{"id":12016,"date":"2015-10-18T04:00:00","date_gmt":"2015-10-18T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/10\/18\/servir-na-alegria\/"},"modified":"2017-05-09T15:00:39","modified_gmt":"2017-05-09T18:00:39","slug":"servir-na-alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/servir-na-alegria\/","title":{"rendered":"Servir na alegria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No Dia Mundial das Miss\u00f5es deste ano vivemos o XXIX Domingo do Tempo Comum. Ser\u00e1 interessante escutar como Jesus apresenta sua miss\u00e3o: &#8220;O Filho do Homem n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos&#8221;. Aqui, Nosso Senhor sintetiza de modo impressionante tudo quanto veio fazer por n\u00f3s. O tema nacional deste m\u00eas \u00e9 justamente a Miss\u00e3o como servi\u00e7o! Jesus \u00e9 o Filho do Homem, Ben-Adam, isto \u00e9, aquele que se fez simples homem fr\u00e1gil, feito um de n\u00f3s, &#8220;capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como n\u00f3s, com exce\u00e7\u00e3o do pecado&#8221;. No misterioso plano do Pai do c\u00e9u, a nossa salva\u00e7\u00e3o tinha de passar pela vinda do Filho, feito pobre homem entre n\u00f3s, pobres mortais. E n\u00e3o s\u00f3: toda a humana exist\u00eancia do Filho foi um servi\u00e7o, um servi\u00e7o s\u00f3: &#8220;dar a sua vida como resgate para muitos&#8221;. Podemos imaginar toda a vida de Jesus, desde a humildade dos nove meses no ventre da Virgem, passando pelos trinta anos de escondido sil\u00eancio em Nazar\u00e9, pelas andan\u00e7as, prega\u00e7\u00f5es, cansa\u00e7os, incompreens\u00f5es, momentos de solid\u00e3o e de prova\u00e7\u00e3o&#8230; Nada disso foi por acaso, nada disso sem sentido, nada disso sem significado. Era o Senhor dando a vida, era o Senhor nos servindo por uma vida amorosamente entregue ao Pai por n\u00f3s, humildemente gasta como uma vela que se consome por amor ao mundo. Sua paix\u00e3o e morte de cruz nada mais foram que a conclus\u00e3o de uma exist\u00eancia feita toda amor e sacrif\u00edcio em louvor ao Pai e em benef\u00edcio dos irm\u00e3os!<br \/> Com este pensamento, escutemos novamente as impressionantes palavras do Profeta Isa\u00edas, falando de Jesus, o Servo Sofredor: &#8220;O Senhor quis macer\u00e1-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expia\u00e7\u00e3o, ele ter\u00e1 descend\u00eancia duradoura e far\u00e1 cumprir com \u00eaxito a vontade do Senhor&#8221;. A vontade do Pai inclu\u00eda, de modo misterioso, que nos escapa, essa pobreza, que entrega toda a vida para o perd\u00e3o dos nossos pecados. Num mundo que por autossufici\u00eancia, por orgulho e cega paix\u00e3o procura viver a vida do seu modo, recusando o amor de Deus e desprezando seu convite a busc\u00e1-Lo, o Filho Jesus fez um caminho totalmente inverso: de abaixamento, de amor, de doa\u00e7\u00e3o, de entrega em nosso favor: &#8220;Por esta vida de sofrimento, alcan\u00e7ar\u00e1 luz e uma ci\u00eancia perfeita e justificar\u00e1 a muitos&#8221;. Foi assim, na obedi\u00eancia, no desapego de si pr\u00f3prio, que Jesus se tornou nosso Sumo-sacerdote, nosso Advogado, nosso Salvador, aquele que nos justifica diante de Deus. \u00c9 ele quem, nos c\u00e9us, se compadece de nossas fraquezas e nos d\u00e1 seu divino aux\u00edlio. Ele, com seu sangue, isto \u00e9, com sua vida derramada a vida toda, intercede amorosamente por n\u00f3s e \u00e9 a garantia da nossa salva\u00e7\u00e3o!<br \/> Mas, todo este caminho do nosso Salvador, car\u00edssimos, indica-nos um caminho, um modo de viver, um crit\u00e9rio de discernimento. Se o nosso olhar se dirige a Jesus, \u00e9 como ele que devemos caminhar; devemos andar como ele andou, saindo de n\u00f3s, de nossos projetos de inspira\u00e7\u00e3o t\u00e3o mundana, para abra\u00e7ar o pensamento e os modos do nosso Mestre e Salvador.