{"id":13074,"date":"2016-01-19T15:38:27","date_gmt":"2016-01-19T17:38:27","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/19\/hoje-eu-retirei-o-meu-diu\/"},"modified":"2017-05-31T13:09:31","modified_gmt":"2017-05-31T16:09:31","slug":"hoje-eu-retirei-o-meu-diu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/hoje-eu-retirei-o-meu-diu\/","title":{"rendered":"Hoje eu retirei o meu DIU"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/wjq0nqaix.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Como um casal saiu da maior rede de abortos dos Estados Unidos para entrar no mundo fant\u00e1stico da moral crist\u00e3 e da Igreja Cat\u00f3lica<\/p>\n<p>Desde que minha esposa e eu come\u00e7amos a namorar, ela sempre usou algum tipo de contracep\u00e7\u00e3o. Ela pulava de m\u00e9todo em m\u00e9todo, mudando com muita frequ\u00eancia. Usou de tudo, do anel ao injet\u00e1vel, do preservativo ao DIU (dispositivo intrauterino). Mesmo depois que nos casamos, tinha sempre algum tipo de \u201cpreven\u00e7\u00e3o\u201d no meio. Foi s\u00f3 depois que Abby deixou a Planned Parenthood e que fomos confrontados por novas informa\u00e7\u00f5es sobre contracep\u00e7\u00e3o, que come\u00e7amos a olhar um pouco mais a fundo para as nossas pr\u00f3prias responsabilidades reprodutivas. Ambos t\u00ednhamos caminhos diferentes para a nossa vida sem o controle de natalidade. Mas acabamos chegando a um acordo, e nunca esquecerei o momento em que Abby disse: \u201cHoje eu retirei o meu DIU\u201d.<\/p>\n<p>Por oito anos minha esposa esteve envolvida na ind\u00fastria de aborto e controle de natalidade, trabalhando na Planned Parenthood. Ela n\u00e3o s\u00f3 estava vendendo o produto, como tamb\u00e9m era uma cliente. Quando o assunto era controle de natalidade, eu deixava a decis\u00e3o para ela. A Planned Parenthood e outras traficantes de p\u00edlulas adoram gritar: \u201c\u00c9 uma escolha da mulher!\u201d Pois bem, esse era o dogma ao qual t\u00ednhamos aderido naquele momento. Eu pensava estar ajudando ao deixar que ela tomasse as decis\u00f5es por ela \u2013 e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, por nossa fam\u00edlia. \u00c9 claro que eu estava chateado por n\u00e3o termos mais filhos, mas, naquela hora, a carreira dela parecia ser mais importante. N\u00f3s t\u00ednhamos um filho e isso parecia ser o suficiente.<\/p>\n<p>Quando Abby finalmente deixou a Planned Parenthood em 2009, n\u00f3s dois n\u00e3o t\u00ednhamos qualquer problema que fosse com anticoncepcionais. Iria levar algum tempo para que os nossos argumentos em defesa da contracep\u00e7\u00e3o fossem desmontados. Com a sa\u00edda dela da Planned Parenthood, ambos deixamos de defender o aborto para nos tornarmos pr\u00f3-vidas de carteirinha. Ent\u00e3o, eu pensava que qualquer coisa era poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a com a nossa rec\u00e9m-descoberta religi\u00e3o<\/p>\n<p>Pessoas de v\u00e1rias cren\u00e7as e ideias chegam de diferentes maneiras ao Planejamento Familiar Natural (NFP, em ingl\u00eas). Muitos o utilizam porque \u00e9 saud\u00e1vel e respeita o funcionamento natural do corpo da mulher. Abby e eu fomos apresentados ao NFP na igreja, e as nossas raz\u00f5es para us\u00e1-lo inclu\u00edam raz\u00f5es religiosas, al\u00e9m das relativas \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Considerando que quase todo novo amigo que fizemos depois da convers\u00e3o de Abby era cat\u00f3lico, n\u00e3o demorou muito para que come\u00e7\u00e1ssemos a frequentar regularmente as Missas dominicais. E era exatamente ali onde precis\u00e1vamos estar. Quem imaginou que poder\u00edamos aprender sobre contracep\u00e7\u00e3o e um pouco de biologia reprodutiva indo \u00e0 igreja? Depois de alguns meses assistindo regularmente \u00e0 Missa, n\u00f3s decidimos come\u00e7ar o Rito de Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 para Adultos (RCIA, em ingl\u00eas). Quer\u00edamos ao menos aprender sobre a Igreja Cat\u00f3lica e descobrir se fazer parte dela era o melhor para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Em nossa primeira aula, deram-nos uma B\u00edblia, uma c\u00f3pia do Catecismo e uma edi\u00e7\u00e3o do livro \u201cTeologia do Corpo para Iniciantes\u201d, de Christopher West.