{"id":12463,"date":"2015-11-27T16:17:08","date_gmt":"2015-11-27T18:17:08","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/11\/27\/qe-incrivel-a-devocao-aos-martires-nao-so-em-uganda-mas-em-outros-paises-da-africa\/"},"modified":"2017-05-31T13:17:44","modified_gmt":"2017-05-31T16:17:44","slug":"qe-incrivel-a-devocao-aos-martires-nao-so-em-uganda-mas-em-outros-paises-da-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/qe-incrivel-a-devocao-aos-martires-nao-so-em-uganda-mas-em-outros-paises-da-africa\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 incr\u00edvel a devo\u00e7\u00e3o aos m\u00e1rtires n\u00e3o s\u00f3 em Uganda, mas em outros pa\u00edses da \u00c1frica &#8216;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Entrevista com Antonia Sanchez Morocho, mission\u00e1ria comboniana em Uganda<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco desembarcou nesta sexta-feira em Uganda, segundo pa\u00eds da sua viagem pela \u00c1frica. N\u00e3o ser\u00e1 a primeira vez que este pa\u00eds recebe a visita de um Pont\u00edfice. J\u00e1 Paulo VI o visitou em 1969 e S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II em 1993. E agora o pont\u00edfice argentino tamb\u00e9m se dirige a este pa\u00eds como &#8220;mensageiro de paz&#8221;, como ele pr\u00f3prio anunciou dias antes da viagem.<\/p>\n<p>Antonia Sanchez Morocho, mission\u00e1ria comboniana neste pa\u00eds conta a ZENIT o entusiasmo pela chegada do Santo Pade, e analisa os desafios sociais, pol\u00edticos e da Igreja na Uganda. Tamb\u00e9m explica o significado dos m\u00e1rtires da Uganda e como este pa\u00eds se recuperou e continua recuperando-se das marcas que deixou a\u00a0 viol\u00eancia da guerra civil de 1981 a 1986.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>ZENIT: Como est\u00e3o vivendo este tempo de prepara\u00e7\u00e3o para a chegada do Santo Padre? Quais s\u00e3o as esperan\u00e7as do povo da Uganda com a visita do Papa Francisco?<\/p>\n<p>Antonio: Estamos vivendo com grande entusiasmo, especialmente a comunidade cat\u00f3lica. Acho que a esperan\u00e7a \u00e9 a de ser confirmados na maturidade de sua f\u00e9 e em uma perten\u00e7a plena \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>ZENIT: Quais s\u00e3o os principais desafios da Igreja neste pa\u00eds?<\/p>\n<p>Antonia: Em minha opini\u00e3o, o maior desafio \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o do clero local. H\u00e1 sacerdotes fant\u00e1sticos, totalmente dedicados ao seu minist\u00e9rio e a servi\u00e7o do povo, enquanto que em outros casos existem certas car\u00eancias.<\/p>\n<p>ZENIT: E do ponto de vista social e pol\u00edtico?<\/p>\n<p>Antonia: Poderia ser fortalecer a educa\u00e7\u00e3o dos jovens em alguns valores tradicionais como a solidariedade, o bem comum, a hospitalidade, etc. A globaliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 &#8220;impondo&#8221; o individualismo e a idolatria do dinheiro, entre outras coisas.<\/p>\n<p>ZENIT: Qual \u00e9 o seu trabalho em sua miss\u00e3o na Uganda?<\/p>\n<p>Antonia: Amanh\u00e3, se Deus quiser, fa\u00e7o 75 anos. Isso significa que sou aposentada duas vezes, mas como as mission\u00e1rias, e acho que as religiosas no geral, n\u00e3o podemos aposentar-nos nunca enquanto for poss\u00edvel fazer algo. Por isso eu, j\u00e1 faz uns meses, estou na nossa casa central aqui na Uganda ajudando na administra\u00e7\u00e3o. Ocasionalmente e continuo dando exerc\u00edcios espirituais e alguma oficina de forma\u00e7\u00e3o no nosso Centro de Espiritualidade em Namugongo que coordenei at\u00e9 recentemente.<\/p>\n<p>ZENIT: Uma das chaves da visita papal a este pa\u00eds ser\u00e1 o 50\u00ba anivers\u00e1rio da canoniza\u00e7\u00e3o dos 22 m\u00e1rtires ugandeses. Como o exemplo destes m\u00e1rtires continua influenciando o povo da Uganda?<\/p>\n<p>Antonia: \u00c9 impressionante a devo\u00e7\u00e3o aos m\u00e1rtires n\u00e3o s\u00f3 na Uganda, mas tamb\u00e9m em outros pa\u00edses da \u00c1frica. H\u00e1 peregrina\u00e7\u00f5es constantes ao longo do ano. Para a festa dos m\u00e1rtires, no dia 3 de junho, o afluxo de peregrinos \u00e9 enorme. Semanas antes j\u00e1 tem pessoas dormindo em esteiras ao redor do santu\u00e1rio, chuva ou fa\u00e7a frio, eles est\u00e3o l\u00e1. Se voc\u00ea perguntar porque vieram t\u00e3o cedo para passar frio e dormir no ch\u00e3o, a resposta \u00e9: \u201cos m\u00e1rtires sofreram mais pela sua f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>ZENIT: O Santo Padre disse viaja para a \u00c1frica como um mensageiro de paz, uma mensagem importante e cheia de esperan\u00e7a para estes pa\u00edses. Como \u00e9 que se transmite o evangelho da paz e do perd\u00e3o nestas popula\u00e7\u00f5es onde as consequ\u00eancias da viol\u00eancia s\u00e3o t\u00e3o palp\u00e1veis?<\/p>\n<p>Antonia: Acho que h\u00e1 uma \u00fanica maneira de transmitir o Evangelho da paz e do perd\u00e3o, que \u00e9 a de Jesus e que Francisco prega aos quatro ventos. &#8220;Perdoe seus inimigos e orai pelos que vos perseguem&#8230;&#8221; Um exemplo: Em meus anos de atividade mission\u00e1ria o primeiro que fiz foi dar aulas de educa\u00e7\u00e3o religiosa em um instituto feminino de Gulu, norte da Uganda.\u00a0 Algum tempo ap\u00f3s o fim da guerra voltei a esta escola. A atual diretora (uma antiga aluna minha) me explicou como conviviam as alunas que, na sua maioria, tinham sido sequestradas pelos guerrilheiros e tinham provado todo tipo de abusos e at\u00e9 torturas. Me disse que era muito dif\u00edcil, as meninas tinham se tornado agressivas e com frequ\u00eancia brigavam. E assim tinham criado \u201cThe reconciliation Room\u201d, a sala da reconcilia\u00e7\u00e3o. L\u00e1 as meninas encontram sempre algu\u00e9m que as escuta e as guia no processo de perdoar-se. Permanecem na sala at\u00e9 que conseguem reconciliar-se, \u00e0s vezes ficam horas, me dizi a diretora, mas conseguem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Zenit<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Antonia Sanchez Morocho, mission\u00e1ria comboniana em Uganda O Papa Francisco desembarcou nesta sexta-feira em Uganda, segundo pa\u00eds da sua viagem pela \u00c1frica. 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