{"id":12834,"date":"2016-01-05T17:31:20","date_gmt":"2016-01-05T19:31:20","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/05\/a-maconaria-quer-mesmo-destruir-a-igreja-ou-os-papas-exageraram-ao-condena-la\/"},"modified":"2017-05-30T11:49:01","modified_gmt":"2017-05-30T14:49:01","slug":"a-maconaria-quer-mesmo-destruir-a-igreja-ou-os-papas-exageraram-ao-condena-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-maconaria-quer-mesmo-destruir-a-igreja-ou-os-papas-exageraram-ao-condena-la\/","title":{"rendered":"A ma\u00e7onaria quer mesmo destruir a Igreja ou os papas exageraram ao conden\u00e1-la?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/maconaria.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Fala a historiadora Angela Pellicciari: os ma\u00e7ons estudaram estrat\u00e9gias subversivas para acabar com o poder eclesi\u00e1stico<\/p>\n<p>A ma\u00e7onaria tentou destruir a religi\u00e3o na It\u00e1lia? Agiu para extinguir a a\u00e7\u00e3o e a exist\u00eancia da Igreja cat\u00f3lica naquele pa\u00eds?<\/p>\n<p>A resposta de Angela Pellicciari, italiana historiadora do \u201cRisorgimento\u201d e professora de Hist\u00f3ria da Igreja, \u00e9 positiva: desde o seu nascimento, a ma\u00e7onaria se prop\u00f4s acabar com o poder da Igreja mediante a\u00e7\u00f5es subversivas, em geral sutis, que foram vigorosamente denunciadas e repudiadas pelos papas.<\/p>\n<p>Angela explica para a Aleteia: \u201cA ma\u00e7onaria moderna nasceu em Londres em 1717. A Igreja emitiu a primeira das suas centenas de condena\u00e7\u00f5es e excomunh\u00f5es em 1738, com a carta apost\u00f3lica \u2018In Eminenti\u2019, do papa Clemente XII. \u2018Cheios de certa apar\u00eancia afetada de honradez natural\u2019, escreve o papa sobre os ma\u00e7ons. E o papa tem raz\u00e3o: a ma\u00e7onaria sempre tem nos l\u00e1bios a palavra \u2018moral\u2019, mas a moral a que ela se refere n\u00e3o \u00e9 a moral revelada\u201d.<\/p>\n<p>A persegui\u00e7\u00e3o antirreligiosa<\/p>\n<p>Angela Pellicciari destaca uma afirma\u00e7\u00e3o feita em 1853 por J.M. Ragon, autoridade da ma\u00e7onaria francesa: \u201cA ma\u00e7onaria n\u00e3o recebe a lei; \u00e9 ela mesma quem a estabelece\u201d. E a historiadora segue em frente: \u201cPio IX e Le\u00e3o XIII, os papas que assistem [na It\u00e1lia] ao desmantelamento de todas as ordens religiosas cat\u00f3licas (apesar de o catolicismo continuar sendo a religi\u00e3o de estado), \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o contra bispos e sacerdotes, \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da maioria da popula\u00e7\u00e3o [italiana] \u00e0 pobreza absoluta, obrigada \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o massiva, identificam no \u00f3dio ma\u00e7\u00f4nico e protestante a origem anticat\u00f3lica e, portanto, anti-italiana, de tanta viol\u00eancia e decad\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Como foi o caso da Fran\u00e7a durante a revolu\u00e7\u00e3o e durante o imp\u00e9rio do ma\u00e7om Napole\u00e3o, ou ainda na Am\u00e9rica Latina, em Portugal e na Espanha, a ma\u00e7onaria \u00e9 uma sociedade revolucion\u00e1ria que os pr\u00edncipes apoiam \u201csem se darem conta de que est\u00e3o assinando a pr\u00f3pria ru\u00edna\u201d, sentencia a historiadora. \u201cOs papas lan\u00e7am o alerta com frequ\u00eancia, mas n\u00e3o s\u00e3o ouvidos. Sob o pontificado de Greg\u00f3rio XVI, a