{"id":12369,"date":"2015-11-18T16:41:29","date_gmt":"2015-11-18T18:41:29","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/11\/18\/santa-rosa-filipa-duchesne\/"},"modified":"2017-05-31T16:33:30","modified_gmt":"2017-05-31T19:33:30","slug":"santa-rosa-filipa-duchesne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santa-rosa-filipa-duchesne\/","title":{"rendered":"Santa Rosa Filipa Duchesne"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Primeira americana canonizada, de origem francesa. Admir\u00e1vel no servi\u00e7o aos ind\u00edgenas de Potawatomi, Kansas, que a chamavam de &#8220;a mulher que reza sempre&#8221;<\/p>\n<p>Hoje dedica\u00e7\u00e3o das bas\u00edlicas de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, a Igreja celebra tamb\u00e9m a vida desta primeira americana canonizada.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, os sonhos apost\u00f3licos n\u00e3o t\u00eam limites quando a vontade humana se une \u00e0 divina. Por isso, um ap\u00f3stolo nunca calcula seus n\u00edveis de a\u00e7\u00e3o. Tempo e idade se empalidecem diante da torrente da gra\u00e7a que Deus d\u00e1 para levar a cabo a sua miss\u00e3o. Esta francesa, filha de Pierre Fran\u00e7ois Duchesne, prestigioso advogado, e Rose Euphrasine Perier, tinha 49 anos espl\u00eandidos anos quando embarcou no projeto de plantar a f\u00e9 na Am\u00e9rica. Tr\u00eas d\u00e9cadas mais tarde, com 72 anos de idade, ela se tornou um verdadeiro emblema espiritual para os ind\u00edgenas da reserva Potawatomi em Sugar Creek (Kansas). Eles a chamavam de &#8220;a mulher que reza sempre&#8221;, belo apelido para um seguidor de Cristo e um testemunho para o mundo, claro ind\u00edcio do impacto que lhes causou o exemplo desta grande mulher.<\/p>\n<p>Ela nasceu em Grenoble em 29 agosto de 1769, em uma fam\u00edlia rica da qual surgiria um dos presidentes da Rep\u00fablica Francesa. Levava inscrito no seu nome o zelo apost\u00f3lico de dois grandes santos: Felipe ap\u00f3stolo e Rosa de Lima. Seus pais confiaram sua educa\u00e7\u00e3o \u00e0s freiras da Visita\u00e7\u00e3o em Sainte Marie d&#8217;en Haut. Rosa vivia com grande caridade, era piedosa e devota do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, solo f\u00e9rtil para os ensinamentos da escola, de modo que quando adolescente resolveu ingressar nesta comunidade religiosa, que ela conhecia bem. T\u00e3o forte era a sua convic\u00e7\u00e3o que n\u00e3o hesitou em rejeitar o casamento arrumado por seus pais quando ela tinha 17 anos, e, embora n\u00e3o tivesse permiss\u00e3o para se tornar uma freira, aos 18 anos, ela entrou para o convento. Seu pai se op\u00f4s \u00e0 profiss\u00e3o dos votos antes da idade de 25 anos.<\/p>\n<p>A vida da santa tomou um rumo inesperado quando autoridades do governo fecharam o mosteiro e elas foram expulsas da comunidade em meio a uma situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica turbulenta. De volta \u00e0 fam\u00edlia, Rosa se envolveu em a\u00e7\u00f5es sociais e de caridade, ajudando os pobres, doentes e prisioneiros. Em 1801, ela comprou o convento em que havia ingressado a fim de dinamiza-lo novamente, acompanhado por outras jovens, mas o projeto n\u00e3o teve \u00eaxito. Em 1804, uniu-se \u00e0 recente funda\u00e7\u00e3o criada por Santa Madalena Sofia Barat: Religiosas do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o. Colocou o convento \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e professou seus votos religiosos um ano depois.