{"id":13040,"date":"2016-01-18T14:12:28","date_gmt":"2016-01-18T16:12:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/18\/vaticano-pede-respeito-aos-direitos-dos-migrantes-e-refugiados\/"},"modified":"2017-05-26T16:21:19","modified_gmt":"2017-05-26T19:21:19","slug":"vaticano-pede-respeito-aos-direitos-dos-migrantes-e-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/vaticano-pede-respeito-aos-direitos-dos-migrantes-e-refugiados\/","title":{"rendered":"Vaticano pede respeito aos direitos dos migrantes e refugiados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/refugiados.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Em mensagem, o papa Francisco alerta sobre a explora\u00e7\u00e3o e escravid\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, celebrado no domingo, 17 de janeiro, o Vaticano divulgou mensagem do papa Francisco. O texto, intitulado &#8220;Os migrantes e os refugiados nos interpelam: a resposta do Evangelho da miseric\u00f3rdia\u201d, recorda os sofrimentos dos povos que s\u00e3o obrigados a deixar as regi\u00f5es onde habitam. <\/p>\n<p>\u201cNeste nosso tempo, os fluxos migrat\u00f3rios aparecem em cont\u00ednuo aumento por toda a extens\u00e3o do planeta: pr\u00f3fugos e pessoas em fuga da sua p\u00e1tria interpelam os indiv\u00edduos e as coletividades, desafiando o modo tradicional de viver e, por vezes, transtornando o horizonte cultural e social com os quais se confrontam\u201d, escreveu o papa Francisco.<\/p>\n<p>Confira a mensagem na \u00edntegra:<\/p>\n<p>MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO<\/p>\n<p>PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO 2016<\/p>\n<p>17 de Janeiro de 2016<\/p>\n<p>Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da miseric\u00f3rdia<\/p>\n<p> Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p>Na bula de proclama\u00e7\u00e3o do Jubileu Extraordin\u00e1rio da Miseric\u00f3rdia recordei que \u00abh\u00e1 momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na miseric\u00f3rdia, para nos tornarmos n\u00f3s mesmos sinal eficaz do agir do Pai\u00bb (Misericordiae Vultus, 3). De facto, o amor de Deus quer chegar a todos e cada um, transformando aqueles que acolhem o abra\u00e7o do Pai noutros tantos bra\u00e7os que se abrem e abra\u00e7am para que todo o ser humano saiba que \u00e9 amado como filho e se sinta \u00abem casa\u00bb na \u00fanica fam\u00edlia humana. Deste modo, a ternura paterna de Deus, que se estende sol\u00edcita sobre todos, mostra-se particularmente sens\u00edvel \u00e0s necessidades da ovelha ferida, cansada ou enferma, como faz o pastor com o rebanho. Foi assim que Jesus Cristo nos falou do Pai, dizendo que Ele Se inclina sobre o homem chagado de mis\u00e9ria f\u00edsica ou moral e, quanto mais se agravam as suas condi\u00e7\u00f5es, tanto mais se revela a efic\u00e1cia da miseric\u00f3rdia divina.<\/p>\n<p>Neste nosso tempo, os fluxos migrat\u00f3rios aparecem em cont\u00ednuo aumento por toda a extens\u00e3o do planeta: pr\u00f3fugos e pessoas em fuga da sua p\u00e1tria interpelam os indiv\u00edduos e as coletividades, desafiando o modo tradicional de viver e, por vezes, transtornando o horizonte cultural e social com os quais se confrontam. Com frequ\u00eancia sempre maior, as v\u00edtimas da viol\u00eancia e da pobreza, abandonando as suas terras de origem, sofrem o ultraje dos traficantes de pessoas humanas na viagem rumo ao sonho dum futuro melhor. Se, entretanto, sobrevivem aos abusos e \u00e0s adversidades, devem enfrentar realidades onde se aninham suspeitas e medos. Enfim, n\u00e3o raramente, embatem na falta de normativas claras e pratic\u00e1veis que regulem a recep\u00e7\u00e3o e prevejam itiner\u00e1rios de integra\u00e7\u00e3o a breve e a longo prazo, atendendo aos direitos e deveres de todos. Hoje, mais do que no passado, o Evangelho da miseric\u00f3rdia sacode as consci\u00eancias, impede que nos habituemos ao sofrimento do outro e indica caminhos de resposta que se radicam nas virtudes teologais da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade, concretizando-se nas obras de miseric\u00f3rdia espiritual e corporal.