{"id":12773,"date":"2015-12-24T03:00:00","date_gmt":"2015-12-24T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/12\/24\/a-porta-da-misericordia\/"},"modified":"2017-05-09T09:45:22","modified_gmt":"2017-05-09T12:45:22","slug":"a-porta-da-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-porta-da-misericordia\/","title":{"rendered":"A Porta da Miseric\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Desde o dia 29 de novembro, quando o Santo Padre abriu a Porta Santa em Bangui, na Rep\u00fablica Centro Africana, milhares de outras portas de catedrais, bas\u00edlicas, santu\u00e1rios, igrejas se abriram pelo mundo a iniciar pelo dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria, na Bas\u00edlica Vaticana, aberta a Porta Santa pelo Sumo Pont\u00edfice Romano, o Papa Francisco. Nas Dioceses espalhadas por todo o orbe, os seus respectivos ordin\u00e1rios locais, os Bispos diocesanos, abriram a partir do dia 13 de dezembro, terceiro domingo do Advento, a \u201cPorta da Miseric\u00f3rdia\u201d. Sabemos que a porta santa ou porta da miseric\u00f3rdia \u00e9 um ato m\u00e1gico e quer recordar atitudes importantes que devemos ter na quest\u00e3o de convers\u00e3o e mudan\u00e7a de vida. <br \/>Por isso, ser\u00e1 muito importante refletir, ainda que de modo sint\u00e9tico, sobre a Divina Miseric\u00f3rdia, cujo Ano Extraordin\u00e1rio estamos celebrando a convite do Papa Francisco e, dentro desse contexto, entender o significado da \u201cPorta Santa\u201d em Roma e da \u201cPorta da Miseric\u00f3rdia\u201d nas Catedrais das Dioceses e nas outras Igrejas e Santu\u00e1rios previamente marcados para esta gra\u00e7a.<br \/>Iniciemos dizendo que a miseric\u00f3rdia est\u00e1 presente na Sagrada Escritura. Assim, no Antigo Testamento, Deus j\u00e1 Se revela, gratuitamente, misericordioso para com Israel, o povo da Antiga Alian\u00e7a, sempre propenso a violar o pacto de amor para com o Senhor, mas Ele, por meio de sua divina miseric\u00f3rdia, n\u00e3o deixa de vir em socorro dos israelitas. Na linguagem dos profetas, o Senhor \u00e9 um esposo tra\u00eddo que esquece as muitas infidelidades e est\u00e1 sempre disposto a perdoar (termo que vem de per-donare, ou seja, se ofertar ainda com mais grandiosidade, usar de gratuidade ilimitada). Cf. Os 2,21-25; Is 54,6-8 e Jr 31,20.<br \/>Mais do que uma fidelidade ao seu povo, Israel, a miseric\u00f3rdia de Deus para com os seus escolhidos O leva a ser fiel a Si mesmo e, por isso, dispensador de grande miseric\u00f3rdia para com os errantes. Da\u00ed, o profeta Ezequiel colocar nos l\u00e1bios do Alt\u00edssimo a seguinte declara\u00e7\u00e3o: \u201cAssim diz o Senhor Iahweh: \u2018N\u00e3o \u00e9 em considera\u00e7\u00e3o a v\u00f3s que ajo assim, \u00f3 casa de Israel, mas sim por causa do meu santo nome, que v\u00f3s profanastes entre as na\u00e7\u00f5es para as quais vos dirigistes\u2019\u201d (Ez 36,22).<br \/>Importa notar, tamb\u00e9m, que o amor gratuito e misericordioso de Deus esteve sempre presente na hist\u00f3ria dos israelitas, pois Abra\u00e3o foi escolhido sem ter nenhum merecimento espec\u00edfico para isso. Mais: depois do cativeiro no Egito, o povo escolhido foi visitado e liberto da servid\u00e3o a que estava submisso; na travessia do deserto, rumo \u00e0 Terra Prometida, enquanto o mesmo povo ergue um bezerro de ouro para adorar como deus, o verdadeiro Senhor se mostra como o \u201cDeus de ternura e de piedade, lento para a c\u00f3lera, rico em gra\u00e7a e em fidelidade\u201d (\u00cax 34,6). Ora, essa miseric\u00f3rdia divina faz com que o povo sempre se volte para Ele, mesmo depois das quedas da vida do dia a dia a que tamb\u00e9m n\u00f3s, hoje, depois da vinda de Cristo, estamos sujeitos.