{"id":12113,"date":"2015-10-26T16:58:09","date_gmt":"2015-10-26T18:58:09","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/10\/26\/ver-para-crer\/"},"modified":"2017-05-09T14:43:19","modified_gmt":"2017-05-09T17:43:19","slug":"ver-para-crer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ver-para-crer\/","title":{"rendered":"Ver para crer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os que vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, de opress\u00e3o e injusti\u00e7a s\u00e3o aqueles que sabem apreciar de fato a liberta\u00e7\u00e3o. Nisto se parecem com o cego que nos mostra o Evangelho do trig\u00e9simo domingo do Tempo Comum. N\u00e3o \u00e9 um cego como os demais. H\u00e1 uma especial diferen\u00e7a: \u00e9 consciente de sua pr\u00f3pria cegueira. Por isso, \u00e9 capaz de gritar quando Jesus passa e pedir-lhe que tenha compaix\u00e3o dele. Talvez pud\u00e9ssemos imaginar que este n\u00e3o era um cego de nascen\u00e7a, como outro que aparece nos Evangelhos. Sabia o que era ver as coisas, o mundo e as pessoas. Quando ficou cego, sabia o que estava perdendo. Por isso o seu sofrimento era maior. Ou simplesmente seus familiares lhe teriam falado o que era ver as coisas e os rostos das pessoas, os entardeceres e os amanheceres com todas as suas cores. Por isso grita quando Jesus passa. E quanto mais lhe dizem para se calar, mais grita. Era a sua oportunidade. Com seu grito, chama a aten\u00e7\u00e3o para sua limita\u00e7\u00e3o e sua pobreza. Mas o grito n\u00e3o \u00e9 educado. Incomoda. Impede que os disc\u00edpulos ou\u00e7am a voz de Jesus. Por isso pedem que ele se cale.<br \/>Na nossa sociedade, \u00e0s vezes, tamb\u00e9m \u00e9 pouco educado revelar as nossas pobrezas e nossas limita\u00e7\u00f5es. Mas os pobres e os oprimidos, aqueles que sofrem a injusti\u00e7a e a dor, est\u00e3o sempre a\u00ed. Por mais que os retiremos dos nossos bairros, ou olhemos para outro lado quando se aproximam de n\u00f3s. Os jovens delinq\u00fcentes, por exemplo, vivem no meio da viol\u00eancia. Fazem barulho e nos tiram o sossego. Entretanto, todas essas coisas que tanto nos incomodam \u2013 e a viol\u00eancia que elas provocam em nossos bairros \u2013 n\u00e3o s\u00e3o mais que uma forma de gritar sua mis\u00e9ria e sua necessidade de carinho. No fundo, s\u00e3o apenas crian\u00e7as necessitadas de uma fam\u00edlia s ap\u00f3ie, que as defenda e as fa\u00e7a se sentir seguras.<br \/>Jesus devolve a vis\u00e3o ao cego. Mas o milagre f\u00edsico de lhe devolver a vis\u00e3o nos fala de outro milagre mais profundo. Parece que o cego come\u00e7a a enxergar n\u00e3o apenas com os olhos, mas tamb\u00e9m com o cora\u00e7\u00e3o. Diz o Evangelho que, \u201cno momento em que recuperou a vis\u00e3o, p\u00f4s-se a seguir Jesus pelo caminho\u201d. Talvez haja poucos cegos no sentido f\u00edsico, entre n\u00f3s. No entanto, \u00e9 poss\u00edvel que haja muitos cegos de cora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o sabem ver onde est\u00e1 o verdadeiro caminho. Esse \u00e9 o milagre que temos de pedir a Jesus com todas as nossas for\u00e7as. Que nos cure o cora\u00e7\u00e3o para que possamos acreditar verdadeiramente nele e enxergar o seu caminho, para que os gritos de ajuda dos que est\u00e3o ao nosso lado n\u00e3o nos incomodem, mas que sejam chamados a viver a fraternidade tal como Jesus desejava. Ele nos dar\u00e1 a for\u00e7a e a gra\u00e7a de que necessitamos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os que vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, de opress\u00e3o e injusti\u00e7a s\u00e3o aqueles que sabem apreciar de fato a liberta\u00e7\u00e3o. Nisto se parecem com o cego que nos mostra o Evangelho do trig\u00e9simo domingo do Tempo Comum. N\u00e3o \u00e9 um cego como os demais. 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