<\/p>\n<p>Para mim, tudo come\u00e7ou com esse livro. Eu n\u00e3o tenho o costume de simplesmente pegar um livro e come\u00e7ar a ler. Mas, dessa vez, por alguma raz\u00e3o, eu o fiz. N\u00e3o vou entrar em cada detalhe sobre o livro, que abrange um vasto material. Todavia, no momento em que terminei de ler, eu sabia que queria me tornar cat\u00f3lico e estava 100% de acordo com o ensinamento cat\u00f3lico sobre a contracep\u00e7\u00e3o. Tudo o que a Igreja ensinava simplesmente fazia todo o sentido para mim. N\u00e3o foram s\u00f3 os aspectos religiosos que me chamaram a aten\u00e7\u00e3o. Eu estava mais impressionado em olhar o design natural dos nossos corpos e o que eles significavam. N\u00f3s fomos feitos para reproduzir. Isso requer um homem e uma mulher juntos no ato sexual. \u00c9 verdade que o sexo faz sentir prazer e todas aquelas coisas boas, mas se voc\u00ea retira o seu prop\u00f3sito e reduz tudo ao orgasmo, ele se torna um ato bem ego\u00edsta, ao inv\u00e9s de ser um ato de amor do qual pode sair uma nova vida. A fim de que os nossos corpos e de que o sexo cumpram o seu prop\u00f3sito natural, a rela\u00e7\u00e3o sexual deve ter, ao mesmo tempo, o prazer e a abertura \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o. Deixo Christopher West dizer isso melhor:<\/p>\n<p> \u201cQuando divorciamos o sexo de sua natural orienta\u00e7\u00e3o a uma nova vida, o que resta para evitar que se justifiquem todos e quaisquer meios para atingir o cl\u00edmax sexual? Quando esterilizamos o sexo, n\u00f3s desorientamos essencialmente o ato. Ele n\u00e3o aponta mais para a necessidade do casamento e o crescimento de uma fam\u00edlia. O nome do jogo se torna procurar libido para a pr\u00f3pria satisfa\u00e7\u00e3o e, ent\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o natural e vaginal \u00e9 tratada como uma entre um milh\u00e3o e uma formas de conseguir prazer sexual. Quando separamos o sexo de sua consequ\u00eancia mais natural, inevitavelmente perdemos a nossa b\u00fassola moral.\u201d<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, ali estava eu, com uma perspectiva completamente nova sobre sexo, casamento, Igreja e vida em geral. Eu estava muito animado para destrinchar o ensinamento cat\u00f3lico e aprender mais, mas meu pr\u00f3ximo desafio seria fazer Abby pular a bordo do mesmo trem comigo. Essa era a prioridade n\u00famero 1\u2026<\/p>\n<p>Mas, no fim das contas, isso nem foi um grande desafio. No primeiro domingo depois de terminada a leitura do livro, est\u00e1vamos na Missa. Eu estava achando tudo bastante normal na celebra\u00e7\u00e3o, mas, ao meu lado, no decorrer da liturgia, Abby passava por uma grande convers\u00e3o e mudan\u00e7a de filosofia. Eu n\u00e3o sabia no momento, mas Abby passou a Missa inteira olhando todas as fam\u00edlias e todas as crian\u00e7as sentadas ao seu redor. Ela percebeu, ent\u00e3o, que queria que a nossa fam\u00edlia crescesse, e a \u00fanica coisa que ela podia pensar era: \u201cEu preciso tirar esse DIU de dentro de mim!\u201d<\/p>\n<p>Naquela tarde, quando chegamos em casa ap\u00f3s a Missa, Abby me disse que queria tirar o DIU. Minha primeira resposta foi: \u201cS\u00e9rio? Voc\u00ea tem certeza?\u201d Abby: \u201cCerteza absoluta. Eu quero isso fora de mim amanh\u00e3, o mais depressa poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>\u00d3timo! Eu n\u00e3o ia mais precisar convenc\u00ea-la a livrar-se do controle de natalidade. Ela chegou l\u00e1 por conta pr\u00f3pria. Chega a ser engra\u00e7ado como n\u00f3s tivemos estradas completamente diferentes para chegar exatamente ao mesmo destino. Est\u00e1vamos ambos no mesmo barco e sequer sab\u00edamos.