<\/p>\n<p>Na base desta constata\u00e7\u00e3o, quis que o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2016 fosse dedicado ao tema: \u00abOs emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da miseric\u00f3rdia\u00bb. Os fluxos migrat\u00f3rios constituem j\u00e1 uma realidade estrutural, e a primeira quest\u00e3o que se imp\u00f5e refere-se \u00e0 supera\u00e7\u00e3o da fase de emerg\u00eancia para dar espa\u00e7o a programas que tenham em conta as causas das migra\u00e7\u00f5es, das mudan\u00e7as que se produzem e das consequ\u00eancias que imprimem novos rostos \u00e0s sociedades e aos povos. Todos os dias, por\u00e9m, as hist\u00f3rias dram\u00e1ticas de milh\u00f5es de homens e mulheres interpelam a comunidade internacional, testemunha de inaceit\u00e1veis crises humanit\u00e1rias que surgem em muitas regi\u00f5es do mundo. A indiferen\u00e7a e o sil\u00eancio abrem a estrada \u00e0 cumplicidade, quando assistimos como expectadores \u00e0s mortes por sufocamento, priva\u00e7\u00f5es, viol\u00eancias e naufr\u00e1gios. De grandes ou pequenas dimens\u00f5es, sempre trag\u00e9dias s\u00e3o; mesmo quando se perde uma \u00fanica vida humana.<\/p>\n<p>Os emigrantes s\u00e3o nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que procuram uma vida melhor longe da pobreza, da fome, da explora\u00e7\u00e3o e da injusta distribui\u00e7\u00e3o dos recursos do planeta, que deveriam ser divididos equitativamente entre todos. Porventura n\u00e3o \u00e9 desejo de cada um melhorar as pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es de vida e obter um honesto e leg\u00edtimo bem-estar que possa partilhar com os seus entes queridos?<\/p>\n<p>Neste momento da hist\u00f3ria da humanidade, fortemente marcado pelas migra\u00e7\u00f5es, a quest\u00e3o da identidade n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de import\u00e2ncia secund\u00e1ria. De facto, quem emigra \u00e9 for\u00e7ado a modificar certos aspectos que definem a sua pessoa e, mesmo sem querer, obriga a mudar tamb\u00e9m quem o acolhe. Como viver estas mudan\u00e7as de modo que n\u00e3o se tornem obst\u00e1culo ao verdadeiro desenvolvimento, mas sejam ocasi\u00e3o para um aut\u00eantico crescimento humano, social e espiritual, respeitando e promovendo aqueles valores que tornam o homem cada vez mais homem no justo relacionamento com Deus, com os outros e com a cria\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>De facto, a presen\u00e7a dos emigrantes e dos refugiados interpela seriamente as diferentes sociedades que os acolhem. Estas devem enfrentar factos novos que podem aparecer imprudentes se n\u00e3o forem adequadamente motivados, geridos e regulados. Como fazer para que a integra\u00e7\u00e3o se torne um enriquecimento m\u00fatuo, abra percursos positivos para as comunidades e previna o risco da discrimina\u00e7\u00e3o, do racismo, do nacionalismo extremo ou da xenofobia?