{"id":12833,"date":"2016-01-05T17:24:35","date_gmt":"2016-01-05T19:24:35","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/01\/05\/chacina-na-redacao-da-revista-charlie-hebdo-completa-um-ano\/"},"modified":"2017-05-30T11:50:22","modified_gmt":"2017-05-30T14:50:22","slug":"chacina-na-redacao-da-revista-charlie-hebdo-completa-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/chacina-na-redacao-da-revista-charlie-hebdo-completa-um-ano\/","title":{"rendered":"Chacina na reda\u00e7\u00e3o da revista Charlie Hebdo completa um ano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/6jchngqns_mph.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Como os jihadistas, nascidos e criados na Fran\u00e7a, chegaram ao ponto de cometer tais atos extremos?<\/p>\n<p>\u201cUm ano depois, o assassino ainda est\u00e1 \u00e0 solta\u201d: um Deus barbudo, armado com uma kalashnikov, ilustra a capa da revista sat\u00edrica Charlie Hebdo na edi\u00e7\u00e3o que chega \u00e0s bancas, um ano ap\u00f3s o primeiro de uma s\u00e9rie de atentados que mostraram a vulnerabilidade da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Com uma tiragem de um milh\u00e3o de c\u00f3pias, incluindo dezenas de milhares expedidas para o exterior, esta edi\u00e7\u00e3o especial da Charlie sai nesta quarta-feira em meio a uma semana de cerim\u00f4nias, que culminar\u00e3o no domingo com uma grande manifesta\u00e7\u00e3o em Paris.<\/p>\n<p>Na presen\u00e7a do presidente Fran\u00e7ois Hollande, uma cerim\u00f4nia tamb\u00e9m foi programada na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, para lembrar as manifesta\u00e7\u00f5es gigantescas contra o terrorismo de 11 de janeiro.<\/p>\n<p>Em 7 de janeiro de 2015, dois irm\u00e3os jihadistas semearam a morte na sede da Charlie Hebdo, em um ataque que espantou o mundo, visando um pilar da democracia, a imprensa livre. \u201cO 11 de setembro franc\u00eas\u201d, descreveu o influente jornal Le Monde.<\/p>\n<p>\u201cVingamos o profeta! Matamos Charlie Hebdo\u201d, gritaram os irm\u00e3os Said e Kouachi Sharif, antes de fugirem depois de dizimarem a reda\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o (oito de seus membros foram mortos, incluindo cinco cartunistas), inimigos dos islamitas desde a publica\u00e7\u00e3o de caricaturas de Maom\u00e9 em 2011.<\/p>\n<p>Quatro outras pessoas foram mortas no ataque.<\/p>\n<p>No dia seguinte, outro mu\u00e7ulmano radicalizado, Am\u00e9dy Coulibaly, matou uma policial perto de Paris. Na sexta-feira dia 9, ele atacou um supermercado judaico, matando quatro judeus antes de ser morto pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Os irm\u00e3os Kouachi foram mortos simultaneamente no nordeste de Paris.<\/p>\n<p>Em tr\u00eas dias, os jihadistas, que reivindicaram pertencer \u00e0 Al-Qaeda ou ao grupo Estado Isl\u00e2mico (EI), mataram 17 pessoas.<\/p>\n<p>Em 11 de janeiro, Paris se tornou a \u201ccapital do mundo\u201d, segundo as palavras de Fran\u00e7ois Hollande. O presidente franc\u00eas caminhou pela capital junto a cerca de 50 l\u00edderes estrangeiros.<\/p>\n<p>Fissuras<\/p>\n<p>No total, quase 4 milh\u00f5es de manifestantes tomaram as ruas do pa\u00eds, a maior mobiliza\u00e7\u00e3o popular desde o Liberation em 1944. Em Londres, Madri ou Washington, as pessoas tamb\u00e9m marcharam cantando a Marselhesa e gritando \u201cJe suis Charlie\u201d (\u201cEu sou Charlie\u201d).<\/p>\n<p>Mas esta bela express\u00e3o de solidariedade n\u00e3o escondeu as tens\u00f5es na sociedade francesa. Apesar de denunciarem a viol\u00eancia, alguns mu\u00e7ulmanos tiveram dificuldades em se solidarizar com Charlie Hebdo.