<br \/>\u00c9, portanto, a miseric\u00f3rdia o ingrediente principal da liga\u00e7\u00e3o do Senhor com o seu Povo, de modo que os escritores b\u00edblicos (hagi\u00f3grafos) trazem em seus textos muitos atributos de Deus, mas dois deles se entrela\u00e7am: a justi\u00e7a e a miseric\u00f3rdia, ainda que esta sempre esteja acima da justi\u00e7a. O amor-miseric\u00f3rdia \u00e9 fundamental em Deus, ele \u00e9 quem tempera a justi\u00e7a divina, de modo que tamb\u00e9m ela, a justi\u00e7a, \u00e9 salvadora no Antigo Testamento, pois vem temperada sempre de miseric\u00f3rdia cf. Sl 39,11; 97,2s; Is 51,5.8; 56,1. <br \/>Deus ama incondicionalmente seu Povo n\u00e3o pelas qualidades que esse mesmo Povo tem, mas por que \u00e9 sumamente misericordioso. Eis a raz\u00e3o pela qual os profetas transmitem desse modo a Palavra de Iahweh: \u201cEu te amei com amor eterno, por isso conservei para ti o amor\u201d (Jr 31,3), ou ainda \u201cOs montes podem mudar de lugar e as colinas podem abalar-se, por\u00e9m meu amor n\u00e3o mudar\u00e1, minha alian\u00e7a de paz n\u00e3o ser\u00e1 abalada, diz Iahweh, aquele que se compadece de ti\u201d (Is 54,10). Tudo isso, como se v\u00ea, prepara o imenso ato misericordioso de Deus no Novo Testamento: o envio de Seu pr\u00f3prio Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, nascido da Virgem Maria, para a nossa reden\u00e7\u00e3o.<br \/>Sobre a Reden\u00e7\u00e3o devemos dizer, com bons te\u00f3logos, que toda a vida e a obra de Cristo \u00e9 redentora \u2013 reden\u00e7\u00e3o \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o de um objeto precioso mediante pagamento, o que sup\u00f5e um regime de escravid\u00e3o a ser superado \u2013 pode ser entendida em dois aspectos: a reden\u00e7\u00e3o f\u00edsico-m\u00edstica ou, como enfatizavam os antigos te\u00f3logos orientais, a reden\u00e7\u00e3o por contato. Ela significa que desde a Sua concei\u00e7\u00e3o no seio materno de Maria, passando pela sua compara\u00e7\u00e3o identificadora com objetos diversos (p\u00e3o, luz, porta, videira, cordeiro etc.), seu batismo, prega\u00e7\u00e3o, milagres etc. est\u00e1 em curso o processo de reden\u00e7\u00e3o do mundo. Tudo o que tem contato com o homem \u00e9 transfigurado para uma realidade nova, a realidade recriada por Cristo.<br \/>Contudo, \u00e9 na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor que a reden\u00e7\u00e3o propiciat\u00f3ria se d\u00e1. \u00c9 nesses eventos que se manifesta o imenso amor puramente benevolente de Deus por n\u00f3s (cf. Jo 4,10; 2Cor 5,18), cujo Filho se entrega, como sacerdote, altar e cordeiro em expia\u00e7\u00e3o (cf. 1Jo 2,2) para derrotar o pecado, a morte e o diabo, realidades reinantes neste mundo at\u00e9 \u00e0quela hora. Se a carne foi o instrumento com o qual o velho homem, Ad\u00e3o, pecou, a carne do novo homem, Cristo, trouxe-nos a salva\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 a recapitula\u00e7\u00e3o (usar o mesmo instrumento do mal para o bem, cf. Rm 8,3). Desse modo, o ser humano pecador torna-se, no sacrif\u00edcio de Cristo, ser humano redimido e, por isso, aberto \u00e0 gra\u00e7a de Deus (cf. E. Bettencourt, OSB. Inicia\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2013, p. 152-158).<br \/>Outras passagens do Evangelho mostram tamb\u00e9m a miseric\u00f3rdia de Deus. Assim, Lc 15,4-7.8-10.11-32; Lc 7,36-50; Mt 18,23-35; Lc 10,25-37; Lc 13,6-9 e Mt 21,18-22 entre outros. Fiquemos com Lc 15,11-32, que cada um dever\u00e1 ler com aten\u00e7\u00e3o t\u00e3o logo seja poss\u00edvel, pois se trata da conhecida \u201cPar\u00e1bola do Filho Pr\u00f3digo\u201d, mas que pode tamb\u00e9m ser a chamada \u201cPar\u00e1bola do Pai misericordioso\u201d. <br \/>A narrativa \u00e9 conhecida: um pai tem dois filhos, o mais novo pede a parte da heran\u00e7a que lhe toca e sai pelo mundo esbanjando