<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica encoraja a recep\u00e7\u00e3o do estrangeiro, motivando-a com a certeza de que, assim fazendo, abrem-se as portas a Deus e, no rosto do outro, manifestam-se os tra\u00e7os de Jesus Cristo. Muitas institui\u00e7\u00f5es, associa\u00e7\u00f5es, movimentos, grupos comprometidos, organismos diocesanos, nacionais e internacionais experimentam o encanto e a alegria da festa do encontro, do interc\u00e2mbio e da solidariedade. Eles reconheceram a voz de Jesus Cristo: \u00abOlha que Eu estou \u00e0 porta e bato\u00bb (Ap 3, 20). E todavia n\u00e3o cessam de multiplicar-se tamb\u00e9m os debates sobre as condi\u00e7\u00f5es e os limites que se devem p\u00f4r \u00e0 recep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 nas pol\u00edticas dos Estados, mas tamb\u00e9m nalgumas comunidades paroquiais que veem amea\u00e7ada a tranquilidade tradicional.<\/p>\n<p>Diante de tais quest\u00f5es, como pode a Igreja agir sen\u00e3o inspirando-se no exemplo e nas palavras de Jesus Cristo? A resposta do Evangelho \u00e9 a miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, esta \u00e9 dom de Deus Pai revelado no Filho: de facto, a miseric\u00f3rdia recebida de Deus suscita sentimentos de jubilosa gratid\u00e3o pela esperan\u00e7a que nos abriu o mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o no sangue de Cristo. Depois, a miseric\u00f3rdia alimenta e robustece a solidariedade para com o pr\u00f3ximo, enquanto exig\u00eancia de resposta ao amor gratuito de Deus, que \u00abfoi derramado nos nossos cora\u00e7\u00f5es pelo Esp\u00edrito Santo\u00bb (Rm 5, 5). Ali\u00e1s, cada um de n\u00f3s \u00e9 respons\u00e1vel pelo seu vizinho: somos guardi\u00f5es dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, onde quer que vivam. O cultivo de bons contatos pessoais e a capacidade de superar preconceitos e medos s\u00e3o ingredientes essenciais para se promover a cultura do encontro, onde cada um esteja disposto n\u00e3o s\u00f3 a dar, mas tamb\u00e9m a receber dos outros. De facto, a hospitalidade vive do dar e receber.<\/p>\n<p>Nesta perspectiva, \u00e9 importante olhar para os emigrantes n\u00e3o somente com base na sua condi\u00e7\u00e3o de regularidade ou irregularidade, mas sobretudo como pessoas que, tuteladas na sua dignidade, podem contribuir para o bem-estar e o progresso de todos, de modo particular quando assumem responsavelmente deveres com quem os acolhe, respeitando gratamente o patrim\u00f4nio material e espiritual do pa\u00eds que os hospeda, obedecendo \u00e0s suas leis e contribuindo para os seus encargos. Em todo o caso, n\u00e3o se podem reduzir as migra\u00e7\u00f5es \u00e0 dimens\u00e3o pol\u00edtica e normativa, \u00e0s implica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e \u00e0 mera coexist\u00eancia de culturas diferentes no mesmo territ\u00f3rio. Estes aspectos s\u00e3o complementares da defesa e promo\u00e7\u00e3o da pessoa humana, da cultura do encontro dos povos e da unidade, onde o Evangelho da miseric\u00f3rdia inspira e estimula itiner\u00e1rios que renovam e transformam a humanidade inteira.<\/p>\n<p>A Igreja coloca-se ao lado de todos aqueles que se esfor\u00e7am por defender o direito de cada pessoa a viver com dignidade, exercendo antes de mais nada o direito a n\u00e3o emigrar a fim de contribuir para o desenvolvimento do pa\u00eds de origem. Esse processo deveria incluir, no seu primeiro n\u00edvel, a necessidade de ajudar os pa\u00edses donde partem os emigrantes e pr\u00f3fugos. Assim se confirma que a solidariedade, a coopera\u00e7\u00e3o, a interdepend\u00eancia internacional e a distribui\u00e7\u00e3o equitativa dos bens da terra s\u00e3o elementos fundamentais para atuar, em profundidade e com efic\u00e1cia, sobretudo nas \u00e1reas