{"id":13149,"date":"2016-01-29T03:00:00","date_gmt":"2016-01-29T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/29\/madre-cecilia-a-mae-dos-necessitados\/"},"modified":"2017-05-08T16:26:48","modified_gmt":"2017-05-08T19:26:48","slug":"madre-cecilia-a-mae-dos-necessitados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/madre-cecilia-a-mae-dos-necessitados\/","title":{"rendered":"Madre Cec\u00edlia, a m\u00e3e dos necessitados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Tenho recebido pedidos de apoio para a causa de beatifica\u00e7\u00e3o da Madre Cec\u00edlia, e os tenho encaminhado. Al\u00e9m dos apoios de assinaturas, creio ser outro muito importante falar sobre a vida dela. Para isso, utilizo-me de livros que recebi e textos nos sites que me fornecem os dados da Madre, muitos deles do pr\u00f3prio instituto religioso, a quem agrade\u00e7o pelas informa\u00e7\u00f5es. <br \/>Gra\u00e7as a Deus temos tido muitos processos de beatifica\u00e7\u00e3o em nosso pa\u00eds. O apelo do Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II quando de sua visita ao nosso pa\u00eds tem produzido efeitos. O Brasil necessita de santos! Precisa anunciar que nestas terras temos muita gente santa, e alguns podem ser colocados como exemplo para a sociedade com o processo de beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o.<br \/>Quando nos colocamos a refletir sobre a a\u00e7\u00e3o de Deus no mundo ou a chamada \u201chist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o\u201d, percebemos que Ele nunca desampara a nenhum de n\u00f3s, seus filhos, e jamais se cansou de enviar mensageiros ao povo necessitado no Antigo Testamento at\u00e9 que, na \u201cplenitude dos tempos\u201d, enviou o seu pr\u00f3prio Filho, Jesus Cristo, para a salva\u00e7\u00e3o da humanidade (cf. Gl 4,4-6).<br \/>No entanto, a partir de Jesus a hist\u00f3ria continuou a contar sempre com novos mensageiros que, nas \u00e9pocas mais dif\u00edceis, testemunham a presen\u00e7a misericordiosa \u2013 e estamos justamente celebrando o Ano da Miseric\u00f3rdia \u2013 de Deus na nossa vida. \u00c9 a for\u00e7a certa nas horas incertas de nosso viver, ou os carinhos do Pai Celeste para conosco, sempre e em toda parte.<br \/>Ora, um desses sinais nos vem de Piracicaba, interior de S\u00e3o Paulo, com a Senhora Antoninha, filha de Pedro Liberato de Macedo e de Rosa Martins Aguiar B. Almeida, nascida em 7 de julho de 1852 como a quinta dentre os nove filhos do casal Macedo. Batizada em 7 de novembro do mesmo ano em que nascera, pelo Pe. Manuel Jos\u00e9 de Fran\u00e7a, p\u00e1roco da cidade cujo nome significa lugar onde tem muito peixe parado e, por isso, pode ser pego com facilidade.<br \/>Teve, \u00e0 diferen\u00e7a de algumas de suas contempor\u00e2neas, a felicidade de aprender a ler e tamb\u00e9m de ser costureira (\u201cmodista\u201d), ganhando, assim, fama na cidade e criando bons relacionamentos com as fam\u00edlias que buscavam seus servi\u00e7os. Eis um futuro promissor para a \u00e9poca em que quase tudo girava, na regi\u00e3o, em torno do caf\u00e9 e, depois, da cana de a\u00e7\u00facar, em um ambiente bem rural, cuja cidade importante mais pr\u00f3xima era Itu.<br \/>O plano de Antoninha, por\u00e9m, era outro. Ela desejava ir para S\u00e3o Paulo e ser monja no Mosteiro da Luz, das religiosas concepcionistas franciscanas, mas n\u00e3o conseguiu, pois o Mosteiro da capital era muito pobre e dependia que as candidatas fizessem uma oferta financeira para manter a obra. Se a porta n\u00e3o lhe estava aberta na capital, no seu cora\u00e7\u00e3o o desejo de se doar a Deus na pessoa do pr\u00f3ximo permanecia bem vivo, de tal modo que, um dia, ela apresentou a uma grande amiga o seu verdadeiro sonho: \u201cAnda na minha mente, Rosa C\u00e2ndida, uma ideia que n\u00e3o sei se ser\u00e1 de Deus ou tenta\u00e7\u00e3o. Desejava arranjar uma casa onde, morando com algumas Irm\u00e3s Terceiras, pud\u00e9ssemos, al\u00e9m de levar uma vida de ora\u00e7\u00e3o e de trabalhos, nos dedicar ao apostolado das almas, auxiliando os nossos capuchinhos em suas \u00e1rduas miss\u00f5es\u201d.