{"id":12159,"date":"2015-10-29T14:25:02","date_gmt":"2015-10-29T16:25:02","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/10\/29\/homiletica-solenidade-de-todos-os-santos\/"},"modified":"2017-05-31T15:25:54","modified_gmt":"2017-05-31T18:25:54","slug":"homiletica-solenidade-de-todos-os-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/homiletica-solenidade-de-todos-os-santos\/","title":{"rendered":"Homil\u00e9tica: Solenidade de Todos os Santos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pe. Antonio Rivero L.C. Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no semin\u00e1rio diocesano Maria Mater Ecclesiae de S\u00e3o Paulo (Brasil)<\/p>\n<p>COMENT\u00c1RIO \u00c0 LITURGIA DOMINICAL<\/p>\n<p>SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS<\/p>\n<p>Ciclo B<\/p>\n<p>Textos: Ap 7, 2-4.9-14; 1Jo 3, 1-3; Mt 5, 1-12a<\/p>\n<p>Ideia principal: Todos estamos chamados a ser santos por ser batizados.<\/p>\n<p>S\u00edntese da mensagem: Hoje celebramos toda essa multid\u00e3o inumer\u00e1vel de pessoas, irm\u00e3os nossos, que j\u00e1 gozam de Deus e continuam em comunh\u00e3o conosco desde o c\u00e9u. \u00c9 uma festa que nos enche de alegria e otimismo: se eles puderam ser santos, por que n\u00f3s n\u00e3o? Qual foi o segredo da sua santidade?<\/p>\n<p>Pontos da ideia principal:<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a festa de todos os Santos nos convida a celebrar, a principio, dois fatos. O primeiro \u00e9 que, verdadeiramente, a for\u00e7a do Esp\u00edrito de Jesus age em todas partes, \u00e9 uma semente capaz de arraigar em todas partes, que n\u00e3o necessita condi\u00e7\u00f5es especiais de ra\u00e7a, ou de cultura, ou de classe social. Por isso esta festa \u00e9 uma festa gozosa, fundamentalmente gozosa: o Esp\u00edrito de Jesus deu, e d\u00e1, e dar\u00e1 fruto, e dar\u00e1 em todas partes. O segundo fato que celebramos \u00e9 que todos esses homens e mulheres de todo tempo e lugar t\u00eam algo em comum, algo que os une. Todos eles \u201clavaram e alvejaram as suas vestes no sangue do Cordeiro\u201d, mediante o batismo (1 leitura). Todos eles foram pobres, famintos e sedentos de justi\u00e7a, limpos de cora\u00e7\u00e3o, trabalhadores da paz (Evangelho). E isso os une. Porque hoje n\u00e3o celebramos uma festa superficial, hoje n\u00e3o celebramos que \u201cno fundo, todo mundo \u00e9 bom e tudo terminar\u00e1 bem\u201d, mas celebramos a vit\u00f3ria dolorosamente alcan\u00e7ada por tantos homens e mulheres no seguimento do Evangelho (conhecendo-o explicitamente ou sem conhec\u00ea-lo). Porque existe algo que une o santo desconhecido das selvas amaz\u00f4nicas com o m\u00e1rtir das persegui\u00e7\u00f5es de Nero e com qualquer outro santo de qualquer outro lugar: une-os a busca e a luta por uma vida mais fiel, mais entregada, mais dedicada ao servi\u00e7o dos irm\u00e3os e do mundo novo que Deus quer.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, celebramos, portanto, esses dois fatos: que com Deus vivem j\u00e1 homens e mulheres de todo tempo e lugar, e que esses homens e mulheres lutaram com esfor\u00e7o no caminho do amor, que \u00e9 o caminho de Deus. Mas ai podemos acrescentar tamb\u00e9m um terceiro aspecto: Santo Agostinho, na homilia que a Liturgia das Horas oferece para o dia de S\u00e3o Lourenco, explica isso deste modo: \u201cOs santos m\u00e1rtires imitaram Cristo at\u00e9 o derramamento de seu sangue, at\u00e9 a semelhan\u00e7a da sua paix\u00e3o. Imitaram-no os m\u00e1rtires, mas n\u00e3o s\u00f3 eles. A ponte n\u00e3o caiu depois deles terem passado; a fonte n\u00e3o se secou depois deles terem bebido nela\u201d. Santo Agostinho se dirigia a uns crist\u00e3os que acreditavam