{"id":1300,"date":"2026-03-29T00:00:17","date_gmt":"2026-03-29T03:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=1300"},"modified":"2026-05-15T15:18:25","modified_gmt":"2026-05-15T18:18:25","slug":"sao-segundo-de-asti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-segundo-de-asti\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Segundo de Asti \/ Santos Jonas e Barachiso"},"content":{"rendered":"<div id=\"block-system-main\" class=\"block block-system\">\n<div class=\"content\">\n<div class=\"node node-santo clearfix\">\n<div class=\"-content clearfix \">\n<div class=\"field field-name-field-santo-desc field-type-text-long field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo era um soldado pag\u00e3o, filho de nobres, nascido em Asti, norte da It\u00e1lia, no final do s\u00e9culo I e profundo admirador dos m\u00e1rtires crist\u00e3os, que o intrigavam pelo hero\u00edsmo e pela f\u00e9 em Cristo. Chegava a visit\u00e1-los nos c\u00e1rceres de Asti, conversando muito com todos, quantos pudesse. Consta dos registros da Igreja, que foi assim que tomou conhecimento da Palavra de Cristo, aprendendo especialmente com o m\u00e1rtir Cal\u00f3gero de Br\u00e9scia, com o qual se identificou, procurando-o para conversar in\u00fameras vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, Segundo era muito amigo do prefeito de Asti, Sapr\u00edcio, e com ele viajou para Tortona, onde corria o processo do bispo Marciano, o primeiro daquela diocese. Sem que seu amigo pol\u00edtico soubesse, Segundo teria estado com o m\u00e1rtir e este encontro foi decisivo para a sua convers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, esta s\u00f3 aconteceu mesmo durante outra viagem, desta vez a Mil\u00e3o, onde visitou no c\u00e1rcere os crist\u00e3os Faustino e Jovita. Tudo o que se sabe dessa convers\u00e3o est\u00e1 envolto em muitas tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s. Os devotos dizem que Segundo teria sido levado \u00e0 pris\u00e3o por um anjo, para l\u00e1 receber o batismo atrav\u00e9s das m\u00e3os daqueles m\u00e1rtires. A \u00e1gua necess\u00e1ria para a cerim\u00f4nia teria vindo de uma nuvem. Logo depois, uma pomba teria lhe trazido a Santa Comunh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois disso, aconteceu o prod\u00edgio mais fascinante, narrado atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, da vida deste santo, que conta como ele conseguiu atravessar a cavalo o P\u00f3, sem se molhar, para levar a Eucaristia, que lhe fora entregue por Faustino e Jovita para ser dada ao bispo Marciano, antes do mart\u00edrio. O P\u00f3 \u00e9 um rio imponente, tanto nas cheias, quanto nas baixas, min\u00fasculo apenas no nome formado por duas letras, possui mil e quinhentos metros c\u00fabicos de volume d&#8217;\u00e1gua por segundo, nos seiscentos e cinq\u00fcenta e dois quil\u00f4metros de extens\u00e3o, um dos mais longos da It\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passado este epis\u00f3dio extraordin\u00e1rio, Sapr\u00edcio, o prefeito, soube finalmente da convers\u00e3o de seu amigo. Tentou de todas as formas fazer Segundo abandonar o cristianismo, mas, n\u00e3o conseguiu, mandou ent\u00e3o que o prendessem, julgassem e depois de tortur\u00e1-lo deixou que o decapitassem. Era o dia 30 de mar\u00e7o do ano 119.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No local do seu mart\u00edrio foi erguida uma igreja onde, num relic\u00e1rio de prata, se conservam as suas rel\u00edquias mortais. Uma vida cercada de tradi\u00e7\u00f5es, prod\u00edgios, gra\u00e7as e sofrimentos foi o legado que nos deixou S\u00e3o Segundo de Asti, que \u00e9 o padroeiro da cidade de Asti e de Ventimilha, cujo culto \u00e9 muito popular no norte da It\u00e1lia e em todo o mundo cat\u00f3lico que o celebra no dia 29 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Segundo de Asti, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_____________________________________________________________________<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Santos Jonas e