<\/p>\n<p>Os professores tamb\u00e9m tiveram dificuldades em impor os minutos de sil\u00eancio em homenagem \u00e0s v\u00edtimas, enquanto os assassinos foram, por vezes, glorificados na internet.<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a passou a questionar seu modelo de integra\u00e7\u00e3o. Como os jihadistas, nascidos e criados na Fran\u00e7a, chegaram ao ponto de cometer tais atos extremos? O primeiro-ministro Manuel Valls denunciou um \u201capartheid territorial, social, \u00e9tnico\u201d no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A extrema-direita acabou por se beneficiar da tens\u00e3o, registrando resultados hist\u00f3ricos nas elei\u00e7\u00f5es territoriais em mar\u00e7o (25% dos votos no primeiro turno) e, em seguida, nas regionais de dezembro (quase 28%).<\/p>\n<p>Uma semana depois do massacre, Charlie Hebdo publicou uma nova caricatura do profeta com uma l\u00e1grima no olho.<\/p>\n<p>Do Niger \u00e0 Chech\u00eania, manifesta\u00e7\u00f5es violentas, por vezes fatais, irromperam no mundo mu\u00e7ulmano.<\/p>\n<p>Fran\u00e7a em guerra<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esta \u201cedi\u00e7\u00e3o dos sobreviventes\u201d, da qual cerca de oito milh\u00f5es de c\u00f3pias foram vendidas, os sobreviventes da Charlie Hebdo ainda tentam se recuperar, lutando para lidar com seus traumas, enquanto alguns deixaram o jornal.<\/p>\n<p>Em outras partes, a vida retornou para os trilhos sob vigil\u00e2ncia: as patrulhas se tornaram a norma em locais sens\u00edveis. Apesar destas medidas, alguns judeus preferiram partir para Israel.<\/p>\n<p>E este dispositivo de seguran\u00e7a n\u00e3o impediu que o horror voltasse a acontecer. Apesar de alguns ataques terem sido frustrados (contra uma igreja no sub\u00farbio de Paris em abril) ou limitados (em um trem Thalys, em agosto), os jihadistas atingiram um novo patamar em 13 de novembro.<\/p>\n<p>Naquela noite, uma d\u00fazia de homens atacaram de maneira coordenada um est\u00e1dio de futebol, bares e restaurantes e uma casa de shows. Eles matam 130 pessoas no pior ataque j\u00e1 cometido na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Desta vez, o \u201cesp\u00edrito de 11 de janeiro\u201d n\u00e3o soprou sobre o pa\u00eds, colocado em estado de emerg\u00eancia. As manifesta\u00e7\u00f5es foram proibidas, as a\u00e7\u00f5es policias se multiplicaram, os ataques contra o EI \u2013 que reivindicou os atentados \u2013 aumentaram na S\u00edria e no Iraque.<\/p>\n<p>\u201cA Fran\u00e7a est\u00e1 em guerra\u201d, insistiu Fran\u00e7ois Hollande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como os jihadistas, nascidos e criados na Fran\u00e7a, chegaram ao ponto de cometer tais atos extremos? \u201cUm ano depois, o assassino ainda est\u00e1 \u00e0 solta\u201d: um Deus barbudo, armado com uma kalashnikov, ilustra a capa da revista sat\u00edrica Charlie Hebdo na edi\u00e7\u00e3o que chega \u00e0s bancas, um ano ap\u00f3s o primeiro de uma s\u00e9rie de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-12833","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12833","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12833"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12833\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24526,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12833\/revisions\/24526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}