{"id":12172,"date":"2015-11-03T11:50:09","date_gmt":"2015-11-03T13:50:09","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/11\/03\/qe-agora-joseq\/"},"modified":"2017-05-09T13:57:25","modified_gmt":"2017-05-09T16:57:25","slug":"qe-agora-joseq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/qe-agora-joseq\/","title":{"rendered":"&#8220;E agora Jos\u00e9?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> E\u00b4 assim que come\u00e7a o famoso poema do poeta mineiro Carlos Drumond de Andrade. Ele o escreveu para flagrar a situa\u00e7\u00e3o de perplexidade, de interroga\u00e7\u00e3o, de ang\u00fastia, de inseguran\u00e7a, resultantes da constata\u00e7\u00e3o clara de que terminou uma situa\u00e7\u00e3o anterior, e pela frente n\u00e3o se sabe o que nos aguarda. <br \/> E\u00b4 t\u00e3o pungente o clamor expresso pelo poema, que nos sentimos tentados a prosseguir sua leitura.<br \/> \u201cE agora, Jos\u00e9, <br \/> A festa acabou,<br \/> a luz apagou,<br \/> o povo sumiu,<br \/> a noite esfriou,<br \/> e agora, Jos\u00e9?<br \/> e agora, voc\u00ea?&#8230;\u201d \u00a0<br \/> E por a\u00ed segue o poema do grande escritor. <br \/> Mas se agora evocamos sua obra prima, \u00e9 certamente porque nos vemos mergulhados em situa\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0quelas que o poema explicita. <br \/> N\u00f3s tamb\u00e9m estamos perplexos pelo que est\u00e1 por acontecer, depois de terminadas as antigas seguran\u00e7as. Daria para citar a ang\u00fastia de quem constata que o cr\u00e9dito acabou, a reserva sumiu, o tanque esvaziou, o carro engui\u00e7ou, e os amigos se foram. <br \/> \u201cE agora, Jos\u00e9\u201d<br \/> Ou poder\u00edamos nos lembrar do conc\u00edlio, do s\u00ednodo, das grandes confer\u00eancias continentais. J\u00e1 levam a marca do passado, do que \u201cj\u00e1 era\u201d, do que j\u00e1 se foi.<br \/> Havia tantas expectativas diante do S\u00ednodo sobre a fam\u00edlia.\u00a0 O s\u00ednodo acabou. \u201cE agora, Jos\u00e9?\u201d..<br \/> Aos poucos precisamos dar-nos conta que tamb\u00e9m o Conc\u00edlio est\u00e1 ficando num tempo passado, est\u00e1 entre o que j\u00e1 se foi, j\u00e1 era, pois agora estamos em outra.<br \/> No pr\u00f3ximo m\u00eas de dezembro, a Igreja far\u00e1 o \u00faltimo gesto de reconhecimento da import\u00e2ncia do Conc\u00edlio, celebrando, no dia 08 de dezembro, os 50 anos do seu encerramento festivo, ocorrido em 1965. \u00a0<br \/> Este gesto ser\u00e1 a \u00faltima b\u00ean\u00e7\u00e3o reservada ao defunto, antes de ser respeitosamente sepultado?\u00a0 Ou ser\u00e1 a confirma\u00e7\u00e3o de que o Conc\u00edlio ainda continuar\u00e1 sendo \u201ca b\u00fassola que vai iluminar os passos da Igreja no in\u00edcio do terceiro mil\u00eanio\u201d, como disse Jo\u00e3o Paulo II,\u00a0 na enc\u00edclica\u00a0 \u201cTertio Millenio Ineunte\u201d? <br \/> Em todo o caso, depois de 50 anos, \u00e9 for\u00e7oso constatar que o Conc\u00edlio terminou! Ou, ao menos, que a era do Conc\u00edlio j\u00e1 se foi. <br \/> \u201cE agora, Jos\u00e9?\u201d <br \/> Parece que o momento\u00a0 nos alerta para deixar de lado utopias superficiais, expectativas gratuitas, caminhos f\u00e1ceis.\u00a0 Pela frente, se apresenta o horizonte\u00a0 carregado de nuvens que nos deixam inseguros sobre o que vir\u00e1, se ser\u00e1 a chuva esperada, ou tempestades com ventos e granizo. <br \/> E n\u00e3o deixa de ser elucidativo constatar que em algumas redes sociais se chega a difundir a vers\u00e3o de que o Conc\u00edlio foi \u201ccoisa do diabo\u201d, e em seu lugar se assume a postura contr\u00e1ria, de rejei\u00e7\u00e3o de\u00a0 tudo o que o Conc\u00edlio suscitou na Igreja. <br \/> Para muitos agora o chique \u00e9 \u201cser\u00a0 tradicionalista\u201d, \u00e9 ser contr\u00e1rio ao Conc\u00edlio, fazer tudo o que se fazia antes, porque isto agora pega bem,\u00a0 isto afaga o ego, isto d\u00e1 alegria!<br \/> O conc\u00edlio acabou, o s\u00ednodo terminou, os palpites acabaram. <br \/> \u201cE agora, Jos\u00e9\u201d?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E\u00b4 assim que come\u00e7a o famoso poema do poeta mineiro Carlos Drumond de Andrade. 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