{"id":1281,"date":"2026-03-23T00:00:25","date_gmt":"2026-03-23T03:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=1281"},"modified":"2026-05-15T15:16:57","modified_gmt":"2026-05-15T18:16:57","slug":"sao-turibio-de-mongrovejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-turibio-de-mongrovejo\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Tur\u00edbio de Mongrovejo \/ Santa Rafka (Rebeca)"},"content":{"rendered":"<div id=\"block-system-main\" class=\"block block-system\">\n<div class=\"content\">\n<div class=\"node node-santo clearfix\">\n<div class=\"-content clearfix \">\n<div class=\"field field-name-field-santo-desc field-type-text-long field-label-hidden\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Tur\u00edbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma fam\u00edlia nobre e rica. Estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e foi membro da Inquisi\u00e7\u00e3o. Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande minist\u00e9rio. Quando ent\u00e3o foi nomeado Arcebispo para a Am\u00e9rica espanhola, pelo Papa Greg\u00f3rio XIII, atendendo um pedido do rei Felipe II, da Espanha, que tinha muita estima por Tur\u00edbio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais curioso \u00e9 que ele teve de receber uma a uma todas as ordens de uma s\u00f3 vez at\u00e9 finalizar com a do sacerd\u00f3cio, para em 1580, ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis, chamada depois Lima, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade. Isso ocorreu porque apesar de ser tonsurado, isto \u00e9, ter o cabelo cortado como os padres, ainda n\u00e3o pertencia ao clero. E, foi assim que surgiu um dos maiores ap\u00f3stolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambr\u00f3sio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegando \u00e0 Am\u00e9rica espanhola em 1581, ficou espantado com a mis\u00e9ria espiritual e material em que viviam os \u00edndios. Aprendeu sua l\u00edngua e passou a defend\u00ea-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fi\u00e9is e considerado um defensor en\u00e9rgico da justi\u00e7a, diante dos opressores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apoiado pela popula\u00e7\u00e3o, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembl\u00e9ias e s\u00ednodos, convocando todos os habitantes para a evangeliza\u00e7\u00e3o. Sob sua dire\u00e7\u00e3o, foram realizados dez conc\u00edlios diocesanos e os tr\u00eas provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da Am\u00e9rica espanhola at\u00e9 o s\u00e9culo XX. Inclusive, o S\u00ednodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao c\u00e9lebre Conc\u00edlio de Trento. Conta-se que neste s\u00ednodo, com fina ironia, Tur\u00edbio desafiou os espanh\u00f3is, que se consideravam t\u00e3o inteligentes, a aprenderem uma nova l\u00edngua, a dos \u00edndios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando enviou um relat\u00f3rio ao rei Felipe II, em 1594, dava conta de que havia percorrido quinze mil quil\u00f4metros e administrado o sacramento da crisma a sessenta mil fi\u00e9is. Ali\u00e1s, teve o privil\u00e9gio e a gra\u00e7a de crismar tr\u00eas peruanos, que depois se tornaram santos da Igreja: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tur\u00edbio fundou o primeiro semin\u00e1rio das Am\u00e9ricas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do pr\u00f3prio corpo, aos pobres e aos que o serviram, gesto, que revelou o conte\u00fado de toda sua vida. Faleceu no dia 23 de mar\u00e7o de 1606, na pequena cidade de San\u00e3, Peru. Foi canonizado em 1726, pelo Papa Bento XIII, que declarou S\u00e3o Tur\u00edbio de Mongrovejo &#8220;ap\u00f3stolo e padroeiro do Peru&#8221;, para ser celebrado no dia do seu tr\u00e2nsito.