{"id":12176,"date":"2015-11-02T03:00:00","date_gmt":"2015-11-02T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/11\/02\/nostra-aetate-jubileu-de-ouro\/"},"modified":"2017-05-09T13:58:43","modified_gmt":"2017-05-09T16:58:43","slug":"nostra-aetate-jubileu-de-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nostra-aetate-jubileu-de-ouro\/","title":{"rendered":"Nostra Aetate: jubileu de ouro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os historiadores costumam registrar, sem fazer julgamentos precipitados ou an\u00e1lises complexas de contextos hist\u00f3ricos muito diferentes, que a Igreja viveu, especialmente nos s\u00e9culos XVIII e XIX, uma fase de maior reflex\u00e3o sobre si mesma (ad intra) \u2013 fazia parte das necessidades hist\u00f3ricas da \u00e9poca. No s\u00e9culo XX, a partir dos primeiros passos do Papa Pio XII e depois com S\u00e3o Jo\u00e3o XXIII e o Beato Paulo VI, viveu uma intensa fase de abertura e di\u00e1logo com o mundo externo (ad extra). Essa procura de viver a pr\u00f3pria identidade e o di\u00e1logo com a sociedade continuou a ser mantida com os Papas seguintes at\u00e9 hoje.<br \/>Nesse contexto, \u00e9 que ocorre, por iniciativa do Papa Jo\u00e3o XXIII, o Conc\u00edlio Vaticano II (1962-1965), terminado com Paulo VI, dentro do qual foi redigida a importante Declara\u00e7\u00e3o Nostra Aetate, assinada em 20 de outubro de 1965, cujo jubileu de ouro comemoramos e que ficou conhecida pela iniciativa global da Igreja de dialogar com as religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s, ou seja, o di\u00e1logo interreligioso, embora se fale, pelas liga\u00e7\u00f5es hist\u00f3rico-teol\u00f3gicas, que ela trate do contato com os judeus, a quem o Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II chamou de \u201cnossos irm\u00e3os mais velhos\u201d. Ali\u00e1s, hoje, quem tem a miss\u00e3o desse di\u00e1logo \u00e9 um departamento especial do Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os devido \u00e0 especificidade pr\u00f3pria do encontro do juda\u00edsmo com o cristianismo. Diferentemente das outras religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s que s\u00e3o trabalhados no di\u00e1logo com o Pontif\u00edcio Conselho para o Di\u00e1logo Interreligioso.<br \/>Importa, pois, conhecer melhor o que essa Declara\u00e7\u00e3o, merecedora de leitura integral a quem ainda n\u00e3o o fez, tem a nos apresentar de atual, cinquenta anos depois. Fa\u00e7amos, por assim dizer, uma s\u00edntese, \u00e0 luz do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica n. 839-845, ao dizer que todos aqueles que ainda n\u00e3o receberam o Evangelho est\u00e3o tamb\u00e9m, de uma ou de outra forma, ordenados ao povo de Deus.<br \/>Em primeiro lugar aparece A rela\u00e7\u00e3o da Igreja com o Povo Judaico nas seguintes palavras: \u201cA Igreja, povo de Deus na Nova Alian\u00e7a, ao perscrutar o seu pr\u00f3prio mist\u00e9rio, descobre o la\u00e7o que a une ao povo judaico, \u2018a quem Deus falou primeiro\u2019. Diferentemente das outras religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s, a f\u00e9 judaica \u00e9 j\u00e1 uma resposta \u00e0 revela\u00e7\u00e3o de Deus na Antiga Alian\u00e7a. \u00c9 ao povo judaico que \u2018pertencem a ado\u00e7\u00e3o filial, a gl\u00f3ria, as alian\u00e7as, a legisla\u00e7\u00e3o, o culto, as promessas [&#8230;] e os patriarcas; desse povo Cristo nasceu segundo a carne\u2019 (Rm 9,4-5); porque \u2018os dons e o chamamento de Deus s\u00e3o irrevog\u00e1veis\u2019 (Rm 11,29).<br \/>Depois de assim dizer, vemos um ponto de liga\u00e7\u00e3o entre os judeus e crist\u00e3os em rela\u00e7\u00e3o a Cristo: \u201cquando se considera o futuro, o povo de Deus da Antiga Alian\u00e7a e o novo povo de Deus tendem para fins an\u00e1logos: a esperan\u00e7a da vinda (ou do regresso) do Messias. Mas a esperan\u00e7a \u00e9, dum lado, a do regresso do Messias, morto e ressuscitado, reconhecido como Senhor e Filho de Deus: do outro, a da vinda no fim dos tempos do Messias, cujos tra\u00e7os permanecem velados \u2013 expectativa acompanhada pelo drama da ignor\u00e2ncia ou do falso conhecimento de Cristo Jesus\u201d.