<\/p>\n<p>No dia seguinte, Abby telefonou para a sua m\u00e9dica e disse a ela que queria tirar o DIU. Eis como foi a conversa:<\/p>\n<p> Abby: Oi. Eu preciso ter o meu DIU retirado hoje mesmo.<br \/> Recepcionista: Est\u00e1 tendo algum problema?<br \/> Abby: N\u00e3o. S\u00f3 preciso tir\u00e1-lo imediatamente.<br \/> Recepcionista: Ok, podemos ver voc\u00ea em tr\u00eas semanas.<br \/> Abby: N\u00e3o, nada bom. Preciso falar com uma enfermeira.<br \/> \u2026<br \/> Enfermeira: Oi. Voc\u00ea quer tirar o seu DIU?<br \/> Abby: Sim. N\u00e3o estou tendo nenhum problema, mas preciso que ele seja tirado hoje.<br \/> Enfermeira: Bem, n\u00e3o temos nenhuma consulta dispon\u00edvel para hoje. Podemos ver voc\u00ea em algumas semanas.<br \/> Abby: Escute, eu sei como retirar essa coisa. Ou a m\u00e9dica tira isso hoje ou eu mesma tiro. Tem que ser hoje.<br \/> Enfermeira: Voc\u00ea pode vir \u00e0 1 da tarde hoje?<br \/> Abby: Vejo voc\u00ea, ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim que Abby teve o DIU retirado, toda conversa que t\u00ednhamos sobre aumentar a nossa fam\u00edlia era empolgante e uma grande inje\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo em nosso matrim\u00f4nio. S\u00f3 a ideia de ter mais filhos j\u00e1 fez com que nos aproxim\u00e1ssemos um do outro. O sexo se tornou cheio de significado. Nossa f\u00e9 se tornou mais profunda. N\u00e3o houve fogos de artif\u00edcio ou uma festa para celebrar nossa decis\u00e3o de abandonar a contracep\u00e7\u00e3o, mas posso dizer que isso colocou o nosso casamento em um belo caminho, em uma dire\u00e7\u00e3o completamente nova.<\/p>\n<p>O que aconteceu a partir disso\u2026<\/p>\n<p>As coisas n\u00e3o se tornaram mais f\u00e1ceis depois que decidimos ter mais filhos. Uma vez retirado o DIU, passamos por um ano de infertilidade \u2013 menos do que muitos casais que sab\u00edamos que usavam contraceptivos hormonais e de outros tipos. N\u00f3s aceitamos que talvez n\u00e3o ter\u00edamos mais filhos, embora fosse algo dif\u00edcil de engolir. Mas, depois de muito trabalho entre Abby e sua m\u00e9dica, conseguimos conceber nosso segundo beb\u00ea\u2026 o primeiro de 3 bonitos garotos. Alex, Luke e Carter vieram um ap\u00f3s o outro, em tr\u00eas anos consecutivos. Esses garotos s\u00e3o a prova para n\u00f3s de que estar no plano de Deus e abertos \u00e0 vida \u00e9 a melhor vida para se viver. Agora, usamos o NFP (Planejamento Familiar Natural) e ele funciona muito bem para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos passado por esse um ano de infertilidade, eu n\u00e3o sei se ter\u00edamos estudado sobre o NFP. N\u00e3o sei se ter\u00edamos aprendido tanto sobre fertilidade e a ordem natural do sexo. Durante esse per\u00edodo, tamb\u00e9m aprendemos muito mais sobre os outros efeitos colaterais do controle hormonal de nascimentos.<\/p>\n<p>Como agora, em nosso casamento, n\u00f3s n\u00e3o usamos nenhum produto qu\u00edmico ou l\u00e1tex. N\u00f3s temos uma rela\u00e7\u00e3o sexual saud\u00e1vel, natural e aberta \u00e0 vida. Ambos entendemos que a fertilidade dela \u00e9 nossa e n\u00f3s trabalhamos nisso juntos. A boa not\u00edcia \u00e9 que o NFP nos aproximou enquanto casal. Nada jamais vai se intrometer entre minha esposa e eu em nosso leito de novo. Talvez os nossos filhos de 2 anos e 1 ano e meio, mas nada al\u00e9m disso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como um casal saiu da maior rede de abortos dos Estados Unidos para entrar no mundo fant\u00e1stico da moral crist\u00e3 e da Igreja Cat\u00f3lica Desde que minha esposa e eu come\u00e7amos a namorar, ela sempre usou algum tipo de contracep\u00e7\u00e3o. Ela pulava de m\u00e9todo em m\u00e9todo, mudando com muita frequ\u00eancia. 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