pol\u00edcia descobre uma documenta\u00e7\u00e3o de grande interesse sobre os carbon\u00e1rios (uma sociedade secreta de deriva\u00e7\u00e3o ma\u00e7\u00f4nica) que mostra como o \u00f3dio pela Igreja \u00e9 acompanhado pelo \u00f3dio \u00e0 fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>De fato, o sect\u00e1rio conhecido pelo pseud\u00f4nimo de \u201cPiccolo Tigre\u201d [\u201cPequeno Tigre\u201d] escreve aos seus companheiros de seita: \u201cO essencial \u00e9 isolar o homem da fam\u00edlia, \u00e9 faz\u00ea-lo perder os seus costumes [\u2026] Quando tiverdes insinuado em alguma alma o desgosto pela fam\u00edlia e pela religi\u00e3o (e uma \u00e9 quase sempre a continua\u00e7\u00e3o da outra), deixai cair alguma palavra que provoque o desejo de filiar-se \u00e0 loja [ma\u00e7\u00f4nica] mais pr\u00f3xima [\u2026] O fasc\u00ednio pelo desconhecido exerce sobre o homem tal poder que ele se prepara tremendo para as fantasmag\u00f3ricas provas da inicia\u00e7\u00e3o e dos banquetes fraternos\u201d.<\/p>\n<p>A advert\u00eancia de Pio VII<\/p>\n<p>Em 1821, Pio VII escreve a prop\u00f3sito dos carbon\u00e1rios: \u201cEles simulam um singular respeito e certo zelo extraordin\u00e1rio pela religi\u00e3o cat\u00f3lica\u201d, mas \u201cn\u00e3o s\u00e3o nada mais que dardos disparados com mais firmeza por homens astutos para ferir os incautos; esses homens se apresentam como cordeiros, mas s\u00e3o lobos vorazes\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Pellicciari, um documento de 1819, conhecido com o nome de \u201cInstru\u00e7\u00e3o permanente\u201d, ensina aos carbon\u00e1rios: \u201cDeveis apresentar-vos com todas as apar\u00eancias do homem s\u00e9rio e moral. Uma vez estabelecida a vossa boa reputa\u00e7\u00e3o nos col\u00e9gios, nas universidades e nos semin\u00e1rios, uma vez captada a confian\u00e7a de professores e estudantes, fazei que procurem a vossa companhia principalmente os envolvidos na mil\u00edcia clerical [\u2026] Trata-se de estabelecer o reino dos eleitos sobre o trono da prostituta da Babil\u00f4nia: que o clero marche sob a vossa bandeira sem nunca duvidar de estar marchando sob a das chaves apost\u00f3licas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEnterraremos a Igreja\u201d<\/p>\n<p>Os carbon\u00e1rios pretendiam infiltrar-se no clero. Em 18 de janeiro de 1822, o \u201cPiccolo Tigre\u201d escreveu aos afiliados da regi\u00e3o italiana do Piemonte: \u201cServindo-vos do pretexto mais f\u00fatil, mas nunca pol\u00edtico ou religioso, criai v\u00f3s mesmos, ou ainda melhor, fazei com que sejam criadas por outros, associa\u00e7\u00f5es que tenham como fim o com\u00e9rcio, a ind\u00fastria, a m\u00fasica, as belas artes. Reuni em um lugar qualquer, inclusive nas sacristias e nas capelas, os vossos seguidores que ainda n\u00e3o sabem de nada; ponde-os sob a guia de um sacerdote virtuoso, conhecido, mas cr\u00e9dulo e f\u00e1cil de enganar; infiltrai o veneno nos cora\u00e7\u00f5es eleitos, infiltrai-o em pequenas doses e como que por casualidade; a seguir, v\u00f3s mesmos vos surpreendereis com o vosso \u00eaxito\u201d.