<br \/>\u00c9 certo que entre ambas as formas de esperar o Senhor Jesus h\u00e1 diferen\u00e7as de grande magnitude, por\u00e9m isso n\u00e3o impede o di\u00e1logo a partir daquilo que h\u00e1, \u00e9 comum na busca do bem da humanidade a partir dos pontos que nos unem e n\u00e3o daqueles que desunem, como j\u00e1 se falava nos tempos do Conc\u00edlio e sempre tem sido relembrado, na teoria ou na pr\u00e1tica. O Papa Francisco se encontrou, conjuntamente, ainda h\u00e1 pouco, no Vaticano, com l\u00edderes de Israel e da Palestina para tratar da paz. Neste ano, durante os encontros formativos aqui em nossa Arquidiocese, o Cardeal Kurt Kock, no Pontif\u00edcio Conselho para o a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os, teve um importante encontro com a comunidade judaica do Rio de Janeiro, comemorando os 50 anos de o documento conciliar.<br \/>Um segundo ponto da Nostra Aetate surge: as Rela\u00e7\u00f5es da Igreja com os mu\u00e7ulmanos afirmando que \u201co des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o envolve igualmente os que reconhecem o Criador, entre os quais, em primeiro lugar, os mu\u00e7ulmanos que declarando guardar a f\u00e9 de Abra\u00e3o, conosco adoram o Deus \u00fanico e misericordioso que h\u00e1 de julgar os homens no \u00faltimo dia\u201d. Notemos que se para com os judeus se real\u00e7a a esperan\u00e7a da vinda de Cristo \u2013 para eles a primeira, para n\u00f3s a segunda \u2013 com os isl\u00e2micos se comunga da f\u00e9 no Deus \u00fanico \u2013 o monote\u00edsmo \u2013 que \u00e9 misericordioso e vir\u00e1 pela segunda vez para julgar a humanidade. <br \/>Chama a aten\u00e7\u00e3o o termo \u201cmisericordioso\u201d como qualidade atribu\u00edda a Deus por cat\u00f3licos e mu\u00e7ulmanos. Isso bem demonstra que muitos dos casos de viol\u00eancias absurdas tamb\u00e9m contra crist\u00e3os ou contra os pr\u00f3prios mu\u00e7ulmanos atribu\u00eddos a esses irm\u00e3os n\u00e3o v\u00eam da orienta\u00e7\u00e3o religiosa origin\u00e1ria deles, mas, sim, de grupos radicais que desvirtuaram a mensagem central de uma das grandes religi\u00f5es do mundo, que deve ser respeitada como tal. Sem esse respeito \u00e9 imposs\u00edvel p\u00f4r em pr\u00e1tica a Nostra Aetate nos dias de hoje.<br \/>Por fim, a Declara\u00e7\u00e3o real\u00e7a um dos pontos mais b\u00e1sicos que pode haver para a sadia conviv\u00eancia humana: \u201ca liga\u00e7\u00e3o da Igreja com as religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s \u00e9, antes de mais, a da origem e do fim comuns do g\u00eanero humano: \u2018De fato, todos os povos formam uma \u00fanica comunidade; t\u00eam uma origem \u00fanica, pois Deus fez que toda a ra\u00e7a humana habitasse a superf\u00edcie da Terra; t\u00eam tamb\u00e9m um \u00fanico fim \u00faltimo, Deus, cuja provid\u00eancia, testemunhos de bondade e des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o se estendem a todos, at\u00e9 que os eleitos sejam reunidos na cidade santa\u2019\u201d. Nesse ponto, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es temos tido oportunidade de ter em nossa cidade os encontros com as diversas religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s e um di\u00e1logo sincero e claro, que nos ajuda a trabalhar pela paz e fraternidade nesse nosso tempo.<br \/>Mas aprofundemos um pouco esse documento e suas consequ\u00eancias! Voltando, por\u00e9m, um pouco nos antecedentes da Declara\u00e7\u00e3o Nostra Aetate, podemos reconhecer ou perscrutar, com o estudioso Helio Albuquerque, doutor em Teologia pela PUC-Rio, em seu livro A rela\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 nas origens e hoje (Rio de Janeiro: Lumen Christi, 2004), que esse importante documento conciliar pode ter, no que toca aos judeus, seus antecedentes na hist\u00f3ria da Igreja dos anos de 1930-1960. Afinal, nada de grande se faz de repente. Ora, na rela\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 que mais se destaca, inclusive no Brasil, n\u00e3o \u00e9 diferente.