o que o pai lhe deu. Perdidos os seus bens, vai trabalhar no cuidado de porcos (algo horripilante, por raz\u00f5es religiosas e higi\u00eanicas, para a \u00e9poca) e tenta se alimentar com a comida desses animais imundos. No entanto, at\u00e9 isso lhe \u00e9 negado (o pecado \u2013 afastamento consciente de Deus \u2013 reduz o ser humano a nada), de modo que ele cai em si, arrepende-se e volta para a casa paterna na inten\u00e7\u00e3o de tornar-se, ao menos, empregado de seu bondoso pai. Ao contr\u00e1rio do que sonhara, o pai (Deus) o acolhe com miseric\u00f3rdia, o introduz na casa da fam\u00edlia de onde nunca deveria ter sa\u00eddo, reveste-o de sua dignidade e restitui-lhe o seu devido lugar. Pede o mesmo pai que o filho mais velho acolha o seu irm\u00e3o errante. Apesar dos erros cometidos, ele \u00e9 filho e irm\u00e3o. N\u00e3o nos cabe, na nossa fraqueza, julgar o pr\u00f3ximo, seja ele quem for, ainda que tenhamos de combater os seus erros, nunca o errante.<br \/>Ora, o retorno do filho pr\u00f3digo \u00e0 casa paterna, passando, evidentemente, pela porta (que para ele naquelas circunst\u00e2ncias foi uma \u201cporta santa\u201d) \u00e9 o desejo do Papa Francisco para cada um de n\u00f3s nesse tempo de gra\u00e7a do Ano da Miseric\u00f3rdia. Todos somos pecadores, mas todos tamb\u00e9m podemos e devemos confiar no perd\u00e3o de Deus, que \u00e9 infinitamente misericordioso para conosco. Afinal, Nossa Senhora afirmou que a miseric\u00f3rdia divina se estenderia \u201cde gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\u201d (Lc 1,50) e somos n\u00e3o s\u00f3 convidados a implor\u00e1-la de Deus para n\u00f3s, mas tamb\u00e9m a pratic\u00e1-la para com o pr\u00f3ximo e n\u00e3o agir como o servidor impiedoso de Mt 18,23-35.<br \/>Portanto, \u201cpara viver e obter a indulg\u00eancia [remiss\u00e3o temporal da pena devida aos pecados j\u00e1 perdoados no sacramento da Confiss\u00e3o \u2013 nota nossa] os fi\u00e9is s\u00e3o chamados a realizar uma breve peregrina\u00e7\u00e3o rumo \u00e0 Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo Diocesano, e nas quatro Bas\u00edlicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira convers\u00e3o. Estabele\u00e7o igualmente que se possa obter a indulg\u00eancia nos Santu\u00e1rios onde se abrir a Porta da Miseric\u00f3rdia e nas igrejas que tradicionalmente s\u00e3o identificadas como jubilares\u201d.<br \/>Os doentes que n\u00e3o podem sair de onde est\u00e3o devem \u201cviver com f\u00e9 e esperan\u00e7a jubilosa este momento de prova\u00e7\u00e3o, recebendo a comunh\u00e3o ou participando na santa Missa e na ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, inclusive atrav\u00e9s dos v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o; este ser\u00e1 para eles o modo de obter a indulg\u00eancia jubilar\u201d. Podemos ainda lucrar indulg\u00eancias aos falecidos: \u201ca indulg\u00eancia jubilar pode ser obtida tamb\u00e9m para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de f\u00e9 e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, tamb\u00e9m podemos, no grande mist\u00e9rio da Comunh\u00e3o dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer res\u00edduo de culpa e possa abra\u00e7\u00e1-los na beatitude sem fim\u201d.