<br \/>Ali\u00e1s, em outra ocasi\u00e3o, a mesma mulher de Deus confessar\u00e1 que \u201ca voca\u00e7\u00e3o \u00e9 uma d\u00e1diva de Nosso Senhor, \u00e9 uma pedra preciosa que Deus s\u00f3 d\u00e1 para as almas boas; a ela, voc\u00ea deve corresponder, porque \u00e9 grande. Veja de a fazer crescer, correspondendo a essa gra\u00e7a. Na vida religiosa tem muito sofrimento, mas Deus d\u00e1 a gra\u00e7a\u201d. E mais: \u201cTudo na vida religiosa \u00e9 um valor. At\u00e9 o sofrimento \u00e9 um presente de Deus\u201d e \u201cSe h\u00e1 prazer no mundo, ele est\u00e1 no fundo do cora\u00e7\u00e3o de uma religiosa\u201d. Quanta medita\u00e7\u00e3o para este Ano da Vida consagrada encontramos em cada uma dessas declara\u00e7\u00f5es?<br \/>Para entender o contexto no qual Antoninha fala em ajudar os capuchinhos, \u00e9 preciso saber que, no dia 16 de mar\u00e7o de 1890, os primeiros mission\u00e1rios dessa Ordem chegaram a Piracicaba a fim de cuidar da Igreja de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, na Rua da Boa Morte, e dentre eles estava frei Luiz Maria de S\u00e3o Thiago, grande incentivador da Ordem Franciscana Secular (ou Ordem Terceira) na cidade, da qual nossa candidata aos altares ir\u00e1 fazer parte. N\u00e3o s\u00f3 de modo comum, mas, sim, como a primeira \u201cministra\u201d (superiora) geral, de 1885 a 1898, tempo em que j\u00e1 era vi\u00fava.<br \/>Vi\u00fava?&#8230; Poder\u00e3o perguntar alguns. Mas ela n\u00e3o desejava ser freira? O que houve com nossa jovem nesse meio de tempo para que viesse a se casar e, inclusive, a ter filhos? \u2013 Em primeiro lugar, \u00e9 preciso dizer que os projetos de Deus nem sempre s\u00e3o os nossos e s\u00f3 quem se abandona em Suas m\u00e3os \u00e9 capaz de entender isso sem esmorecer na caminhada, por vezes bastante \u00e1rdua. Foi o que se deu com Antoninha.<br \/>Em 11 de fevereiro de 1888, muito pressionada por seu pai, j\u00e1 aos 35 anos de idade, algo incomum na \u00e9poca, casou-se com Francisco Jos\u00e9 Borges Ferreira, um marceneiro e m\u00fasico de nacionalidade portuguesa, com quem teve tr\u00eas filhos: Rosa, Jo\u00e3o e Ant\u00f4nio, aos quais se dedicou durante toda a sua longa vida de 98 anos. A mais velha lhe dera um trabalho maior, pois nasceu, ou se tornou desde muito pequena, cega.<br \/>O desafio, contudo, n\u00e3o era s\u00f3 esse: o marido de Antoninha tamb\u00e9m era alco\u00f3latra e, sob efeito da bebida, causava confus\u00f5es em casa. Embora nunca tivesse agredido a esposa, de g\u00eanio forte, atormentava os filhos, chegando mesmo a maltrat\u00e1-los, o que levava a mulher com as crian\u00e7as pequenas a se refugiar em casas de amigos. <br \/>Em 7 de dezembro de 1893, ele faleceu, cuidado pela esposa, v\u00edtima de uma inflama\u00e7\u00e3o pulmonar. \u00c0 diferen\u00e7a de mais alguns meses, faleceu tamb\u00e9m seu pai e sua m\u00e3e. Estava ela vi\u00fava e \u00f3rf\u00e3 aos 41 anos, com tr\u00eas filhos para criar. Da\u00ed sua confiss\u00e3o t\u00e3o humana: \u201cTenho chorado tanto, que j\u00e1 n\u00e3o sei o que ser\u00e1 da minha vida\u201d.<br \/>Saiu dessa crise fortalecida, sustentou-se com seus trabalhos de costureira e conseguiu enviar os dois filhos mais novos para estudarem em S\u00e3o Paulo. Era hora tamb\u00e9m de retomar \u00e0quela antiga inspira\u00e7\u00e3o que ela confessara \u00e0 melhor amiga, Rosa C\u00e2ndida, n\u00e3o saber se era algo divino ou diab\u00f3lico: a funda\u00e7\u00e3o de uma obra para socorrer os necessitados. Foi, com duas companheiras \u2013 Rosa C\u00e2ndida e Luizinha \u2013, falar com frei Luiz, que a acolhera, anos antes, na Ordem Franciscana Secular.