<br \/>Sim, no dia 12 de abril de 1933, ante o perigo nazista que amea\u00e7ava judeus e cat\u00f3licos na Alemanha, Edith Stein, judia de nascimento e religiosa carmelita, cujo nome religioso \u00e9 Teresa Benedita da Cruz, escreveu do Carmelo uma comovente carta ao Papa Pio XI na qual avisava o Sumo Pont\u00edfice da cat\u00e1strofe que o nacional-socialismo ou o nazismo viria trazer para a humanidade. Inclusive, a pr\u00f3pria autora da carta, canonizada em 11 de outubro de 1998, foi v\u00edtima desse governo perverso.<br \/>Pois bem, Edith Stein questionava, ent\u00e3o, ao Papa perguntando se \u201ca idolatria da ra\u00e7a e do poder do Estado, com a qual o r\u00e1dio martela cotidianamente as massas, n\u00e3o \u00e9 uma heresia aberta? Esta guerra de exterm\u00ednio contra o sangue judeu n\u00e3o \u00e9 um ultraje \u00e0 muito santa humanidade de Nosso Salvador, da bem-aventurada Virgem e dos Ap\u00f3stolos? N\u00e3o est\u00e1 isso em oposi\u00e7\u00e3o absoluta com o comportamento de Nosso Senhor e Redentor que, mesmo sobre a cruz, orou por seus perseguidores? [&#8230;]. todos n\u00f3s que olhamos a situa\u00e7\u00e3o da Alemanha atual como filhos fi\u00e9is da Igreja, receamos o pior para a imagem mundial da pr\u00f3pria Igreja se o sil\u00eancio se prolongar por mais tempo. N\u00f3s estamos tamb\u00e9m convencidos de que este sil\u00eancio n\u00e3o pode por muito tempo obter a paz do atual governo alem\u00e3o\u201d.<br \/>\u00c9 quase certo que esse grito de ang\u00fastia, assomado a tantos outros que devem ter chegado ao Santo Padre, pode t\u00ea-lo motivado a escrever a memor\u00e1vel Enc\u00edclica Mit Brehender Sorge (Com ardente preocupa\u00e7\u00e3o), em alem\u00e3o, de 14 de mar\u00e7o de 1937, na qual pede que o governo alem\u00e3o assegure a paz e a liberdade de cren\u00e7a ao povo e cumpra o que prometeu em concordata com a Igreja no ano de 1933. <br \/>Mantida em sigilo para poder chegar \u00e0 Alemanha, as autoridades nazistas a descobriram quando ela foi lida em p\u00fablico, em alguns trechos, no Domingo da Paix\u00e3o do ano de 1937, causando r\u00e1pida repress\u00e3o \u00e0s gr\u00e1ficas que a editaram, ao clero e ao povo cat\u00f3lico em geral, inclusive com pris\u00f5es e mortes dos que ousavam resistir, como o Cardeal von Galen, de M\u00fcnster, que jamais recuou ante o nazismo, mas teve familiares presos e padres de sua diocese assassinados em repres\u00e1lia a seu gesto ousado de enfrentar um regime interessado em dominar o mundo e impor-lhe a \u201cra\u00e7a pura\u201d.<br \/>Falecido Pio XI, assume a c\u00e1tedra de Pedro Eug\u00eanio Maria Pacelli, que adotou o nome de Pio XII. Fora diplomata na Alemanha e bem conhecia a realidade daquele pa\u00eds, de modo que logo no in\u00edcio de seu pontificado, j\u00e1 no ano de 1939, publicou a Enc\u00edclica Summi Pontificatus na qual condenava a onipot\u00eancia de um Estado sobre seu povo e, mais de uma vez, pediu, \u201cem nome de Deus\u201d, que a guerra fosse rejeitada. N\u00e3o foi ouvido, como bem o atesta a hist\u00f3ria. Ali\u00e1s, esse texto sobre a \u201conipot\u00eancia do estado\u201d precisaria ser relido em outro diapas\u00e3o tamb\u00e9m hoje&#8230;<br \/>Por\u00e9m, ainda hoje, a a\u00e7\u00e3o de Pio XII se mostra controversa a alguns estudiosos. N\u00e3o porque ele nada fez. Isso seria falso, pois ele muito agiu, mas sim pelo modo como atuou: escolheu a via diplom\u00e1tica do sil\u00eancio para salvar os judeus, abrindo conventos, mosteiros, usando de meios capazes de levar outros pa\u00edses a acolher os perseguidos etc., sendo ele mesmo amea\u00e7ado de sofrer sequestro por parte das for\u00e7as de Hitler, que dominavam tamb\u00e9m a It\u00e1lia e sitiavam o Vaticano. <br \/>Julgam, no entanto, alguns, que ele deveria bradar ao mundo contra os horrores nazistas, ao passo que sua alega\u00e7\u00e3o era sempre a de que se sua voz se erguesse, mais pessoas morreriam. Ali\u00e1s, n\u00f3s conhecemos bem esses limites dentro da atual circunst\u00e2ncia de alguns pa\u00edses e at\u00e9 mesmo de algumas cidades. A hist\u00f3ria j\u00e1 est\u00e1 tendo e ter\u00e1 ainda mais, em breve, uma palavra de maior clareza sobre isso, pois s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel julgar algo se situando bem em seu devido contexto. Como quer que seja, Pio XII foi muito agradecido pelo povo e por autoridades judaicas pelo que fez em favor dos filhos de Israel naqueles anos sombrios, macabros e sanguinolentos.