<\/p>\n<p>Alguns anos mais tarde, o \u201cprimo\u201d Vindice sintetiza assim o objetivo dos carbon\u00e1rios: \u201cCome\u00e7amos uma corrup\u00e7\u00e3o em grande escala, a corrup\u00e7\u00e3o do povo atrav\u00e9s do clero e a do clero por meio nosso, a corrup\u00e7\u00e3o que, sem d\u00favida, nos levar\u00e1 um dia a sepultar a Igreja\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSegredo, juramento, nenhum escr\u00fapulo no uso de qualquer meio (porque, para eles, o fim justifica os meios), cal\u00fania, mentira, homic\u00eddio, s\u00e3o as armas a que as associa\u00e7\u00f5es secretas recorrem para levar os seus planos a termo\u201d, afirma a especialista. O juramento, em particular, acompanha todos os avan\u00e7os nos graus ma\u00e7\u00f4nicos. No momento da entrada na loja como aprendiz, o candidato jura assim: \u201cPrometo n\u00e3o revelar jamais os segredos da Livre Ma\u00e7onaria; n\u00e3o dar a conhecer a ningu\u00e9m o que me ser\u00e1 exposto, sob pena de me cortarem a garganta, me arrancarem o cora\u00e7\u00e3o e a l\u00edngua, me rasgarem as entranhas, cortarem meu corpo em peda\u00e7os, queimarem-no e o reduzirem a p\u00f3 a ser espalhado ao vento para execrada mem\u00f3ria e eterna inf\u00e2mia\u201d.<\/p>\n<p>A den\u00fancia dos papas<\/p>\n<p>Come\u00e7ando por Clemente XII, todos os papas denunciam com firmeza, coragem, patriotismo e mediante an\u00e1lises filos\u00f3ficas e hist\u00f3ricas detalhadas os prop\u00f3sitos revolucion\u00e1rios das lojas que, exaltando a \u201cliberdade\u201d, procuram a liberdade apenas para si pr\u00f3prias, formando dentro dos pa\u00edses uma esp\u00e9cie de \u201cestado no estado\u201d, que dita por lei todos os aspectos da vida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em 1864, pouco depois do m\u00e9rito \u201cgrandioso\u201d que as lojas atribuem a si mesmas por terem desencadeado o maior ataque contra a Igreja cat\u00f3lica na sua p\u00e1tria de elei\u00e7\u00e3o (Roma e a It\u00e1lia), os artigos 3 e 7 das constitui\u00e7\u00f5es da ma\u00e7onaria italiana estabelecem: \u201cArt. 3. Sua finalidade [da ma\u00e7onaria] direta e imediata \u00e9 concorrer eficazmente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o progressiva destes princ\u00edpios na Uni\u00e3o, para que se tornem gradualmente lei efetiva e suprema de todos os atos da vida individual, dom\u00e9stica e civil\u201d; \u201cArt. 7. A meta \u00faltima dos seus trabalhos \u00e9 a de reunir todos os homens livres numa grande fam\u00edlia, que possa pouco a pouco suceder todas as seitas fundadas na f\u00e9 cega e na autoridade teocr\u00e1tica, todos os cultos supersticiosos, intolerantes e inimigos entre si, a fim de construir a verdadeira e \u00fanica igreja da Humanidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPersonifica\u00e7\u00e3o permanente da revolu\u00e7\u00e3o, [a ma\u00e7onaria] constitui uma esp\u00e9cie de sociedade ao contr\u00e1rio, cujo fim \u00e9 um predom\u00ednio oculto sobre a sociedade vis\u00edvel e cuja raz\u00e3o de ser consiste na guerra contra Deus e a sua Igreja\u201d, escreve Le\u00e3o XIII em 1902, pouco antes de morrer.<\/p>\n<p>\u201cA firme condena\u00e7\u00e3o da Igreja contra a ma\u00e7onaria\u201d, conclui Pellicciari, \u201ccontra todo tipo de ma\u00e7onaria vale at\u00e9 hoje, como recordou explicitamente o cardeal Ratzinger na declara\u00e7\u00e3o sobre a ma\u00e7onaria, de 1983\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fala a historiadora Angela Pellicciari: os ma\u00e7ons estudaram estrat\u00e9gias subversivas para acabar com o poder eclesi\u00e1stico A ma\u00e7onaria tentou destruir a religi\u00e3o na It\u00e1lia? 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