{"id":12352,"date":"2015-11-17T16:24:47","date_gmt":"2015-11-17T18:24:47","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/11\/17\/afinal-o-que-e-que-o-estado-islamico-realmente-pretende\/"},"modified":"2017-05-31T13:43:10","modified_gmt":"2017-05-31T16:43:10","slug":"afinal-o-que-e-que-o-estado-islamico-realmente-pretende","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/afinal-o-que-e-que-o-estado-islamico-realmente-pretende\/","title":{"rendered":"Afinal, o que \u00e9 que o Estado Isl\u00e2mico realmente pretende?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/kxrf4b.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>12 fatos que o Ocidente ainda n\u00e3o entendeu \u2013 e corre grande perigo por n\u00e3o entender<\/p>\n<p>Despertou furor um artigo publicado na atual edi\u00e7\u00e3o da revista norte-americana The Atlantic: \u201cWhat ISIS Really Wants\u201d [\u201cO que o Estado Isl\u00e2mico realmente quer\u201d], escrito por Graeme Wood. Enquanto as fantasias ocidentais reduzem o Estado Isl\u00e2mico a um bando de psicopatas altamente descontentes, o autor vai mais a fundo e o descreve como uma for\u00e7a descomunal, alicer\u00e7ada solidamente em uma mistura coesa de ideologia e f\u00e9.<\/p>\n<p>De acordo com Wood:<\/p>\n<p>1. O Estado Isl\u00e2mico e a Al-Qaeda est\u00e3o muito longe de ser a mesma coisa.<\/p>\n<p>O Estado Isl\u00e2mico j\u00e1 eclipsou a Al-Qaeda e considera seus l\u00edderes como ap\u00f3statas. \u00c9 um grave erro ocidental o de n\u00e3o perceber a diferen\u00e7a entre esses dois grupos, particularmente no tocante \u00e0 sua forma de interpretar o Alcor\u00e3o.<\/p>\n<p>2. O Estado Isl\u00e2mico defende a estrita observ\u00e2ncia do Alcor\u00e3o e se proclama respons\u00e1vel pelo cumprimento das suas profecias apocal\u00edpticas.<\/p>\n<p>Os seguidores do grupo s\u00e3o muito bem doutrinados na f\u00e9 e seguem a lei isl\u00e2mica ao p\u00e9 da letra, o que inclui a \u201cobriga\u00e7\u00e3o\u201d de praticar crucifica\u00e7\u00f5es e amputa\u00e7\u00f5es e de impor a escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>3. O Estado Isl\u00e2mico se considera um califado.<\/p>\n<p>O grupo conseguiu cumprir o requisito de possuir um territ\u00f3rio pr\u00f3prio: depois de ocupar a \u00e1rea ao redor de Mosul, no Iraque, eles t\u00eam hoje um territ\u00f3rio t\u00e3o grande quanto o do Reino Unido. Agora, os crentes s\u00e3o obrigados a observar todas as leis da sharia. Em tese, isto implica a imigra\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is ao califado.<\/p>\n<p>4. Os membros do Estado Isl\u00e2mico acreditam que t\u00eam um papel a desempenhar no armagedom.<\/p>\n<p>Para eles, est\u00e1 profetizado que haver\u00e1 uma grande batalha contra \u201cRoma\u201d em Dabiq, na S\u00edria; que eles conseguir\u00e3o saquear Istambul; e que acontecer\u00e1 um confronto final com um anti-Messias antes do retorno de Jesus, no final dos tempos.<\/p>\n<p>5. O atual foco do Estado Isl\u00e2mico \u00e9 a ofensiva jihadista de expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma vez estabelecido, o califado deve expandir-se para territ\u00f3rios n\u00e3o mu\u00e7ulmanos, conquistando novas terras pelo menos uma vez por ano. Suas t\u00e1ticas \u2013 decapita\u00e7\u00f5es, crucifica\u00e7\u00f5es e escraviza\u00e7\u00e3o de mulheres e crian\u00e7as \u2013 t\u00eam o objetivo de aterrorizar os inimigos e apressar o fim do conflito.