u00e3o de Padre C\u00edcero com a Igreja, ACI Digital, 14\/12\/15, online).<br \/>O fato \u00e9 que em meio a tudo isso, o povo nunca deixou de procurar o padre. Ele se tornou, na verdade, o grande Patriarca do Nordeste e vivia dando conselhos, resolvendo conflitos de v\u00e1rias naturezas, dando rem\u00e9dios certos para muitas doen\u00e7as e at\u00e9 ajudando na escolha de matrim\u00f4nios (tinha fama de \u201ccasamenteiro\u201d). <br \/>Preocupava-se tamb\u00e9m com os mais pobres, especialmente os trabalhadores e as crian\u00e7as. A essas estimulava a aprenderem algum bom of\u00edcio da \u00e9poca a fim de se tornarem, no campo financeiro, independentes e poderem ajudar a seus pais. A partir de 1911, Padre C\u00edcero, j\u00e1 afastado das atividades sacerdotais, entrou na pol\u00edtica, muito mais for\u00e7ado pelas circunst\u00e2ncias do que motivado por gosto pessoal. Chegou a ser o primeiro prefeito de Juazeiro, emancipado naquele ano, e vice-governador do Cear\u00e1 por dois mandatos. Em 1914, juntando-se a v\u00e1rios coron\u00e9is locais, foi contra a interven\u00e7\u00e3o do Governo Federal no Estado.<br \/>Padre C\u00edcero faleceu em 20 de julho de 1934, com 90 anos de idade, em paz com a Igreja que tanto amou, tendo em seu sepultamento aproximadamente 60.000 pessoas, que logo passaram tamb\u00e9m a peregrinar a Juazeiro a fim de rezar a Deus por meio do \u201cPadim Ci\u00e7o\u201d. Fizeram, com isso, que aquela cidade se tornasse a \u201ccidade santa\u201d a receber, segundo dados do site oficial do Governo do Estado do Cear\u00e1 (www.juazeiro.ce.gov.br) cerca de 2,5 milh\u00f5es de pessoas por ano.<br \/>Tudo isso motivou a Diocese de Crato, por meio de seu Bispo Diocesano, Sua Excel\u00eancia Dom Fernando Panico, a pedir que a Santa S\u00e9 estudasse o caso do Padre C\u00edcero. Agora, o Papa Francisco, por meio do Eminent\u00edssimo Senhor Cardeal Pietro Parolin, Secret\u00e1rio de Estado da Santa S\u00e9, enviou uma Carta na qual aponta o lado benem\u00e9rito de todo o apostolado que se realiza em torno da figura do sacerdote a favor do Povo de Deus. \u00c9 esse ato que a imprensa chamou de reabilita\u00e7\u00e3o do Padre C\u00edcero com a Igreja, embora, como dito, ele nunca teria sido excomungado. Ao contr\u00e1rio, bons historiadores garantem que ele morreu firme na f\u00e9 cat\u00f3lica. (Cf. Matos. Obra citada, p. 174).<br \/>Fazemos, pois, votos de que a quest\u00e3o, j\u00e1 estudada h\u00e1 tempos, chegue a bom termo com a gra\u00e7a de Deus, pois Ele, dentro de seus santos e s\u00e1bios des\u00edgnios, nunca deixa de atender ao seu povo sedento de santos pastores e dignos ministros, a fim de que estes possam, nas dificuldades do dia a dia, batalhar em demanda da Jerusal\u00e9m celeste. Certamente a not\u00edcia traz alegria n\u00e3o s\u00f3 aos irm\u00e3os nordestinos, mas a todos os brasileiros que amamos nosso Pa\u00eds e queremos ver o seu aut\u00eantico progresso, livre de todas as mazelas e corrup\u00e7\u00f5es nos v\u00e1rios \u00e2mbitos em que elas se encontrem.<br \/>Aqui no Rio de Janeiro a presen\u00e7a nordestina \u00e9 grande e a influ\u00eancia do Padre Cicero se faz sentir com muita clareza, principalmente na \u201cfeira de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o\u201d, que concentra as tradi\u00e7\u00f5es nordestinas e sente-se o carinho do povo pelo seu \u201cpadim ci\u00e7o\u201d.<br \/>Sem d\u00favida que um belo sinal de trabalho evangelizador \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o nordestina do Padre C\u00edcero, e a Igreja reconheceu essa miss\u00e3o. Algumas quest\u00f5es da vida do padre ainda est\u00e3o envoltas em estudos de quest\u00f5es controversas, por\u00e9m \u00e9 ineg\u00e1vel a necessidade de evangeliza\u00e7\u00e3o. <br \/>Que no pr\u00f3ximo dia 2 de fevereiro, festa de Nossa Senhora das Candeias, no evento criado por ele, as pessoas possam encontrar a luz que \u00e9 Cristo, que ilumina a todo homem que vem a este mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma carta do Secret\u00e1rio de Estado de Sua Santidade, o Cardeal Pietro Parolin, datada de 20 de outubro de 2015 e dada a conhecer no dia 13 de dezembro do mesmo ano, data da abertura das portas santas da miseric\u00f3rdia nas catedrais do mundo, reconhecendo as virtudes e bem que o Padre C\u00edcero fez ao [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-13150","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13150"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21730,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13150\/revisions\/21730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}