{"id":12975,"date":"2016-01-14T10:56:07","date_gmt":"2016-01-14T12:56:07","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/14\/o-nome-de-deus-e-misericordia-apresentacao-do-livro\/"},"modified":"2017-05-30T11:25:19","modified_gmt":"2017-05-30T14:25:19","slug":"o-nome-de-deus-e-misericordia-apresentacao-do-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-nome-de-deus-e-misericordia-apresentacao-do-livro\/","title":{"rendered":"\u201cO nome de Deus \u00e9 Miseric\u00f3rdia\u201d \u2013 apresenta\u00e7\u00e3o do livro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/afp4865720_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>O livro-entrevista de Andrea Tornielli com o Papa Francisco foi apresentado neste dia 12 de janeiro no Instituto Patr\u00edstico Augustinianum de Roma. Presentes o Cardeal Parolin, o ator Roberto Benigni e o preso Zhang Agostino Jianquing. A moderadar a apresenta\u00e7\u00e3o o padre Federico Lombardi e, claro, presente tamb\u00e9m o autor da conversa\u00e7\u00e3o com o Santo Padre o vaticanista Andrea Tornielli. Desta apresenta\u00e7\u00e3o d\u00e3o-nos conta dos pormenores os nossos colegas do programa brasileiro da R\u00e1dio Vaticano Jackson Erpen e Raimundo Lima:<\/p>\n<p>\u201cUm livro para aprofundar o mist\u00e9rio da Miseric\u00f3rdia de Deus e entender o que esta representa na vida e no Pontificado do Papa Francisco. \u00c9 o significado mais profundo do livro \u201cO nome de Deus \u00e9 Miseric\u00f3rdia\u201d nascido da entrevista, ou melhor, como precisou Pe. Lombardi, da conversa\u00e7\u00e3o do Pont\u00edfice com o vaticanista Tornielli. Publicado no Ano Santo, o volume \u2013 editado em 86 pa\u00edses \u2013 representa, segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa S\u00e9, um valioso subs\u00eddio para o Jubileu da Miseric\u00f3rdia:<\/p>\n<p>&#8220;Este livro-conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 precios\u00edssimo justamente no contexto deste Ano jubilar. Com esse livro-conversa\u00e7\u00e3o temos a sua experi\u00eancia da miseric\u00f3rdia, em sua vida sacerdotal, em seu minist\u00e9rio, em sua espiritualidade.\u201d<\/p>\n<p>\u201cQuem est\u00e1 em busca de revela\u00e7\u00f5es \u2013 disse o Cardeal Parolin em sua fala \u2013 talvez fique desiludido\u201d. Efetivamente, o volume quer \u201ctomar o leitor pela m\u00e3o para entrar no mist\u00e9rio da Miseric\u00f3rdia, que \u00e9 a carteira de identidade do crist\u00e3o\u201d, ressaltou o purpurado.<\/p>\n<p>\u201cO volume, que \u00e9 de f\u00e1cil leitura, tem uma caracter\u00edstica que \u00e9 peculiar de seu autor principal, ou seja, o Papa. De fato, \u00e9 um livro que abre portas, que quer mant\u00ea-las abertas e pretende indicar possibilidades; que deseja fazer resplendecer, ou ao menos mostrar, o dom gratuito da infinita miseric\u00f3rdia de Deus, \u201csem o qual o mundo n\u00e3o existiria\u201d \u2013 como disse uma vez uma anci\u00e3 ao ent\u00e3o Dom Bergoglio, pouco ap\u00f3s tornar-se bispo auxiliar de Buenos Aires.\u201d<\/p>\n<p>O livro, acrescentou o cardeal, n\u00e3o d\u00e1 respostas definitivas, nem entra na casu\u00edstica, mas \u201calarga o olhar ao encontro com o amor infinito de Deus\u201d que supera as l\u00f3gicas humanas.