Barachiso<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.arquisp.org.br\/sites\/default\/files\/santo\/foto\/03-29-santos-jonas-e-barachiso.jpg\" alt=\"Santos Jonas e Barachiso\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A narrativa do mart\u00edrio sofrido pelos irm\u00e3os crist\u00e3os, Jonas e Barachiso, persas da cidade de Beth-Asa, em 327, \u00e9 uma das p\u00e1ginas mais violentas do sofrimento cat\u00f3lico. Entretanto, a descri\u00e7\u00e3o das torturas infligidas aos irm\u00e3os foi registrada por um pag\u00e3o, o comandante da cavalaria do mandante imperador sanguin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do mart\u00edrio, pouco se sabe da vida deles, bem como suas origens. A biografia conhecida dos dois, come\u00e7a quando visitaram crist\u00e3os encarcerados na cidade de Hubahan. A Igreja da P\u00e9rsia sofria na \u00e9poca uma das mais cru\u00e9is persegui\u00e7\u00f5es de que se tem not\u00edcia, decretada e comandada pelo imperador Sapor. Jonas e Barachiso resolveram enfrentar os perigos para consolar os crist\u00e3os que, dias depois, seriam martirizados. S\u00f3 naquela pris\u00e3o, haviam nove condenados \u00e0 morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua atitude, ambos, foram presos e levados \u00e0 presen\u00e7a do juiz. A\u00ed come\u00e7ou a descri\u00e7\u00e3o de todo o terror. Como se negaram a adorar o rei, o sol e a lua, falsos deuses, o juiz mandou separ\u00e1-los para tentar enganar os irm\u00e3os. Barachiso foi colocado no calabou\u00e7o, enquanto Jonas era barbaramente a\u00e7oitado. Depois, teve os p\u00e9s atados e foi jogado nas \u00e1guas cobertas de gelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz chamou ent\u00e3o Barachiso e relatou as torturas de Jonas, dizendo-lhe que seu irm\u00e3o tinha sacrificado aos deuses. Barachiso n\u00e3o acreditou e fez um discurso t\u00e3o eloq\u00fcente em defesa do cristianismo, que o juiz ordenou que seu processo continuasse somente \u00e0 noite, longe do p\u00fablico, temeroso de que suas palavras acabassem convertendo ali mesmo alguns pag\u00e3os. Como castigo, mandou que colocassem ferros em brasa em seus bra\u00e7os. Os torturadores lhe deitaram chumbo derretido pelas narinas e olhos. Foi devolvido ao calabou\u00e7o, pendurado por um dos p\u00e9s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte, o juiz tentou a mesma t\u00e1tica com Jonas, depois de mandar tir\u00e1-lo das \u00e1guas geladas. Disse que Barachiso tinha abandonado sua religi\u00e3o. Este tamb\u00e9m n\u00e3o acreditou e respondeu com outro discurso fervoroso. Em contrapartida, os torturadores cortaram-lhe as m\u00e3os e os p\u00e9s, arrancaram-lhe a l\u00edngua e o couro cabeludo, jogaram seu corpo no piche em ebuli\u00e7\u00e3o, depois cortaram seu corpo em peda\u00e7os e jogaram numa cisterna. Quanto a Barachiso, bateram-lhe com ferros pontiagudos, deitaram-lhe piche e enxofre ferventes pela boca, e o maltrataram at\u00e9 que n\u00e3o desse mais sinais de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realmente, trata-se de uma p\u00e1gina chocante do cristianismo dos primeiros tempos, mas importante e cujo registro se faz necess\u00e1rio, para que continue preservada no conhecimento dos cat\u00f3licos dos nossos tempos. De maneira que se compreenda como a f\u00e9 em Cristo sobrevive a todos os supl\u00edcios psicol\u00f3gicos e de sangue atrav\u00e9s dos s\u00e9culos para a gl\u00f3ria na eternidade de Jesus, o Redentor da Humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santos Jonas e Barachiso, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"block-block-48\" class=\"block block-block\">\n<div class=\"content\">\n<p>*Fonte: Pia Sociedade Filhas de S\u00e3o Paulo Paulinas\u00a0<a href=\"http:\/\/www.paulinas.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.paulinas.org.br<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo era um soldado pag\u00e3o, filho de nobres, nascido em Asti, norte da It\u00e1lia, no final do s\u00e9culo I e profundo admirador dos m\u00e1rtires crist\u00e3os, que o intrigavam pelo hero\u00edsmo e pela f\u00e9 em Cristo. 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