<br \/> Este lhes assegurou, sem pestanejar, que sua inspira\u00e7\u00e3o vinha de Deus: \u201cN\u00e3o \u00e9 loucura, minhas filhas, \u00e9 vontade de Deus. E at\u00e9 digo mais. J\u00e1 tenho uma candidata para o Recolhimento. Somente a finalidade \u00e9 que n\u00e3o est\u00e1 bem clara. Para agradar mais a Deus, devem dedicar-se \u00e0 caridade, acolhendo e dedicando-se a \u00f3rf\u00e3os e crian\u00e7as desvalidas. Desse modo, tamb\u00e9m o povo as ajudar\u00e1 de boa vontade\u201d.<br \/>A ideia do frade capuchinho a princ\u00edpio n\u00e3o a agradou muito, mas ela aceitou e os frutos come\u00e7aram a surgir: o Pe. C\u00e2ndido Galv\u00e3o Paes de Barros, p\u00e1roco da cidade, deu aprova\u00e7\u00e3o ao trabalho e as autorizou a tamb\u00e9m pedir esmolas para ajudar a obra das meninas pobres; ganhou tamb\u00e9m um terreno. no qual pode edificar uma casa de tr\u00eas andares, inaugurada em 2 de fevereiro de 1898, com o mesmo prop\u00f3sito. J\u00e1 havia um grupo de mo\u00e7as e senhoras que, embora n\u00e3o fossem freiras, se vestiam com um h\u00e1bito preto com mantilha da mesma cor e viviam uma pobreza extrema, a ponto de n\u00e3o terem cadeiras para sentar nem sapatos para se cal\u00e7arem. Mas Deus era o Tudo delas.<br \/>Dois pontos fortes marcavam, de um modo todo especial, a vida desse grupo que logo se tornaria uma Congrega\u00e7\u00e3o Religiosa na Igreja: a espiritualidade franciscana e a devo\u00e7\u00e3o especial ao Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria. Sim, na fachada da casa se lia: \u201cAsilo Cora\u00e7\u00e3o de Maria, nossa M\u00e3e\u201d, de modo que frei Luiz comentou duas coisas importantes: \u201cDia e noite, esse d\u00edstico atrair\u00e1 os olhares dos transeuntes, e assim, todos, cat\u00f3licos ou n\u00e3o, v\u00e3o dizer: \u2018Cora\u00e7\u00e3o de Maria, nossa M\u00e3e\u2019\u201d. E mais: no discurso de b\u00ean\u00e7\u00e3o, o mesmo piedoso capuchinho declarou: \u201cDaqui em diante, em Piracicaba, as meninas pobres, \u00f3rf\u00e3s e desvalidas n\u00e3o chorar\u00e3o mais as l\u00e1grimas da orfandade, pois o Cora\u00e7\u00e3o de Maria, nossa M\u00e3e, a todos oferece aux\u00edlio e agasalhos maternais\u201d.<br \/>No aspecto franciscano, a j\u00e1 ent\u00e3o conhecida \u201cMadre Cec\u00edlia\u201d, que ao se tornar franciscana secular tomara o nome de Irm\u00e3 Maria Cec\u00edlia do Cora\u00e7\u00e3o de Maria, recomendava \u00e0 formadora que ensinasse \u00e0s candidatas o seguinte: \u201cDiga a essas jovens que para ser Franciscana \u00e9 preciso que conhe\u00e7am e vivam o mist\u00e9rio da cruz\u201d. E mais: n\u00e3o basta apenas realizar uma obra de miseric\u00f3rdia corporal por desencargo de consci\u00eancia. \u00c9 preciso fazer mais, por isso ensina tamb\u00e9m \u201cMam\u00e3e Cec\u00edlia\u201d: \u201cAl\u00e9m de ser uma obra de miseric\u00f3rdia vestir os nus, devemos nos empenhar em promover a higiene f\u00edsica e mental dessas pobrezinhas\u201d. Ela desejava \u201camparar, proteger e bem encaminhar as \u00f3rf\u00e3zinhas de nossa cidade\u201d.<br \/>Pois bem, nos dois primeiros cap\u00edtulos (reuni\u00f5es gerais), 1906 e 1909, Madre Cec\u00edlia foi eleita superiora geral da Congrega\u00e7\u00e3o, permanecendo no cargo at\u00e9 1912, quando a obra j\u00e1 parecia poder, por gra\u00e7a de Deus, caminhar sozinha, pois frei Luiz falecera em 1910 e a fundadora retirada do cargo em 1912. Al\u00e9m do afastamento, come\u00e7aram as persegui\u00e7\u00f5es \u00e0 Madre e sua empreitada (que ela sempre reconheceu n\u00e3o ser dela, mas de Deus), de modo que o Bispo de Campinas, Dom Jo\u00e3o Batista Corr\u00eaa Nery, estava pronto para assinar a extin\u00e7\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o, mas a caneta \u2013 conta-se \u2013 n\u00e3o funcionou, escapou-lhe da m\u00e3o e pulou no ch\u00e3o, fazendo-o desistir da ideia.