<\/p>\n<p>E recordou que Francisco n\u00e3o somente nos recorda que vivemos num mundo que perdeu o sentido do pecado, mas que cada vez mais precisa de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Em seguida, o Cardeal Parolin evidenciou a import\u00e2ncia da miseric\u00f3rdia n\u00e3o somente na convers\u00e3o pessoal, mas tamb\u00e9m nas rela\u00e7\u00f5es entre os Estados e os povos. O Papa Francisco tem convic\u00e7\u00e3o disso, disse o purpurado, como o tinha S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, em particular, ap\u00f3s os atentados de 11 de setembro:<\/p>\n<p>\u201cA mensagem do Papa, a mensagem crist\u00e3 da miseric\u00f3rdia e do perd\u00e3o, as muitas portas santas que s\u00e3o escancaradas, o chamado a deixar-se abra\u00e7ar pelo amor de Deus \u00e9 algo que n\u00e3o diz respeito somente \u00e0 convers\u00e3o de cada um de n\u00f3s, \u00e0 salva\u00e7\u00e3o da alma de cada pessoa; \u00e9 algo que nos diz respeito tamb\u00e9m como povo, como sociedade, como pa\u00eds e pode ajudar-nos a construir rela\u00e7\u00f5es novas e mais fraternas porque quem experimentou em si a abund\u00e2ncia da gra\u00e7a no abra\u00e7o de miseric\u00f3rdia, quem foi e continua sendo perdoado, pode restituir ao menos um pouco daquilo que gratuitamente recebeu.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 um livro comovente porque mostra que o abra\u00e7o de Jesus nos levanta se nos abandonamos ao amor de Deus, disse ainda o Cardeal Secret\u00e1rio de Estado.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o sucessiva suscitou como\u00e7\u00e3o: o testemunho de Zhang Agostino Jianquing, jovem encarcerado de origem chinesa, detido em P\u00e1dua \u2013 nordeste da It\u00e1lia \u2013, que contou como ap\u00f3s anos de viol\u00eancia encontrou a f\u00e9 propriamente no c\u00e1rcere, atrav\u00e9s de um volunt\u00e1rio que o levou ao encontro com o Senhor:<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s o Batismo entendi toda a miseric\u00f3rdia da qual fui objeto, mesmo quando n\u00e3o me dava conta disso. E este livro do Papa Francisco ajudou-me a compreender melhor aquilo que aconteceu comigo. Eis o motivo do nome \u2018Zhang Agostino: Agostino porque pensando em Santo Agostinho, em sua hist\u00f3ria, comoveu-me particularmente sua m\u00e3e, Santa M\u00f4nica, por todas as l\u00e1grimas que derramou por seu filho, esperando reencontrar o filho perdido. \u00c9 de certo modo como a minha situa\u00e7\u00e3o: pensando em minha m\u00e3e e no rio de l\u00e1grimas que derramou por mim, esperando que eu pudesse reencontrar o sentido da minha vida.\u201d<\/p>\n<p>Em seguida, com palavras comoventes, Zhang Agostinho agradeceu ao Papa, a quem p\u00f4de encontrar propriamente com a publica\u00e7\u00e3o do livro, por sua constante aten\u00e7\u00e3o e cuidado para com os encarcerados:<\/p>\n<p>\u201cCaro Papa Francisco, obrigado pelo afeto e a ternura que jamais deixa de nos testemunhar. Obrigado por seu incans\u00e1vel testemunho. Obrigado pelas p\u00e1ginas deste livro das quais emerge o cora\u00e7\u00e3o de um pastor misericordioso. E n\u00f3s o recordamos sempre em nossas ora\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Da como\u00e7\u00e3o suscitada pelo detento passou-se \u00e0 alegria contagiante: a \u00faltima participa\u00e7\u00e3o, muito aguardada, foi a do ator e diretor cinematogr\u00e1fico Roberto Benigni, que arrancou o efusivo aplauso dos presentes. O ator iniciou ressaltando os sentimentos que teve com a leitura do livro:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um livro \u2013 digamos \u2013 que nos acaricia, que nos abra\u00e7a, que nos \u2018misericordia\u2019, que \u00e9 um termo inventado pelo Papa. Miseric\u00f3rdia \u2013 aten\u00e7\u00e3o! \u2013 n\u00e3o \u00e9 uma virtude assim, que est\u00e1 sentada na poltrona&#8230; \u00e9 uma virtude ativa, que se move: olhem para o Papa, jamais est\u00e1 parado! Move n\u00e3o somente o cora\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m os bra\u00e7os, as pernas, os calcanhares, os joelhos, move o corpo e a alma, jamais est\u00e1 parado! Vai ao encontro dos m\u00edseros, da pobreza, n\u00e3o fica parado um segundo&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Benigni prosseguiu sua reflex\u00e3o sobre a Miseric\u00f3rdia evidenciando que esta, junto ao perd\u00e3o, \u00e9 a mensagem mais forte que est\u00e1 emergindo do Pontificado de Francisco.<\/p>\n<p>\u201cE a miseric\u00f3rdia para Francisco \u2013 aten\u00e7\u00e3o! \u2013 n\u00e3o \u00e9 uma vis\u00e3o adocicada, condescendente ou, pior ainda, \u2018bondosista\u2019 da vida: n\u00e3o! \u00c9 uma virtude severa, \u00e9 um verdadeiro desafio, mas n\u00e3o somente religioso-teol\u00f3gico: \u00e9 um desafio social, pol\u00edtico! Aquilo que Francisco est\u00e1 fazendo \u00e9 impressionante. E o que Francisco faz para vencer esse desafio, digamos, incr\u00edvel? O que \u00e9 que lhe d\u00e1 for\u00e7as? \u00c9 propriamente a medicina da miseric\u00f3rdia. Vejam s\u00f3, ele vai busc\u00e1-la entre os derrotados, entre os \u00faltimos dos \u00faltimos. Aonde foi publicamente quando come\u00e7ou seu Pontificado? Foi a Lampedusa, propriamente aonde chegam os \u00faltimos dos \u00faltimos. E onde abriu a Porta Santa do Jubileu? Na Rep\u00fablica Centro-Africana, em Bangui, no lugar mais pobre dos pobres dos pobres do mundo: justamente no lugar mais pobre Francisco vai ao encontro da proximidade, da dor do mundo, do sofrimento, porque ali, no meio da dor nasce a miseric\u00f3rdia.\u201d<\/p>\n<p>Num mundo que pede a condena\u00e7\u00e3o, ressaltou Benigni, Francisco quer, ao inv\u00e9s, a miseric\u00f3rdia. E n\u00e3o v\u00ea contraposi\u00e7\u00e3o com a justi\u00e7a:<\/p>\n<p>\u201cE ent\u00e3o, diz, por\u00e9m, se se perdoa tudo, para que serve a justi\u00e7a? Mas a miseric\u00f3rdia \u2013 nos diz o Papa Francisco \u2013 \u00e9 a justi\u00e7a maior. A justi\u00e7a \u00e9 o m\u00ednimo da miseric\u00f3rdia. A miseric\u00f3rdia n\u00e3o elimina a justi\u00e7a: n\u00e3o a suprime, n\u00e3o a corrompe. Vai al\u00e9m. Um mundo somente com a justi\u00e7a seria um mundo frio, n\u00e3o? E se sente que o homem n\u00e3o precisa somente de justi\u00e7a: precisa tamb\u00e9m de algo diferente. No livro se sente que Francisco nos faz perceber exatamente isso, porque a miseric\u00f3rdia \u00e9 propriamente a fonte de seu Pontificado&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Por fim, o autor do livro com o Papa, o vaticanista do di\u00e1rio \u201cLa Stampa\u201d Andrea Tornielli agradeceu aos que \u2013 a come\u00e7ar pelo editor \u2013 acreditaram neste projeto editorial e quis unir a figura de Bergoglio \u00e0 de S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII, que sabia olhar com miseric\u00f3rdia para os pecadores, abra\u00e7ando todos, inclusive os encarcerados, como faz hoje o Papa Francisco.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro-entrevista de Andrea Tornielli com o Papa Francisco foi apresentado neste dia 12 de janeiro no Instituto Patr\u00edstico Augustinianum de Roma. Presentes o Cardeal Parolin, o ator Roberto Benigni e o preso Zhang Agostino Jianquing. 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