que talvez s\u00f3 os m\u00e1rtires, os que nas persegui\u00e7\u00f5es tinham derramado o sangue pela f\u00e9, compartilhariam a gloria de Cristo. E \u00e0s vezes n\u00f3s tamb\u00e9m pensamos a mesma coisa: que a santidade \u00e9 um hero\u00edsmo pr\u00f3prio s\u00f3 de alguns. E ano \u00e9 assim. A santidade, o seguimento fiel e esfor\u00e7ado de Jesus Cristo, \u00e9 tamb\u00e9m para n\u00f3s: para todos n\u00f3s e para cada um de n\u00f3s. \u00c9 algo exigente, sem d\u00favida; \u00e9 algo para gente entregada, que leva as coisas \u00e0 serio, n\u00e3o para gente superficial e que se limita a ir empurrando as coisas com a barriga.\u00a0 Por\u00e9m somos n\u00f3s, cada um de n\u00f3s, os chamados a essa santidade, a esse seguimento. Como dizia Santo Agostinho na homilia citada antes: \u201cNenhum homem, seja qual for o seu g\u00eanero de vida, deve desesperar da sua voca\u00e7\u00e3o\u201d (&#8230;). \u201cEntendamos, pois, de que maneira o crist\u00e3o tem que seguir Cristo, ademais do derramamento de sangue, ademais do mart\u00edrio\u201d. E hoje, na festa de Todos os Santos, somos convidados a celebrar que tamb\u00e9m n\u00f3s podemos entender e descobrir a nossa maneira de seguir Cristo.\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>Finalmente, portanto, a festa de hoje \u00e9 um chamado \u00e0 santidade para todos n\u00f3s. Ser santos n\u00e3o \u00e9 fazer necessariamente milagres, nem deixar obras surpreendentes para a hist\u00f3ria. \u00c9 dif\u00edcil definir o que \u00e9 a santidade, mas todos esses santos que hoje celebramos nos demonstram que seguir Cristo \u00e9 poss\u00edvel, e que isso \u00e9 santidade. Tiveram defeitos. N\u00e3o eram perfeitos. Cometeram pecados. Foram \u201cnormais\u201d. Por\u00e9m creram no Evangelho e o cumpriram. Alguns deixaram uma pegada profunda. Outros passaram despercebidos. E hoje honramos todos. E aceitamos o seu convite para seguir o seu caminho. Aqui tamb\u00e9m recomendaria ler a \u201cLumen Gentium\u201d do Concilio Vaticano II, nos seus n\u00fameros 39-41, que faz um chamamento \u00e0 santidade aos crist\u00e3os de todos os estados: jerarquia, leigos, religiosos.<\/p>\n<p>Para refletir: Realmente estou convencido de que n\u00e3o s\u00f3 posso ser santo, mas que devo ser santo, por ser batizado? Pe\u00e7o a intercess\u00e3o dos meus irm\u00e3os santos que j\u00e1 gozam da amizade eterna com Deus no c\u00e9u, ou nem sequer me lembro deles? Quais s\u00e3o os santos da minha devo\u00e7\u00e3o e por que?<\/p>\n<p>Para rezar: Senhor, meu Deus, ajudai-me a ser santo. Santo sem premio, santo para n\u00e3o vos ofender, santo para servir melhor os demais. Senhor, no dia de hoje, que recorramos e celebramos a mem\u00f3ria de todos os Santos, ajudai-me a me aproximar mais de V\u00f3s. A eles rogo que pe\u00e7a ao Esp\u00edrito, que conceda os dons necess\u00e1rios para ser melhor. N\u00e3o porque eu mere\u00e7a algo, mas para que o meu louvor chegue a V\u00f3s, mais pleno. Senhor, perdoai-me, pelas minhas faltas e pecados, por tudo o que podia ter feito e n\u00e3o fiz, por tudo o que podia ter servido e n\u00e3o servi, por tudo o que desperdicei. Dai-me a vossa ben\u00e7\u00e3o para que o resto da minha vida, seja fiel e caridoso, luz vossa e servidor de todos. Segundo V\u00f3s me pe\u00e7ais em cada momento. Obrigado, Senhor, pela vossa Miseric\u00f3rdia para comigo. Am\u00e9m.<\/p>\n<p>Qualquer sugest\u00e3o ou d\u00favida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail:\u00a0 arivero@legionaries.org<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Zenit<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Antonio Rivero L.C. 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