<br \/> Qual \u00e9 a nossa tend\u00eancia? Qual o nosso primeiro impulso? Aquele dos disc\u00edpulos: buscar o que nos agrada, procurar os primeiros lugares, ir ao encal\u00e7o da nossa pr\u00f3pria conveni\u00eancia e comodidade, dar vaz\u00e3o aos nossos prazeres, fazer sempre a nossa vontade&#8230; Qual o caminho que o Senhor prop\u00f5e? A primeira coisa que Ele faz \u00e9 nos convidar a segui-Lo, bebendo na vida o seu c\u00e1lice e sendo mergulhado cada dia no seu batismo. Em outras palavras: o crist\u00e3o deve estar disposto a viver sua vida com os mesmos sentimentos de Jesus, isto \u00e9, fazer da exist\u00eancia um servi\u00e7o de amor adorante ao Pai e de entrega aos irm\u00e3os. Isso \u00e9 o contr\u00e1rio das nossas tend\u00eancias, \u00e9 o inverso do que aprendemos do mundo: &#8220;V\u00f3s sabeis que os chefes das na\u00e7\u00f5es as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre v\u00f3s, n\u00e3o ser\u00e1 assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo, e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos&#8221;. S\u00e3o palavras que, se levarmos a s\u00e9rio, nos chocam, porque mudam totalmente o nosso modo de pensar e a l\u00f3gica do nosso cora\u00e7\u00e3o! E, no entanto, este \u00e9 o caminho \u2013 o \u00fanico caminho \u2013 de Jesus! Na nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus e nas nossas rela\u00e7\u00f5es com os outros, n\u00e3o pode existir outro modelo, outra medida, outra l\u00f3gica que n\u00e3o aquela que o Senhor mesmo nos apresenta com sua exist\u00eancia entregue por n\u00f3s.<br \/> \u00c9 por isso que ser crist\u00e3o exige um perene caminho de convers\u00e3o, de sair de n\u00f3s do nosso jeito para chegar a n\u00f3s do jeito de Jesus. A\u00ed, sim, seremos realmente livres, seremos realmente disc\u00edpulos e encontraremos o gosto verdadeiro da vida! Infelizmente, o mundo nos tenta seduzir com o prazer sem limite, com a \u00e2nsia do poder, com a ilus\u00e3o do sucesso, com a gan\u00e2ncia do ter, do consumir, do sup\u00e9rfluo&#8230; Como ser felizes vivendo na superficialidade? Como encontrar a vida verdadeira colocando o afeto em coisas ef\u00eameras? Como ser livres de verdade sendo escravos de tantas trivialidades? O Senhor nos indica o seu caminho, o \u00fanico que conduz \u00e0 vida! E nos promete seu socorro, sua ajuda, como diz a segunda leitura deste domingo: Ele \u00e9 &#8220;capaz de se compadecer de nossas fraquezas&#8221;, nele podemos conseguir miseric\u00f3rdia e alcan\u00e7ar um aux\u00edlio no momento oportuno.<br \/> Coloquemos nossa esperan\u00e7a em Jesus, agarremo-nos a ele, agasalhemo-nos no seu cora\u00e7\u00e3o pela ora\u00e7\u00e3o, a escuta da sua Palavra, a contempla\u00e7\u00e3o da sua ador\u00e1vel pessoa, a participa\u00e7\u00e3o nos seus sacramentos! Deixemos de lado a pregui\u00e7a, a descren\u00e7a, a pasmaceira espiritual e corramos com \u00e2nimo e alegria seguindo o Senhor! E que ele nos fa\u00e7a sentir, desde agora, a felicidade de viver o seu amor e fazer da vida um c\u00e2ntico de amor a ele, que \u00e9 bendito pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos. Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Mundial das Miss\u00f5es deste ano vivemos o XXIX Domingo do Tempo Comum. Ser\u00e1 interessante escutar como Jesus apresenta sua miss\u00e3o: &#8220;O Filho do Homem n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos&#8221;. Aqui, Nosso Senhor sintetiza de modo impressionante tudo quanto veio fazer por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-12016","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12016"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12016\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21906,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12016\/revisions\/21906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}