{"id":11908,"date":"2015-10-07T15:00:48","date_gmt":"2015-10-07T18:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/10\/07\/quero-um-amor-de-verdade\/"},"modified":"2017-05-31T16:28:27","modified_gmt":"2017-05-31T19:28:27","slug":"quero-um-amor-de-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quero-um-amor-de-verdade\/","title":{"rendered":"Quero um amor de verdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/amordeverdade.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>\u201cVivemos  tempos l\u00edquidos. Nada \u00e9 para durar\u201d , disse o soci\u00f3logo do momento  Zygmunt Bauman. Mas n\u00f3s sabemos realmente o por que tudo tem se esva\u00eddo  entre os dedos em t\u00e3o pouco tempo?<\/p>\n<p>Conheci a hist\u00f3ria de um casal  (conterr\u00e2neo) que ap\u00f3s setenta anos de relacionamento, casaram-se. Ela  com noventa anos e ele com cento e tr\u00eas. Quando questionaram-na sobre o  segredo da durabilidade da hist\u00f3ria, ela apenas respondeu: \u201cperdoar\u201d.  Tamb\u00e9m, antes da minha av\u00f3 morrer, bati um papo com ela sobre rela\u00e7\u00f5es.  Eu jovenzinha, com o amor e a decep\u00e7\u00e3o vazando pelos olhos e ela  velhinha e grande em sensatez: \u201cse a pessoa valer a pena, pense uma,  duas ou quantas vezes for preciso. Tem gente que \u00e9 feito agulha em  palheiro.\u201d Aqui ficam minhas perguntas: quantas vezes \u00e9 preciso pensar e  o que deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Se eu perguntei \u00e9 porque  obviamente n\u00e3o sei sobre as respostas, mas tenho pistas, voc\u00ea tem  pistas. J\u00e1 parou pra ouvir o que teu cora\u00e7\u00e3o diz sobre ou teu ego inflou  tanto que te tapou at\u00e9 os ouvidos? Existem pessoas raras, aquelas que  te estendem a m\u00e3o quando voc\u00ea est\u00e1 no fundo do po\u00e7o e aquelas que \u00e1s  vezes n\u00e3o estendem, mas ficam l\u00e1 em cima te animando pra que voc\u00ea  consiga subir sozinho(a). Existem aquelas que v\u00e3o por voc\u00ea seja l\u00e1 onde  voc\u00ea esteja e em que horas voc\u00ea precise, n\u00e3o dependem dessas condi\u00e7\u00f5es  pra ir, d\u00e3o seus pulos. E aquelas que cuidam? Despendem de seus dias,  hor\u00e1rios e \u00e0s vezes at\u00e9 de afazeres pra poder amparar o outro? Existem  tamb\u00e9m aquelas que nos fazem sorrir em momentos inapropriados, seja l\u00e1  por qual motivo for a \u201ccarranca\u201d a pessoa te rouba um sorriso que voc\u00ea  nem sabia onde tinha guardado. Existem aquelas que est\u00e3o quando todos se  foram, aquelas que nem sempre possuem solu\u00e7\u00f5es mas esperam junto por um  amanh\u00e3 melhor. Existem aquelas que compartilham as alegrias e a  bonan\u00e7a, tiram de si e d\u00e3o para o outro. No pouco, no muito\u2026 E tem  aquelas \u2013 as melhores \u2013 que te surpreendem com algo que voc\u00ea jamais  imaginaria que merecesse.<\/p>\n<p>Eu poderia passar algumas horas  descrevendo essas raridades pois felizmente j\u00e1 pude conhece-las, mas  isso n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio porque voc\u00ea tamb\u00e9m j\u00e1 conheceu algu\u00e9m com pelo  menos uma dessas caracter\u00edsticas (ou outra que n\u00e3o listei e voc\u00ea  considera importante). Por\u00e9m, meu papel aqui \u00e9 te ajudar a pensar. \u00c9  f\u00e1cil desistir do outro porque as coisas n\u00e3o d\u00e3o certo. Simples n\u00e3o \u00e9,  devido a demanda que a decis\u00e3o requer, mas \u00e9 f\u00e1cil, bastam algumas  palavras. Dif\u00edcil \u00e9 insistir. Dif\u00edcil \u00e9 calar um pouco a voz da raz\u00e3o e  abrir a tampa do ego pra que ele murche. Dif\u00edcil \u00e9 pensar na raridade  que se tem nas m\u00e3os quando o desespero e o medo te engolem. Parece que  todas aquelas caracter\u00edsticas cintilantes, se apagam. Dif\u00edcil \u00e9 quando  tua raridade te surpreende com defeitos que voc\u00ea julga n\u00e3o saber lidar,  afinal, raridades possuem defeitos?