<br \/>Passado tudo isso que aqui vimos muito brevemente, mas que merece ser estudado com aten\u00e7\u00e3o, vem o Conc\u00edlio Vaticano II com a Nostra Aetate e procura apagar, com aux\u00edlio, inclusive de judeus, incluindo Jules Isaac, educador, historiador e rabino franc\u00eas, todo resqu\u00edcio de antissemitismo que ainda pudesse ter restado na cabe\u00e7a de pessoas mal informadas, ao dizer expressamente que \u201caquilo que se perpetrou na Paix\u00e3o de Cristo n\u00e3o pode ser indistintamente imputado a todos os judeus que ent\u00e3o viviam, nem aos de hoje\u201d (n. 4). Falar contra isso, em L\u00f3gica, seria uma generaliza\u00e7\u00e3o apressada: toma-se um ou alguns pelo todo.<br \/>A Nostra Aetate deu frutos. Eis alguns: em 1974, o Papa Paulo VI instituiu a Comiss\u00e3o para o Di\u00e1logo com os Judeus; em 1982, membros do episcopado e estudiosos se reuniram em Roma visando a trabalhar melhor as rela\u00e7\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica com o Juda\u00edsmo; em 1985, surgem as notas para a correta apresenta\u00e7\u00e3o do Juda\u00edsmo \u00e0s crian\u00e7as e adultos na Catequese. Afinal, Jesus \u00e9 de estirpe judaica e o povo de Israel permanece como povo escolhido (cf. Rm 11,17-24); em 1986, S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II visita a grande sinagoga de Roma, o que foi considerado por n\u00e3o poucos peritos um grande passo no di\u00e1logo judeu-crist\u00e3o; em 1990, houve, em Praga, uma amistosa reuni\u00e3o de cat\u00f3licos e judeus; em 1991, o mesmo Jo\u00e3o Paulo II encontra-se com representantes de comunidades judaicas na Nunciatura Apost\u00f3lica da Hungria; em 30 de dezembro de 1993, houve, em Israel o acordo bilateral entre a Santa S\u00e9 e o Estado de Israel garantindo a presen\u00e7a cat\u00f3lica naquele pa\u00eds; em 1994, Santa S\u00e9 e Israel anunciam a plena normaliza\u00e7\u00e3o de suas rela\u00e7\u00f5es em \u00e2mbito mundial e, n\u00e3o menos importante \u00e9 dizer que desde o Papa Paulo VI, em 1964, at\u00e9 hoje todos os Papas t\u00eam visitado, cordialmente, Israel.<br \/>Eis como os poucos, mas densos par\u00e1grafos da Nostra Aetate, t\u00eam dado, a seu tempo, os frutos necess\u00e1rios. Possa tamb\u00e9m entre n\u00f3s continuar afervorando a sadia rela\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 em esp\u00edrito de f\u00e9 e de cordialidade, como \u00e9 t\u00e3o pr\u00f3prio j\u00e1 da natureza deste Pa\u00eds, continente que rejeita o \u00f3dio divisor do \u201cn\u00f3s e eles\u201d, mas a todos acolhe de bra\u00e7os abertos como irm\u00e3os e irm\u00e3s na gra\u00e7a de Deus.<br \/>Al\u00e9m desse di\u00e1logo espec\u00edfico, a Igreja prossegue em seu dialogo interrelegioso t\u00e3o importante nestes tempos de intoler\u00e2ncia e viol\u00eancia. O Conc\u00edlio Vaticano II, ouvindo a voz do Esp\u00edrito Santo, abriu novas portas para que a Igreja hoje pudesse ainda mais, sem perder sua identidade, colaborar com a Paz Mundial e com o di\u00e1logo com todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os historiadores costumam registrar, sem fazer julgamentos precipitados ou an\u00e1lises complexas de contextos hist\u00f3ricos muito diferentes, que a Igreja viveu, especialmente nos s\u00e9culos XVIII e XIX, uma fase de maior reflex\u00e3o sobre si mesma (ad intra) \u2013 fazia parte das necessidades hist\u00f3ricas da \u00e9poca. 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