<br \/>Os presos arrependidos \u201cnas capelas dos c\u00e1rceres poder\u00e3o obter a indulg\u00eancia, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a ora\u00e7\u00e3o ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a miseric\u00f3rdia de Deus, capaz de mudar os cora\u00e7\u00f5es, consegue tamb\u00e9m transformar as grades em experi\u00eancia de liberdade\u201d. Faz parte da espiritualidade deste ano colocar em pr\u00e1tica as obras de miseric\u00f3rdia: a) corporais: dar de comer aos famintos; dar de beber aos sedentos; vestir os nus; acolher os peregrinos; visitar os enfermos; visitar os encarcerados e sepultar os mortos; b) espirituais: aconselhar os duvidosos; ensinar os ignorantes; admoestar os pecadores; consolar os aflitos; perdoar as ofensas; suportar pacientemente as pessoas inc\u00f4modas e rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos (cf. Comp\u00eandio do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2005, p.197 \u2013 as demais cita\u00e7\u00f5es entre aspas s\u00e3o da Carta do Papa no L\u2019Osservatore Romano, de 03\/09\/15, p. 13-14).<br \/>Diante dessa exposi\u00e7\u00e3o, importa real\u00e7ar que o Senhor Jesus \u2013 Ele mesmo sendo a porta pela qual entram as ovelhas (cf. Jo 10,7) \u2013 quer ser para n\u00f3s a porta da divina miseric\u00f3rdia ao atravessarmos, em Roma ou em nossa diocese, a chamada Porta Santa ou Porta da Miseric\u00f3rdia. Trata-se de uma porta aberta pelo Papa, em Roma, para marcar o in\u00edcio de um Ano Santo. Cada uma das bas\u00edlicas maiores da Cidade Eterna tem a sua Porta Santa, que \u00e9 fechada fora desse per\u00edodo especial. Nas dioceses de todo o mundo, usa-se uma porta comum, que \u00e9 aberta solenemente na data estipulada pelo Santo Padre, ou seja, no dia 13 de dezembro, na Catedral e tamb\u00e9m em outros templos estabelecidos pela pr\u00f3pria autoridade diocesana. A abertura \u00e9 feita, no caso, pelo pr\u00f3prio Bispo ou por algum sacerdote delegado por ele, e quem passa por ela preenchendo as devidas condi\u00e7\u00f5es (ter-se confessado sacramentalmente, rezado na inten\u00e7\u00e3o do Papa, recitado o Credo, participado da Santa Missa e meditado sobre a divina miseric\u00f3rdia) recebe a indulg\u00eancia prometida.<br \/>Importa real\u00e7ar que a Igreja teve, no s\u00e9culo XIII, Santa Gertrudes de Helfta que se intitulou, depois de ter revela\u00e7\u00f5es particulares, o \u201cArauto da Divina Miseric\u00f3rdia\u201d e, no s\u00e9culo XX, Santa Faustina Kowalska, famosa pelo seu Di\u00e1rio. Ambas as santas, religiosas de tempos diferentes, muito t\u00eam ajudado o mundo a meditar melhor na infinita miseric\u00f3rdia do Senhor, que n\u00e3o nos leva a desanimar, mas, sim, a confiar cada vez mais em Deus. Afinal, ensinam a respeito de Santa Gertrudes as monjas de Helfta: \u201cE como lhe pergunt\u00e1ssemos, muito admiradas, se ela n\u00e3o temia morrer sem os sacramentos da Igreja, disse: \u2013 \u2018Na verdade, desejo de todo o meu cora\u00e7\u00e3o receber os sacramentos, mas a vontade e a ordem de meu Deus ser\u00e3o para mim a melhor e mais salutar prepara\u00e7\u00e3o. Irei, pois, com alegria, para Ele, quer a morte seja s\u00fabita ou prevista, sabendo que, de toda maneira, a Miseric\u00f3rdia Divina n\u00e3o poder\u00e1 faltar e n\u00e3o ser\u00edamos salvos sem Ela, qualquer que seja o g\u00eanero de nossa morte\u2019\u201d (Mensagem do amor de Deus. Revela\u00e7\u00f5es de Santa Gertrudes. Livro I. S\u00e3o Paulo: Artpress, 2003, p. 40-41.<br \/>Diante de tudo isso, pe\u00e7amos confiantes: Na vossa miseric\u00f3rdia, Senhor, envolvei-nos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o dia 29 de novembro, quando o Santo Padre abriu a Porta Santa em Bangui, na Rep\u00fablica Centro Africana, milhares de outras portas de catedrais, bas\u00edlicas, santu\u00e1rios, igrejas se abriram pelo mundo a iniciar pelo dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria, na Bas\u00edlica Vaticana, aberta a Porta Santa pelo Sumo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-12773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12773"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21795,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773\/revisions\/21795"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}