{"id":12232,"date":"2015-11-06T13:22:37","date_gmt":"2015-11-06T15:22:37","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/11\/06\/generosidade\/"},"modified":"2017-05-09T13:45:44","modified_gmt":"2017-05-09T16:45:44","slug":"generosidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/generosidade\/","title":{"rendered":"Generosidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura do trig\u00e9simo segundo domingo do Tempo Comum nos conta uma antiga hist\u00f3ria de um profeta e de uma mulher. \u00c9 tempo de grande seca. E, se esse tempo \u00e9 dif\u00edcil para todos, para os pobres \u00e9 muito pior. O que pode fazer uma vi\u00fava pobre com um filho em tempos de seca? Nada mais do que esperar a morte quando acabar o que h\u00e1 da colheita do ano anterior. Era isto que estava para acontecer com a vi\u00fava de Sarepta. No entanto, o profeta a convida a compartilhar esse pouco que ela tem. A vi\u00fava deve ter pensado que era indiferente morrer um pouco antes ou depois e, com a generosidade que s\u00f3 os pobres t\u00eam, \u00e0s vezes, compartilhou o pouco que tinha com o profeta. A resposta foi o milagre: nem o azeite, nem a farinha terminaram.<br \/>O Evangelho deste domingo tem duas partes. A segunda se parece muito com a da hist\u00f3ria da vi\u00fava de Sarepta. Diante dos ricos que doam muito dinheiro para o templo, h\u00e1 uma pobre anci\u00e3 vi\u00fava que deposita apenas duas moedas. Nada mais. Certamente, essa contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o importante para o templo. No entanto, Jesus n\u00e3o d\u00e1 valor ao que a vi\u00fava oferece a partir da perspectiva econ\u00f4mica. A vi\u00fava n\u00e3o ofereceu muito porque tirou daquilo se que ela precisava para sobreviver. Sua contribui\u00e7\u00e3o em quantidade n\u00e3o \u00e9 muita, mas em generosidade tem um valor incalcul\u00e1vel. Aqui n\u00e3o se produz o milagre da vi\u00fava de Sarepta. N\u00e3o sabemos se, ao chegar em sua casa, a anci\u00e3 encontrou sua bolsa de novo cheia, com o suficiente para viver. Provavelmente, n\u00e3o. Mas o amor de Deus estava posto em seu cora\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 mais do que suficiente.<br \/>A outra parte do Evangelho, a primeira, registra algumas palavras de Jesus sobre aqueles que fazem da vida uma exibi\u00e7\u00e3o e, de si mesmo, uma fachada. N\u00e3o lhes importa viver, nem amar, nem nada fazer, a n\u00e3o ser para serem vistos, ocuparem os lugares de privil\u00e9gio e de honra, serem aplaudidos e homenageados. Isso que existe no mundo da pol\u00edtica ou da sociedade, existe tamb\u00e9m, diz Jesus, no \u00e2mbito religioso.<br \/>Nesse mundo, os que agem assim s\u00e3os mais hip\u00f3critas, se \u00e9 poss\u00edvel quantificar a sua rela\u00e7\u00e3o com Deus como excusa para devorar os bens dos pobres. Dessa forma, Jesus p\u00f5e em contraposi\u00e7\u00e3o duas atitudes ante a vida: a dos que s\u00f3 buscam seu bem-estar \u2013 e, para isto, n\u00e3o hesitam em ludibriar e aparentar aquilo que n\u00e3o s\u00e3o \u2013 e a atitude daqueles que, compartilhando tudo \u2013 sem medida, com absoluta generosidade, como a pobre vi\u00fava \u2013 t\u00eam um tesouro imenso em seu cora\u00e7\u00e3o. Jesus nos vem dizer que viver em plenitude \u00e9 uma quest\u00e3o de generosidade, de compartilhar sem medida, de n\u00e3o desejar monopolizar, mas de dar tudo o que se tem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira leitura do trig\u00e9simo segundo domingo do Tempo Comum nos conta uma antiga hist\u00f3ria de um profeta e de uma mulher. \u00c9 tempo de grande seca. E, se esse tempo \u00e9 dif\u00edcil para todos, para os pobres \u00e9 muito pior. O que pode fazer uma vi\u00fava pobre com um filho em tempos de seca? 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