{"id":13011,"date":"2016-01-15T11:36:31","date_gmt":"2016-01-15T13:36:31","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/15\/lisboa-no-refeitorio-das-vicentinas-lha-gente-com-respeitor\/"},"modified":"2017-05-31T15:46:57","modified_gmt":"2017-05-31T18:46:57","slug":"lisboa-no-refeitorio-das-vicentinas-lha-gente-com-respeitor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/lisboa-no-refeitorio-das-vicentinas-lha-gente-com-respeitor\/","title":{"rendered":"Lisboa: No refeit\u00f3rio das Vicentinas \u00abh\u00e1 gente com respeito\u00bb"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/celeste_lopes_cozinha_1.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Espa\u00e7o acolhe pessoas de diferentes idiomas e religi\u00f5es, migrantes sem documentos ou refugiados que vivem na rua<\/p>\n<p>O Refeit\u00f3rio Beata Ros\u00e1lia Rendu, na casa Provincial das Filhas da Caridade, fica no Campo Grande, Lisboa, e ganha vida todos os dias, a partir das 10h00, unindo idiomas e religi\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p>Pessoas que s\u00e3o migrantes sem documentos ou refugiados que vivem na rua acorrem \u00e0s instala\u00e7\u00f5es convertidas em refeit\u00f3rio, desde 2005, pedindo o apoio de quem precisa de ajuda, e encontra ali quem coloque em pr\u00e1tica obras de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>\u201cAqui h\u00e1 gente com respeito, d\u00e3o comida, roupa, tomas banho\u201d, explica Nicolai \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Quando chegou ao refeit\u00f3rio recebeu um casaco para chuva, ajudou a estender a roupa e a irm\u00e3 Celeste Lopes ainda aplicou pensos r\u00e1pidos nuns cortes que trazia nos dedos.<\/p>\n<p>Ucraniano a viver h\u00e1 sete anos em Portugal, depois de ter estado \u201cmuito tempo em Espanha\u201d, revela que \u201ctrabalhava a montar e desmontar palcos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDurmo na cal\u00e7ada\u201d, conta Nicolai, recordando que ficou \u201csem documentos\u201d e ilegal \u201cn\u00e3o pode\u201d trabalhar, pelo que atualmente vive na rua.<\/p>\n<p>\u201cEntregue \u00e0 bicharada\u201d, \u00e9 desta forma que C\u00e2ndido Monteiro diz que se encontra, com um estatuto de \u201crefugiado sem-abrigo\u201d.<\/p>\n<p>Veio da Guin\u00e9-Bissau, \u201ch\u00e1 dois anos e sete meses, com um mapa de junta\u201d, ou seja, para fazer um tratamento a uma \u201c\u00falcera na perna esquerda\u201d.<\/p>\n<p>O Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados em Portugal encaminhou-o para o refeit\u00f3rio das Filhas da Caridade.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho nenhum apoio, nem da nossa embaixada, nem de mais nada. Este apoio \u00e9 muito valioso, \u00e9 muito bom. Os refugiados n\u00e3o t\u00eam aapoio de ningu\u00e9m\u201d, concluiu C\u00e2ndido Monteiro.<\/p>\n<p>Dumitru era professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica na Rom\u00e9nia mas veio para Portugal onde vive h\u00e1 22 anos clandestinamente.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o pude trabalhar na minha profiss\u00e3o porque n\u00e3o tinha documentos\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Desde que chegou a Portugal conta que trabalhou na constru\u00e7\u00e3o civil \u201cdurante muitos anos\u201d ajudou a construir o Centro Comercial Colombo, a Expo 1998 e a Gare do Oriente, e passou tamb\u00e9m pelo metropolitano, o aeroporto e em muitas outras empresas.<\/p>\n<p>Em 2011, Dumitru teve um acidente de trabalho e em 2013 a esposa faleceu, altura em que acabou por ir viver para rua.<\/p>\n<p> \u201cHoje digo muito obrigado a Jesus por estar aqui a almo\u00e7ar. Ajudam na higiene, ajudam na roupa\u201d, observa Dumitru, que revela ainda que tem um amigo que \u201cn\u00e3o\u201d pode abandonar porque o acompanha \u201ch\u00e1 muito tempo\u201d, o pastor alem\u00e3o \u201cboby\u201d.<\/p>\n<p>A Assembleia da Rep\u00fablica Portuguesa resolveu declarar 2016 como o ano nacional do combate ao desperd\u00edcio alimentar, iniciativa que est\u00e1 no centro da mais recente edi\u00e7\u00e3o do Seman\u00e1rio ECCLESIA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espa\u00e7o acolhe pessoas de diferentes idiomas e religi\u00f5es, migrantes sem documentos ou refugiados que vivem na rua O Refeit\u00f3rio Beata Ros\u00e1lia Rendu, na casa Provincial das Filhas da Caridade, fica no Campo Grande, Lisboa, e ganha vida todos os dias, a partir das 10h00, unindo idiomas e religi\u00f5es diferentes. 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