{"id":12550,"date":"2015-12-04T16:07:28","date_gmt":"2015-12-04T18:07:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/12\/04\/arcebispo-de-damasco-fala-do-crepusculo-da-sua-igreja\/"},"modified":"2017-05-31T14:21:19","modified_gmt":"2017-05-31T17:21:19","slug":"arcebispo-de-damasco-fala-do-crepusculo-da-sua-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/arcebispo-de-damasco-fala-do-crepusculo-da-sua-igreja\/","title":{"rendered":"Arcebispo de Damasco fala do \u201ccrep\u00fasculo\u201d da sua Igreja"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">D. Samir Nassar, o arcebispo maronita de Damasco, fez chegar uma carta \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS sobre o que classifica ser \u201co \u00eaxodo dos crist\u00e3os do M\u00e9dio Oriente\u201d<\/p>\n<p>Na missiva, o prelado faz notar que este fen\u00f3meno \u201ctem aumentado\u201d desde 2003, aquando da Guerra do Iraque, \u201ce especialmente desde 2011\u201d, por causa da chamada \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d.<\/p>\n<p> D. Samir &#8211; que esteve em Portugal em Dezembro de 2013 a convite da Funda\u00e7\u00e3o AIS, tendo ent\u00e3o consagrado o povo s\u00edrio a Nossa Senhora de F\u00e1tima -, refere nesta carta que muitos acreditam estar pr\u00f3ximo o fim da presen\u00e7a crist\u00e3 em muitos locais da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAlguns relatos d\u00e3o apenas dez anos para que se feche a p\u00e1gina do cristianismo no M\u00e9dio Oriente\u201d, escreve o arcebispo, acrescentando, no entanto, considerar esta como uma \u201cvis\u00e3o pessimista\u201d.<\/p>\n<p>Apesar disso, acrescenta, \u201ca experi\u00eancia mostra uma crescente e alarmante emigra\u00e7\u00e3o\u201d. Na referida carta, D. Samir explica que \u201co tema das discuss\u00f5es di\u00e1rias\u201d entre a comunidade crist\u00e3 \u201c\u00e9 como sair\u201d do pa\u00eds. N\u00e3o importa como. Todos parecem dispostos a \u201cir para qualquer lugar, de qualquer maneira, mesmo que isso signifique assumir enormes riscos\u201d.<\/p>\n<p>Esta onda for\u00e7ada de emigra\u00e7\u00e3o atinge principalmente os jovens. \u201cDado o impasse\u201d desta \u201cguerra absurda que j\u00e1 dura h\u00e1 tempo de mais\u201d, diz o prelado, \u201cos jovens representam o maior grupo dos que pretendem sair do pa\u00eds\u201d, fugindo da incorpora\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n<p>Assim, resta a d\u00favida: \u201cQual o futuro de uma igreja sem jovens?\u201d.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 este \u201co fim fatal do cristianismo apost\u00f3lico numa terra b\u00edblica\u201d, tornando-se \u201cref\u00e9m da viol\u00eancia e da intoler\u00e2ncia em nome de uma f\u00e9 radical que nem apoia o pluralismo nem aceita diferen\u00e7as\u201d? &#8211; pergunta o prelado.<\/p>\n<p>No documento, D. Samir Nassar antecipa alguns dos caminhos que poder\u00e3o vir a ser seguidos pela Igreja na S\u00edria: acompanhar os fi\u00e9is nos pa\u00edses da di\u00e1spora e ajud\u00e1-los a manter a sua f\u00e9 tradicional, ou, ent\u00e3o, procurar estabelecer alian\u00e7as com outras comunidades minorit\u00e1rias para defender os seus direitos face a um \u201cintolerante\u201d isl\u00e3o.<\/p>\n<p>Na carta enviada \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, D. Samir adianta ainda outros cen\u00e1rios para a comunidade crist\u00e3, que passam por procurar, eventualmente, garantias de prote\u00e7\u00e3o das autoridades governamentais, ou, ent\u00e3o, \u201caceitar viver sob a sombra do Isl\u00e3o e continuar uma vida cheia de\u00a0 dificuldades e de desafios\u201d.<\/p>\n<p>Qualquer destas solu\u00e7\u00f5es implica, nas suas palavras, um futuro sombrio. Diz o arcebispo que \u201cos Crist\u00e3os do Oriente enfrentam uma escolha quase suicida\u201d. \u00c9, prenuncia, o \u201ccrep\u00fasculo\u201d da Igreja na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Zenit<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Samir Nassar, o arcebispo maronita de Damasco, fez chegar uma carta \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS sobre o que classifica ser \u201co \u00eaxodo dos crist\u00e3os do M\u00e9dio Oriente\u201d Na missiva, o prelado faz notar que este fen\u00f3meno \u201ctem aumentado\u201d desde 2003, aquando da Guerra do Iraque, \u201ce especialmente desde 2011\u201d, por causa da chamada \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d. 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