de partida dos fluxos migrat\u00f3rios, para que cessem aquelas car\u00eancias que induzem as pessoas, de forma individual ou coletiva, a abandonar o seu pr\u00f3prio ambiente natural e cultural. Em todo o caso, \u00e9 necess\u00e1rio esconjurar, se poss\u00edvel j\u00e1 na origem, as fugas dos pr\u00f3fugos e os \u00eaxodos impostos pela pobreza, a viol\u00eancia e as persegui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sobre isto, \u00e9 indispens\u00e1vel que a opini\u00e3o p\u00fablica seja informada de modo correto, at\u00e9 para prevenir medos injustificados e especula\u00e7\u00f5es sobre a pele dos emigrantes.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode fingir que n\u00e3o se sente interpelado pelas novas formas de escravid\u00e3o geridas por organiza\u00e7\u00f5es criminosas que vendem e compram homens, mulheres e crian\u00e7as como trabalhadores for\u00e7ados na constru\u00e7\u00e3o civil, na agricultura, na pesca ou noutros \u00e2mbitos de mercado. Quantos menores s\u00e3o, ainda hoje, obrigados a alistar-se nas mil\u00edcias que os transformam em meninos-soldados! Quantas pessoas s\u00e3o v\u00edtimas do tr\u00e1fico de \u00f3rg\u00e3os, da mendicidade for\u00e7ada e da explora\u00e7\u00e3o sexual! Destes crimes aberrantes fogem os pr\u00f3fugos do nosso tempo, que interpelam a Igreja e a comunidade humana, para que tamb\u00e9m eles possam ver, na m\u00e3o estendida de quem os acolhe, o rosto do Senhor, \u00abo Pai das miseric\u00f3rdias e o Deus de toda a consola\u00e7\u00e3o\u00bb (2 Cor 1, 3).<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s emigrantes e refugiados! Na raiz do Evangelho da miseric\u00f3rdia, o encontro e a recep\u00e7\u00e3o do outro entrela\u00e7am-se com o encontro e a recep\u00e7\u00e3o de Deus: acolher o outro \u00e9 acolher a Deus em pessoa! N\u00e3o deixeis que vos roubem a esperan\u00e7a e a alegria de viver que brotam da experi\u00eancia da miseric\u00f3rdia de Deus, que se manifesta nas pessoas que encontrais ao longo dos vossos caminhos! Confio-vos \u00e0 Virgem Maria, M\u00e3e dos emigrantes e dos refugiados, e a S\u00e3o Jos\u00e9, que viveram a amargura da emigra\u00e7\u00e3o no Egito. \u00c0 intercess\u00e3o deles, confio tamb\u00e9m aqueles que dedicam energias, tempo e recursos ao cuidado, tanto pastoral como social, das migra\u00e7\u00f5es. De cora\u00e7\u00e3o a todos concedo a B\u00ean\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica.<\/p>\n<p>Vaticano, 12 de Setembro \u2013 Mem\u00f3ria do Sant\u00edssimo Nome de Maria \u2013 do ano 2015.<\/p>\n<p>Francisco<br \/>CNBB com informa\u00e7\u00f5es e imagem da Santa S\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: CNBB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mensagem, o papa Francisco alerta sobre a explora\u00e7\u00e3o e escravid\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es Por ocasi\u00e3o do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, celebrado no domingo, 17 de janeiro, o Vaticano divulgou mensagem do papa Francisco. O texto, intitulado &#8220;Os migrantes e os refugiados nos interpelam: a resposta do Evangelho da miseric\u00f3rdia\u201d, recorda os sofrimentos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-13040","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cnbb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13040"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13040\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23929,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13040\/revisions\/23929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}