<\/p>\n<p>Toda a madrugada da Quinta-feira Santa de 1806, durante a ora\u00e7\u00e3o diante do sacr\u00e1rio, viveu uma experi\u00eancia m\u00edstica singular que marcou seu cora\u00e7\u00e3o com um profundo sentimento mission\u00e1rio, acentuando o que j\u00e1 possu\u00eda. Ela se viu misticamente transportada para o continente americano, delineada por um intenso amor nos momentos da Paix\u00e3o: &#8220;Eu me via a s\u00f3s com Jesus ou cercada por uma multid\u00e3o de crian\u00e7as negras, flores selvagens da floresta, sentindo-me mais feliz entre eles do que em qualquer outro lugar da terra&#8230;.&#8221; Um momento sublime que a fez reviver as fa\u00e7anhas de outros mission\u00e1rios ilustres, S\u00e3o Francisco Xavier e S\u00e3o Francisco Regis, deixando seu esp\u00edrito invadido pela paz e pela urg\u00eancia apost\u00f3lica: &#8220;&#8230; tudo corria t\u00e3o bem; n\u00e3o havia lugar no meu cora\u00e7\u00e3o com qualquer tristeza&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Ela queria voar para a miss\u00e3o, mas teve que esperar. Enquanto isso, enfrentava o que dificultaria a sua vida espiritual. Madre Barat, consciente desses sentimentos e de outros que fervilhavam em seu interior, aconselhou um per\u00edodo de espera em que deveria crescer na humildade, no esp\u00edrito de abandono e no desprendimento de si. Seu conselho preciso de que a &#8220;ang\u00fastia interior&#8221; seria aliviada apenas &#8220;buscando a gl\u00f3ria de Deus&#8221;, ajudou Rosa a progredir na virtude. O tempo de partir chegou em 1818. O bispo de Louisiana, Dom Doubourg, pediu a presen\u00e7a das religiosas e Rosa viajou com quatro delas. A primeira funda\u00e7\u00e3o, foi firmemente erguida em uma cabana modesta, em Saint Charles, perto de St. Louis (Mississippi), e depois outras cinco, al\u00e9m de uma escola em 1820. Sua f\u00e9 inabal\u00e1vel brilhava com especial fulgor, apesar das dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es que enfrentavam: a pobreza, a fome, o frio, as epidemias, o mau tempo &#8230; Seu esp\u00edrito de austeridade e de entrega foi heroico em todos os momentos.<\/p>\n<p>Recebeu o al\u00edvio de sua miss\u00e3o como superiora geral em 1841, e estava livre de responsabilidades para dedicar-se inteiramente aos \u00edndios. A sa\u00fade fr\u00e1gil n\u00e3o foi um obst\u00e1culo para atender a demanda de um jesu\u00edta considerava sua presen\u00e7a essencial na reserva. Ela cuidou dos doentes e erradicou o flagelo do alcoolismo. N\u00e3o era dotada para idiomas, ent\u00e3o a linguagem da ora\u00e7\u00e3o lhe permitiu superar esta defici\u00eancia; era o seu meio de comunica\u00e7\u00e3o e assim tocou os cora\u00e7\u00f5es dos \u00edndios. Depois de um ano de intensas realiza\u00e7\u00f5es, de entrega a eles, dada a sua condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, voltou para Saint Charles em 1842. Dez anos depois, em 18 de novembro de 1852, ela faleceu. Foi beatificada pelo Papa Pio XII em 12 de maio de 1940 e canonizado por Jo\u00e3o Paulo II em 03 de julho de 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Zenit<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira americana canonizada, de origem francesa. Admir\u00e1vel no servi\u00e7o aos ind\u00edgenas de Potawatomi, Kansas, que a chamavam de &#8220;a mulher que reza sempre&#8221; Hoje dedica\u00e7\u00e3o das bas\u00edlicas de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, a Igreja celebra tamb\u00e9m a vida desta primeira americana canonizada. 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