{"id":11962,"date":"2015-10-13T03:00:00","date_gmt":"2015-10-13T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/10\/13\/nossa-sede-de-felicidade\/"},"modified":"2017-05-09T15:09:46","modified_gmt":"2017-05-09T18:09:46","slug":"nossa-sede-de-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nossa-sede-de-felicidade\/","title":{"rendered":"Nossa sede de felicidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 cinco s\u00e9culos nascia Teresa D&#8217;\u00c1vila (15\/10\/1515), mulher que encontrou, em Deus, seu \u00fanico e maior tesouro, que a fez santa e s\u00e1bia. Agradecidos pelo dom indiz\u00edvel da vida dessa mulher, por excel\u00eancia descomunal e atemporal, saibamos suplicar do alto os dons indispens\u00e1veis em uma \u00edntima reflex\u00e3o sobre o absoluto de Deus, no sentido de descobrir o mesmo tesouro por ela encontrado. Na exorta\u00e7\u00e3o do 28\u00ba Domingo Comum, que precede sempre a ora\u00e7\u00e3o do Angelus (11\/10\/2015), o Santo Padre, no seu dever de interpretar autenticamente o Evangelho (Mc 10, 17-30), na condi\u00e7\u00e3o de Sumo Pont\u00edfice, falou de algo incalcul\u00e1vel e indescrit\u00edvel, do desapego \u00e0s falsas riquezas, como condi\u00e7\u00e3o sine qua non, para que os crist\u00e3os entrem na l\u00f3gica da verdadeira vida e descubram seu maior tesouro, asseverando: \u201cQue Nossa Senhora nos ajude a abrir o nosso cora\u00e7\u00e3o ao amor de Jesus; somente ele pode satisfazer nossa sede de felicidade. E eu pergunto a voc\u00eas, jovens, meninos e meninas, que est\u00e3o agora na pra\u00e7a: voc\u00eas sentiram o olhar de Jesus sobre voc\u00eas? O que voc\u00eas responder\u00e3o a Ele? Preferem deixar esta pra\u00e7a com a alegria que Jesus nos d\u00e1 ou com a tristeza no cora\u00e7\u00e3o que o mundo nos oferece?\u201d.<br \/>Temos consci\u00eancia de que todo ser humano, por decis\u00e3o de Deus, chega a este mundo com uma voca\u00e7\u00e3o primeira e fundamental, que \u00e9 da sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Voca\u00e7\u00e3o para ser gente, para ser criatura humana. Por isso mesmo \u00e9 que \u00e9 muito importante pensar naquilo que nos \u00e9 proposto durante a trajet\u00f3ria de nossa vida. C\u00edcero, o maior orador romano, ao tratar sobre a idade da vetustez, que significa mais do que velhice ou idade avan\u00e7ada, quer dizer rever\u00eancia e respeitabilidade, afirmou: \u201cVivi de tal forma que sinto n\u00e3o ter nascido em v\u00e3o\u201d. \u00c0 medida que o ser humano entende que \u00e9 necess\u00e1rio percorrer com muita disposi\u00e7\u00e3o o seu percurso natural, interiormente, cresce e se realiza, encontrando-se consigo mesmo e integrando-se na comunidade, na qual est\u00e1 inserido, oferecendo generosamente sua contribui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da miss\u00e3o, que \u00e9 servir e testemunhar, de acordo com a Boa-Nova: \u201cQuem quiser ser o primeiro seja o servo de todos\u201d (Mc 16, 44).<br \/>N\u00e3o nascer em v\u00e3o, \u00e0 medida que haja um esfor\u00e7o de se vivenciar os tr\u00eas olhares de Jesus de Nazar\u00e9 no Evangelho acima mencionado, na reflex\u00e3o do Papa Francisco, vemos que Jesus se volta para o jovem com um olhar de ternura e afeto, fazendo-lhe uma proposta concreta: dar todos os bens aos pobres e depois segui-lo. Aquele senhor tem o cora\u00e7\u00e3o dividido entre Deus e o dinheiro, e vai embora triste. Isso demonstra uma incompatibilidade entre a f\u00e9 e o apego \u00e0s riquezas. O Santo Padre se refere ao segundo olhar de Jesus como um olhar de advert\u00eancia, ao se expressar: \u201cComo ser\u00e1 dif\u00edcil para os que t\u00eam riquezas entrar no Reino dos C\u00e9us\u201d. Agora, diante da admira\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos, Jesus dedica-lhes um olhar de encorajamento, dizendo que a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cimposs\u00edvel aos homens, mas n\u00e3o a Deus\u201d. A priva\u00e7\u00e3o dos bens d\u00e1-nos em troca o verdadeiro bem \u2013 enfatizou o Romano Pont\u00edfice, na afirma\u00e7\u00e3o de que \u201ch\u00e1 mais alegria em dar do que em receber\u201d (At 20, 35). Se confiamos no Senhor, podemos superar todos os obst\u00e1culos que nos impedem de segui-lo no caminho da f\u00e9.<br \/>Francisco disse que o jovem n\u00e3o se deixou conquistar pelo olhar de amor de Jesus e, assim, tornou imposs\u00edvel uma mudan\u00e7a. Somente acolhendo com humilde gratid\u00e3o o amor do Senhor, ficamos livres das sedu\u00e7\u00f5es dos \u00eddolos e da cegueira das nossas ilus\u00f5es. O dinheiro, o prazer e o sucesso deslumbram, mas depois desiludem; prometem vida, mas trazem morte. O Senhor nos pede para nos desapegarmos dessas falsas riquezas, para entrarmos na vida verdadeira, na vida plena, aut\u00eantica, iluminada. Como \u00e9 maravilhoso aprender, no final do Ano Jubilar dos 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Jesus, dentro de um conjunto de iniciativas de \u00e2mbito espiritual e cultural, com exposi\u00e7\u00f5es, cursos e peregrina\u00e7\u00f5es, indicando-nos um bem e tesouro maior: \u201cCar\u00edssimos, desde j\u00e1 somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque O veremos como ele \u00e9\u201d (1 Jo 3, 2).<br \/>*Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previd\u00eancia Sacerdotal e<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco s\u00e9culos nascia Teresa D&#8217;\u00c1vila (15\/10\/1515), mulher que encontrou, em Deus, seu \u00fanico e maior tesouro, que a fez santa e s\u00e1bia. 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