<br \/>Enfim, Mam\u00e3e Cec\u00edlia, por cal\u00fanias e cr\u00edticas devido ao cuidado com sua filha portadora de necessidades especiais, foi, finalmente, afastada da obra que fundara para viver em uma casa \u00e0 parte, chamada de \u201cchal\u00e9\u201d, passando nesse isolamento dos 64 aos 95 anos, na ora\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio, no sil\u00eancio, nas visitas a Jesus, prisioneiro no Sacr\u00e1rio, e no abandono \u00e0s m\u00e3os de Deus, sem murmurar contra a autoridade da Igreja, n\u00e3o obstante o seu g\u00eanio forte e destemido, mas que, no final, se tornou carinhoso e meigo. Tanto que pouco antes de morrer, em 6 de setembro de 1950, aquela velhinha encurvada e fr\u00e1gil pediu perd\u00e3o \u00e0 ent\u00e3o superiora geral por alguns desencontros no trabalho da Congrega\u00e7\u00e3o que frutificou.<br \/>Voltando, por\u00e9m, \u00e0 sua obra, lembramos algumas datas importantes: 1900, aprova\u00e7\u00e3o de Dom Ant\u00f4nio C\u00e2ndido Alvarenga, Bispo de S\u00e3o Paulo; 1912, a aprova\u00e7\u00e3o de Dom Jos\u00e9 de Camargo Barros, tamb\u00e9m Bispo de S\u00e3o Paulo, a aprova\u00e7\u00e3o dos estatutos disciplinares; em 1921, Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo de Campinas, aprovou as primeiras Constitui\u00e7\u00f5es da Congrega\u00e7\u00e3o e, no mesmo ano, o ministro-geral dos Capuchinhos, frei Jos\u00e9 Ant\u00f4nio de Persisceto, agregava a nova Congrega\u00e7\u00e3o \u00e0 grande fam\u00edlia franciscana; em 1928, o mesmo Dom Barreto erigia canonicamente a Congrega\u00e7\u00e3o; em 1945, o Papa Pio XII assinava o Decreto de Louvor da obra franciscano-mariana e, em 1956, aprovava, definitivamente, as Irm\u00e3s Franciscanas do Cora\u00e7\u00e3o de Maria.<br \/>Eis aqui, prezado(a) irm\u00e3o(\u00e3), uma vida consagrada a Deus que jamais se afastou da cruz, nem se revoltou nas horas dif\u00edceis e ainda soube pedir perd\u00e3o por alguns erros que todos n\u00f3s temos na vida, antes de rumar para o encontro definitivo com o Senhor, seu divino Esposo. Tais gestos nos ensinam a \u201cci\u00eancia da santidade\u201d, ou seja: santo(a) n\u00e3o \u00e9 aquele(a) que n\u00e3o tem pecado, mas, sim, quem se reconhece pecador, se arrepende e pede perd\u00e3o, reflex\u00e3o que dias atr\u00e1s o Papa Francisco fez para o mundo. Afinal, j\u00e1 ensinava Santo Ambr\u00f3sio de Mil\u00e3o que \u201cerrar \u00e9 comum a todos os homens, mas arrepender-se e pedir perd\u00e3o \u00e9 pr\u00f3prio dos santos\u201d. (Apologia David ad Theodosium Augustum II, 5-6).<br \/>Possa, pois, a Madre Cec\u00edlia, cujo Nihil Obstat da Santa S\u00e9 para o seu processo de Beatifica\u00e7\u00e3o foi concedido em 10 de agosto de 1992, ensinar-nos a acolher a todos sem distin\u00e7\u00e3o, a sofrer com resigna\u00e7\u00e3o os reveses da vida e a esperar sempre que Deus, por intercess\u00e3o do Cora\u00e7\u00e3o Imaculado de Maria, nos d\u00ea a Sua gra\u00e7a, especialmente nos momentos mais dif\u00edceis da nossa caminhada, tendo dentre os tantos bons exemplos tamb\u00e9m a Madre Cec\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho recebido pedidos de apoio para a causa de beatifica\u00e7\u00e3o da Madre Cec\u00edlia, e os tenho encaminhado. Al\u00e9m dos apoios de assinaturas, creio ser outro muito importante falar sobre a vida dela. 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