{"id":12989,"date":"2016-01-14T12:25:32","date_gmt":"2016-01-14T14:25:32","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/14\/ratzinger-como-dante-nos-cativa-com-sua-historia-de-amor\/"},"modified":"2017-05-31T16:28:40","modified_gmt":"2017-05-31T19:28:40","slug":"ratzinger-como-dante-nos-cativa-com-sua-historia-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ratzinger-como-dante-nos-cativa-com-sua-historia-de-amor\/","title":{"rendered":"Ratzinger, como Dante, nos cativa com sua hist\u00f3ria de amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/ratzinger2_hero.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Viagem com o professor Pierluca Azzaro pelos \u201cSerm\u00f5es de Pentling\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Supermercados, arranha-c\u00e9us e campan\u00e1rios. As cidades de hoje e aquelas de 2000 anos atr\u00e1s, o Kosovo e Auschwitz. Assim \u00e9 Ratzinger, \u201cfala por alegorias, n\u00e3o por conceitos. Ama as alegorias \u2013 algo que tem profundas ra\u00edzes teol\u00f3gicas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs Sagradas Escrituras est\u00e3o repletas de alegorias, e Jesus ensinava por alegorias nas par\u00e1bolas\u201d. Quem explica \u00e9 seu tradutor para o italiano, o professor Pierluca Azzaro. \u00c9 ele quem trabalha na tradu\u00e7\u00e3o da obra completa de Joseph Ratzinger, Bento XVI, e acaba de publicar a tradu\u00e7\u00e3o dos Serm\u00f5es de Pentling, s\u00e9rie de dez textos breves \u2013 homilias, na verdade \u2013 proferidas pelo ent\u00e3o cardeal ao longo dos anos 80 e 90.<\/p>\n<p>Esta colet\u00e2nea \u201cserve para afastar muitos clich\u00eas\u201d, diz. O primeiro deles \u00e9 o de que Ratzinger fala dif\u00edcil. \u201cNada mais falso, isso \u00e9 um disparate\u201d, retruca o professor. \u201c\u00c0s vezes digo que Ratzinger se parece um pouco com Dante. Dante cativa a todos: \u00e0s crian\u00e7as e tamb\u00e9m aos grandes teol\u00f3gos\u201d. \u201cRatzinger n\u00e3o busca de falar de si, vangloriar-se. \u00c9 motivado por um amor verdadeiramente profundo pelo Senhor\u201d.<\/p>\n<p>Como diz o pr\u00f3prio Ratzinger, \u201corar incessantemente\u201d n\u00e3o \u00e9 apenas rezar repetidas vezes a \u201cAve Maria\u201d, mas \u201cestar tomado por uma paix\u00e3o que nos move constantemente, da mesma forma que um apaixonado pensa todo tempo na pessoa amada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cE de fato\u201d, completa Azzaro, \u201c\u00e9 justamente essa impress\u00e3o que temos ao ler estas homilias: em tudo aquilo faz, escreve ou aborda, manifesta sempre este amor por Jesus. E isso nos cativa\u201d. Como nas grandes obras rom\u00e2nticas, \u201cos textos de Ratzinger t\u00eam essa poesia, e de algum modo exprimem sua grande hist\u00f3ria de amor com Jesus, algo que nos envolve\u201d.<\/p>\n<p>O cardeal, que mais tarde viria se tornar Papa, \u201cexalta-se nas homilias, d\u00e1 o melhor de si\u201d. E \u201ccomo ficar\u00e1 claro para todos aqueles que as lerem, somos todos, naquele momento, fi\u00e9is da par\u00f3quia de Pentling, de Ratzinger\u201d. \u00c9 o pr\u00f3prio Papa em\u00e9rito, no pref\u00e1cio elaborado para esta edi\u00e7\u00e3o, quem nos convida a participar da Missa com ele e p\u00f4r-se a ouvir a voz do Senhor: s\u00e3o \u201cora\u00e7\u00f5es para os pequenos\u201d, \u201cacess\u00edveis a todos\u201d.<\/p>\n<p>O professor Azzaro lembra um epis\u00f3dio, narrado por alunos de Ratzinger, que bem exprime sua perspectiva da teologia: certa vez, o jovem professor adentrou \u00e0 igreja e, vendo uma velhinha rezando ajoelhada, disse aos alunos: \u201cveem aquela senhora que est\u00e1 a rezar de joelhos? Entende muito mais de teologia do que eu\u201d. Uma hist\u00f3ria que nos faz pensar naquela contada por ocasi\u00e3o do primeiro Angelus do Papa Francisco, em que uma senhora de idade o procura para confessar-se, e diz-lhe: \u201csaiba que o Senhor perdoa tudo\u201d. \u201cMas, como pode saber disso, minha senhora?\u201d, indaga ele; e ela responde: \u201cse assim n\u00e3o o fosse, o mundo n\u00e3o existiria\u201d. Quis ent\u00e3o perguntar-lhe: \u201ca senhora estudou na Gregoriana? Porque esta sabedoria prov\u00e9m do Esp\u00edrito Santo\u201d.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito: conv\u00e9m evitar os antagonismos superficiais, t\u00e3o ao gosto da grande m\u00eddia. \u201cCriou-se uma suposta contraposi\u00e7\u00e3o entre o Papa Francisco, que fala com simplicidade, e Bento XVI, que falaria de modo erudito, quase inacess\u00edvel. Estes textos mostram que isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Ambos os pont\u00edfices t\u00eam como prop\u00f3sito expressar a beleza da f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viagem com o professor Pierluca Azzaro pelos \u201cSerm\u00f5es de Pentling\u201d Supermercados, arranha-c\u00e9us e campan\u00e1rios. As cidades de hoje e aquelas de 2000 anos atr\u00e1s, o Kosovo e Auschwitz. Assim \u00e9 Ratzinger, \u201cfala por alegorias, n\u00e3o por conceitos. 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