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Santa Rafka (Rebeca)<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.arquisp.org.br\/sites\/default\/files\/santo\/foto\/03-23-santa-rafka-ou-rebeca.jpg\" alt=\"Santa Rafka (Rebeca)\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 20 de junho de 1832, na cidade de Himlaya, L\u00edbano, nasceu a menina Boutroussyeh, que em portugu\u00eas significa: Pedrinha. Quando se tornou religiosa adotou o nome de Rafka, ou Rebeca que era o nome de sua m\u00e3e, falecida quando ela tinha sete anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rebeca era filha \u00fanica e seu pai empobreceu muito ap\u00f3s a morte da esposa. Aos onze anos ela foi servir uma fam\u00edlia libanesa na, na S\u00edria. Ap\u00f3s quatro anos voltou para casa, pois seu pai havia se casado novamente. Pedrinha ficou muito confusa e angustiada com o seu poss\u00edvel matrimonio. Uma tarde foi a igreja rezar para que Nossa Senhora a ajudasse na decis\u00e3o do caminho a seguir. A noite sonhou e ouviu uma voz que lhe dizia para entregar sua vida a Cristo. Decidiu ser religiosa. Saiu de casa contrariando a fam\u00edlia e se apresentou \u00e0 congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Filhas de Maria em Bifkaya.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A congrega\u00e7\u00e3o a acolheu como postulante, era o ano de 1853. Rebeca, tr\u00eas anos depois, completava o novi\u00e7ado pronunciando os votos e se formando professora. Foi enviada como mission\u00e1ria e professora nos povoados pobres para catequizar e alfabetizar crian\u00e7as e adultos carentes. Ela foi uma mission\u00e1ria d\u00f3cil, caridosa, penitente, evangelizando pelo exemplo e pela palavra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1871, a congrega\u00e7\u00e3o da Filhas de Maria que era diocesana, passava por uma crise e seria fechada. Rebeca, ouvindo novamente a voz que a guiava, foi ser novi\u00e7a no convento de S\u00e3o Sim\u00e3o na cidade de Aitou, onde fez sua profiss\u00e3o de f\u00e9 e dos votos em 1872, tomando o nome de Rafka.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, iniciou uma outra fase de sua vida \u00e0 servi\u00e7o de Deus. Rafka come\u00e7ou a sentir dores terr\u00edveis na cabe\u00e7a e nos olhos. Ap\u00f3s os exames m\u00e9dicos foi submetida a v\u00e1rias cirurgias. Durante a \u00faltima o m\u00e9dico errou e ela ficou sem chance de cura. Rafka aceitou toda aquela lenta agonia tendo a certeza que deste modo participava da Paix\u00e3o de Jesus Cristo e no sofrimento da Virgem Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram vinte e seis anos de sofrimento na cidade de Aitou. Depois, com outras cinco religiosas Rafka foi transferida para o novo convento dedicado a S\u00e3o Jos\u00e9, em Grabta. Neste per\u00edodo ficou completamente cega e paral\u00edtica. Mesmo assim se manteve feliz porque podia usar as m\u00e3os, fazendo meias e malhas de l\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafka ainda vivia e a popula\u00e7\u00e3o falava dela como santa. Depois da sua morte em 23 de mar\u00e7o de 1914 a sua fama se difundiu por todo o L\u00edbano, Europa, e nas Am\u00e9ricas. Os prod\u00edgios e milagres foram se acumulando e seu processo de canoniza\u00e7\u00e3o foi conclu\u00eddo em 2001, quando o papa Jo\u00e3o Paulo II a proclamou santa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O seu corpo repousa na igreja do mosteiro de S\u00e3o Jos\u00e9 em Grabta, L\u00edbano. Santa Rafka, ou Rebeca continua sendo reverenciada no dia 23 de mar\u00e7o pelos seus devotos em todo o mundo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"block-block-48\" class=\"block block-block\">\n<div class=\"content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">*Fonte: Pia Sociedade Filhas de S\u00e3o Paulo Paulinas\u00a0<a href=\"http:\/\/www.paulinas.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.paulinas.org.br<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tur\u00edbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma fam\u00edlia nobre e rica. 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