{"id":13027,"date":"2016-01-18T10:52:42","date_gmt":"2016-01-18T12:52:42","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/18\/sem-medo-de-ser-feliz\/"},"modified":"2017-05-08T16:39:30","modified_gmt":"2017-05-08T19:39:30","slug":"sem-medo-de-ser-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sem-medo-de-ser-feliz\/","title":{"rendered":"Sem medo de ser feliz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Saber viver exige mais que instintos de sobreviv\u00eancia. Exige tato, sensibilidade, ast\u00facia, discernimento. E muito mais. Seria desnecess\u00e1rio aqui mencionar todas as exig\u00eancias para uma vida saud\u00e1vel. Qualquer animal tem seus princ\u00edpios de sobreviv\u00eancia. Nenhum ser vivo deixa de lado esses princ\u00edpios, quando a natureza j\u00e1 lhe ensina que a vida se preserva com seus cuidados, respeito e conhecimento do meio em que se vive. No mundo animal \u00e9 claro esse comportamento. Mas entre n\u00f3s, humanos, como \u00e9?<br \/> Os fatos nos deixam d\u00favidas. H\u00e1 muitos que concordam com o gen\u00e9rico mundo c\u00e3o. Como se os caninos se portassem como n\u00f3s, animais racionais dotados de discernimento e&#8230;, talvez, espiritualidade. Esse \u201ctalvez\u201d vem pelo fato da grande bestifica\u00e7\u00e3o que a vida humana carrega hoje em seu dorso. S\u00e3o gritantes as diferen\u00e7as entre os animais irracionais (que se respeitam e n\u00e3o desdenham da ast\u00facia do inimigo) e esse animal b\u00edpede cuja racionalidade \u00e0s vezes colocamos em d\u00favidas. Afinal, onde quero chegar com esse pessimismo todo? Talvez a um m\u00ednimo de coer\u00eancia, um hiato de esperan\u00e7a.<br \/> Citei espiritualidade. Os c\u00e9ticos prefeririam outros adjetivos: bom senso, civilidade, \u00e9tica, respeito humano, humanismo, etc. Mas teimo em espiritualidade, porque esse \u00e9 nosso avesso, nosso outro lado, a segunda defini\u00e7\u00e3o do animal humano: ser possuidor de um corpo e uma alma, mat\u00e9ria e esp\u00edrito. Quase n\u00e3o se fala, nem se pensa nessa dualidade humana com a seriedade e o respeito que o assunto merece. Muitos j\u00e1 se esqueceram dessa identidade que nos privilegia no mundo animal e, a grande maioria, dela nem sequer ouviu falar. Religi\u00e3o, catequese, transcend\u00eancia tornam-se tabus nas rodinhas sociais. As escolas est\u00e3o proibidas de tocar no assunto. Nossas crian\u00e7as est\u00e3o crescendo sem um referencial de espiritualidade. Uma parcela m\u00ednima do mundo moderno ainda aceita o assunto, segue algum princ\u00edpio religioso de maneira muito vaga, confusa, e \u00e0s vezes deturpada. Quando muito, no mundo crist\u00e3o subsistem pequenos esfor\u00e7os paroquiais, onde a pr\u00f3pria catequese ainda sobrevive, mas em prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es. Basta um olhar nas estat\u00edsticas sempre decrescentes de jovens e crian\u00e7as levadas ao batismo ou qualquer outro sacramento crist\u00e3o. Casamento religioso torna-se, dia a dia, uma cerim\u00f4nia rara. Assim tamb\u00e9m a comunh\u00e3o, o crisma \u2013 para citar o ritual cat\u00f3lico. Noutras religi\u00f5es a espiritualidade perde para assuntos como prosperidade, sa\u00fade, sucesso no amor, etc.<br \/> Enquanto isso, o mundo virtual toma conta. As rela\u00e7\u00f5es interpessoais s\u00f3 acontecem em baladas, clubes disso e daquilo, academias que endeusam os corpos e \u2013 quase for\u00e7osamente \u2013 em escolas, faculdades, campo de trabalho. S\u00e3o rela\u00e7\u00f5es ocasionais. Quase n\u00e3o deixam la\u00e7os afetivos, a n\u00e3o ser onde o interesse pessoal e as associa\u00e7\u00f5es que proporcionem \u201cbenef\u00edcios\u201d escusos, tais como uso de drogas, pr\u00e1ticas de delitos, sexualidade sem compromissos justifiquem uma rela\u00e7\u00e3o (esta nunca est\u00e1vel ou positiva). A espiritualidade humana est\u00e1 soterrada pela individualidade que tomou conta. O mundo corre atr\u00e1s de um preju\u00edzo, mas poucos conhecem sua causa: estamos perdendo nossa maior riqueza: o ser espiritual. Sem isso, nos rebaixamos a seres inferiores aos animais, temerosos, inseguros, claudicantes na vida. \u201cOnde n\u00e3o h\u00e1 sabedoria da alma n\u00e3o h\u00e1 bem; e quem anda precipitado, trope\u00e7ar\u00e1\u201d (Prov 19, 2). Sem a vida do esp\u00edrito nada somos, nada seremos. Sem um m\u00ednimo de respeito ao ser espiritual que grita dentro de n\u00f3s, a barb\u00e1rie que hoje assombra o mundo dos homens ser\u00e1 nossa pedra de trope\u00e7o final. Se voc\u00ea deseja vida plena, feliz, alimente sua espiritualidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saber viver exige mais que instintos de sobreviv\u00eancia. Exige tato, sensibilidade, ast\u00facia, discernimento. E muito mais. Seria desnecess\u00e1rio aqui mencionar todas as exig\u00eancias para uma vida saud\u00e1vel. Qualquer animal tem seus princ\u00edpios de sobreviv\u00eancia. 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