<\/p>\n<p>6. Os Estados Unidos n\u00e3o foram capazes de reconhecer o abismo entre o Estado Isl\u00e2mico e a Al-Qaeda.<\/p>\n<p>O resultado mais imediato deste erro foi tentativa bizarra e falida de libertar o ref\u00e9m norte-americano Peter Kassig. Os Estados Unidos recrutaram um veterano da Al-Qaeda para interceder junto ao Estado Isl\u00e2mico em favor de Kassig. A ideia foi um fracasso e culminou na decapita\u00e7\u00e3o do ref\u00e9m.<\/p>\n<p>7. Territ\u00f3rio \u00e9 um requisito essencial para a exist\u00eancia do Estado Isl\u00e2mico.<\/p>\n<p>Portanto, se eles perderem seu territ\u00f3rio, deixar\u00e3o de ser um califado \u2013 o que \u00e9 um argumento tentador a favor de uma interven\u00e7\u00e3o estrangeira.<\/p>\n<p>8. O Estado Isl\u00e2mico deseja essa invas\u00e3o!<\/p>\n<p>Ela refor\u00e7aria os recrutamentos e a radicaliza\u00e7\u00e3o de mu\u00e7ulmanos em todo o mundo \u2013 o que \u00e9 um argumento muito forte contra a interven\u00e7\u00e3o estrangeira.<\/p>\n<p>9. O Estado Isl\u00e2mico pode se tornar v\u00edtima do pr\u00f3prio sucesso.<\/p>\n<p>\u00c9 quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que a massa de crentes pobres e com altas expectativas se veja diante da priva\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, da frustra\u00e7\u00e3o e da redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de fi\u00e9is que migram para o califado. Mas o mais prov\u00e1vel \u00e9 que esse tempo n\u00e3o chegue t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p>10. Se a Al-Qaeda se aliar ao Estado Isl\u00e2mico, ser\u00e1 catastr\u00f3fico.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que Wood considera t\u00e3o imprudente a tentativa feita pelo governo Obama de abrir canais de comunica\u00e7\u00e3o entre a Al-Qaeda e o Estado Isl\u00e2mico durante as negocia\u00e7\u00f5es para libertar ref\u00e9ns.<\/p>\n<p>11. A maioria dos mu\u00e7ulmanos n\u00e3o apoia o Estado Isl\u00e2mico.<\/p>\n<p>Alguns por serem &#8220;moderados&#8221; e desconfiarem de qualquer tipo de devo\u00e7\u00e3o linha-dura (esses mu\u00e7ulmanos, ali\u00e1s, s\u00e3o considerados ap\u00f3statas pelo Estado Isl\u00e2mico). Outros se op\u00f5em ao Estado Isl\u00e2mico por motivos conservadores e baseados nas escrituras, como \u00e9 o caso de segmentos salafistas que preferem abster-se do conflito com outros mu\u00e7ulmanos e concentrar-se no aperfei\u00e7oamento da pr\u00f3pria vida pessoal.<\/p>\n<p>12. A f\u00e9 e a confian\u00e7a do Estado Isl\u00e2mico na pr\u00f3pria miss\u00e3o divina transforma o grupo num inimigo formid\u00e1vel.<\/p>\n<p>Eles promovem o armagedom prefaciado por uma guerra prolongada. E \u00e9 improv\u00e1vel, por isso mesmo, que se deixem comover por apelos aos seus \u201cinteresses\u201d n\u00e3o religiosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12 fatos que o Ocidente ainda n\u00e3o entendeu \u2013 e corre grande perigo por n\u00e3o entender Despertou furor um artigo publicado na atual edi\u00e7\u00e3o da revista norte-americana The Atlantic: \u201cWhat ISIS Really Wants\u201d [\u201cO que o Estado Isl\u00e2mico realmente quer\u201d], escrito por Graeme Wood. 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