{"id":12327,"date":"2015-11-13T12:45:13","date_gmt":"2015-11-13T14:45:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/11\/13\/papa-qnao-idolatrar-habitos-a-unica-beleza-e-deusq\/"},"modified":"2017-06-02T13:16:15","modified_gmt":"2017-06-02T16:16:15","slug":"papa-qnao-idolatrar-habitos-a-unica-beleza-e-deusq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-qnao-idolatrar-habitos-a-unica-beleza-e-deusq\/","title":{"rendered":"Papa: &#8220;N\u00e3o idolatrar h\u00e1bitos; a \u00fanica beleza \u00e9 Deus&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/ossrom86609_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Existem dois perigos que amea\u00e7am os fi\u00e9is: a tenta\u00e7\u00e3o de divinizar as coisas da terra e \u2018idolatrar\u2019 os h\u00e1bitos, como se tudo durasse para sempre. Ao inv\u00e9s, a \u00fanica beleza eterna \u00e0 qual morar \u00e9 a de Deus. Foi o que afirmou o Papa na homilia da manh\u00e3 de sexta-feira (13\/11), celebrada na Capela da Casa S. Marta.<\/p>\n<p>\u201cA grande beleza \u00e9 Deus\u201d, reza o Salmo: \u201cos c\u00e9us narram a beleza de Deus\u201d. O problema do homem \u00e9 que quase sempre se inclina\u00a0 diante do esplendor, que \u00e9 apenas um reflexo \u2013 e que um dia se apagar\u00e1 \u2013 ou pior, se torna devoto de prazeres ainda mais passageiros. <\/p>\n<p>Apegados \u00e0s belezas daqui<\/p>\n<p>O Papa desenvolveu sua homilia evidenciando as duas idolatrias nas quais aqueles que t\u00eam f\u00e9 tamb\u00e9m podem cair. A primeira leitura e o Salmo, observa Francisco, falam \u201cda beleza da cria\u00e7\u00e3o\u201d, mas sublinham tamb\u00e9m \u201co erro daquelas pessoas que \u2013 observa \u2013 n\u00e3o foram capazes de ver al\u00e9m, ou seja, ao transcendente\u201d. Neste comportamento, o Papa nota aquilo que define como \u201ca idolatria da iman\u00eancia\u201d. Quando nos detemos na beleza \u201csem al\u00e9m\u201d. <\/p>\n<p>\u201cApegaram-se a esta idolatria; se surpreendem com o seu poder e energia. N\u00e3o pensaram como seu soberano \u00e9 superior, porque os criou Aquele que \u00e9 o princ\u00edpio e autor da beleza. \u00c9 uma idolatria admirar as belezas \u2013 muitas \u2013 sem pensar que haver\u00e1 um ocaso. O por do sol tem a sua beleza&#8230; E esta idolatria de se apegar \u00e0s belezas daqui, sem o transcendental, \u00e9 um risco para todos. \u00c9 a idolatria da iman\u00eancia. Acreditamos que as coisas como s\u00e3o, s\u00e3o como deuses, que nunca acabar\u00e3o. N\u00f3s nos esquecemos do ocaso\u201d. <\/p>\n<p>Divinizar os h\u00e1bitos<\/p>\n<p>A outra idolatria, sublinha, \u201c\u00e9 a dos h\u00e1bitos\u201d que ensurdecem o cora\u00e7\u00e3o. Francisco a ilustra evocando as palavras de Jesus no Evangelho do dia, a sua descri\u00e7\u00e3o dos homens e das mulheres dos tempos de No\u00e9 aos de Sodoma quando, recorda, \u201ccomiam, bebiam, se casavam\u201d sem pensar nos outros, at\u00e9 o momento do dil\u00favio ou da chuva de fogo e enxofre, da destrui\u00e7\u00e3o absoluta: <\/p>\n<p>\u201cTudo \u00e9 normal. A vida \u00e9 assim: vivemos assim, sem pensar ao ocaso deste modo de viver. Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma idolatria: ser apegado aos h\u00e1bitos, sem pensar que isso vai acabar. E a Igreja nos faz olhar para o fim destas coisas. Tamb\u00e9m os h\u00e1bitos podem ser pensados como deuses. A Idolatria? A vida \u00e9 assim, vamos assim em frente &#8230; E assim como a beleza vai acabar em outra beleza, o nosso h\u00e1bito terminar\u00e1 em uma eternidade, em outro h\u00e1bito. Mas h\u00e1 Deus\u201d.<\/p>\n<p>Olhar para a beleza que nunca se desvanece<\/p>\n<p>Em vez disso, exorta Francisco, devemos dirigir o olhar \u201cpara al\u00e9m\u201d, ao h\u00e1bito final\u201d, ao \u00fanico Deus que est\u00e1 al\u00e9m \u201cdas coisas criadas\u201d, como ensina a Igreja nestes dias que concluem o Ano Lit\u00fargico, para n\u00e3o repetir o erro fatal de olhar para tr\u00e1s, como aconteceu com a mulher de L\u00f3, com a certeza de que, se \u201ca vida \u00e9 bela, tamb\u00e9m o acaso ser\u00e1 belo\u201d:<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s &#8211; os crentes &#8211; n\u00e3o somos pessoas que caminham para tr\u00e1s, que se entregam, mas pessoas que v\u00e3o em frente\u201d. Ir sempre avante nesta vida, observando as belezas e com os h\u00e1bitos que todos n\u00f3s temos, mas sem diviniz\u00e1-las. Elas v\u00e3o acabar &#8230; Somos essas pequenas belezas, que refletem a grande beleza, os nossos h\u00e1bitos para sobreviver no canto eterno, na contempla\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria de Deus\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem dois perigos que amea\u00e7am os fi\u00e9is: a tenta\u00e7\u00e3o de divinizar as coisas da terra e \u2018idolatrar\u2019 os h\u00e1bitos, como se tudo durasse para sempre. Ao inv\u00e9s, a \u00fanica beleza eterna \u00e0 qual morar \u00e9 a de Deus. 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