<\/p>\n<p>Sim, eu sei que \u00e9 dif\u00edcil e  exatamente por saber que escrevo, pois assim como voc\u00ea eu j\u00e1 fraquejei.  Perdi algumas agulhas nesse enorme palheiro que \u00e9 a vida. N\u00e3o julguei  meus motivos como n\u00e3o julgo os teus. Crescer \u00e9 aprender a arcar com os  preju\u00edzos de nossas decis\u00f5es. Mas e agora? E hoje? Se cada novo dia \u00e9  uma chance que a vida nos d\u00e1, por que n\u00e3o fazer diferente? Por que n\u00e3o  se propor a pensar uma, duas ou quantas vezes forem necess\u00e1rias? Se tua  agulha no palheiro ainda \u00e9 uma agulha no palheiro, pra que tanta  prote\u00e7\u00e3o? As caracter\u00edsticas que a fizeram cintilar um dia, s\u00e3o as  mesmas que podem fazer com que voc\u00ea decida n\u00e3o a perder. S\u00e3o nas boas  coisas que devemos nos debru\u00e7ar quando julgar-mos n\u00e3o ter mais motivos  ou for\u00e7a pra continuar. \u201cMas minha agulha j\u00e1 n\u00e3o cintila mais.\u201d \u2013 E voc\u00ea  sabe por que? Quem sabe ela n\u00e3o esteja precisando de uma boa polida?<\/p>\n<p>Novamente,  n\u00e3o sei sobre respostas, sei de pistas. Tampouco posso julgar nossos  limites e motivos, mas, em meus quase vinte e tr\u00eas anos de jornada j\u00e1  perdi muita agulha no palheiro que hoje j\u00e1 n\u00e3o encontro. O que me faz  escrever aqui n\u00e3o \u00e9 remorso ou culpa, mas algo parecido com certa  miss\u00e3o. Talvez eu fa\u00e7a parte daquela porcentagem que acredita no valor e  na durabilidade das rela\u00e7\u00f5es (sejam elas quais forem), que v\u00ea liberdade  nisso e por isso queira propagar. Talvez eu fa\u00e7a parte daquela  porcentagem que nada contra a mar\u00e9 da liquidez, n\u00e3o por medo de algum  tipo de solid\u00e3o, mas por acreditar que quando se acha uma agulha no  palheiro temos mais \u00e9 que agarra-la com as duas m\u00e3os at\u00e9 que isso fa\u00e7a  algum sentido, e se n\u00e3o fizer que ao menos se crie algum sentido.<\/p>\n<p>J\u00e1  parou pra pensar que estamos nos tornando potentes descartadores de  cora\u00e7\u00f5es? Que o consumismo se estendeu at\u00e9 nisso? Que os descartados de  ontem s\u00e3o aqueles que descartam amanh\u00e3? Continuamos enquanto aquele  cora\u00e7\u00e3o nos trouxer satisfa\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio, a gente substitui por  outro que nos satisfa\u00e7a ainda mais. Sempre como um objeto encontrado mas  nunca como um \u201cproduto\u201d que requeira um longo (dif\u00edcil) esfor\u00e7o e boa  vontade. Vejam bem, eu n\u00e3o estou aqui para balancear os dois lados, mas  me respondam: como podemos enfrentar as dificuldades da vida sem o  amparo daquelas \u201cpessoas raridades\u201d? Sem uma companhia que esteja pronta  para compartilhar os altos e baixos?<\/p>\n<p>N\u00e3o vim contar nenhum  segredo, pois se soubesse de algum n\u00e3o estaria aqui, dissertando pra que  nossas rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam t\u00e3o superficiais. Meu papel \u00e9 te ajudar a  pensar, quantas vezes forem necess\u00e1rias. \u00c9 te ajudar a ter for\u00e7a pra  lutar pelo que se vale a pena. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, n\u00e3o vai ser, mas (citando  \u201cMarley e Eu\u201d) quantas pessoas fazem voc\u00ea se sentir extraordin\u00e1rio?  Raro, puro e importante? Permita-se construir uma hist\u00f3ria e lutar por  ela, apesar da relatividade do tempo e da for\u00e7a da mar\u00e9, as mais  bonitas, inspiradoras e admiradas hist\u00f3rias, foram constru\u00eddas assim:  com determina\u00e7\u00e3o, paci\u00eancia e coragem.<\/p>\n<p>Onde \u00e9 que est\u00e1 a tua agulha, agora? No palheiro ou com voc\u00ea?<\/p>\n<p>(Obvious)<br \/>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVivemos tempos l\u00edquidos. Nada \u00e9 para durar\u201d , disse o soci\u00f3logo do momento Zygmunt Bauman. Mas n\u00f3s sabemos realmente o por que tudo tem se esva\u00eddo entre os dedos em t\u00e3o pouco tempo? Conheci a hist\u00f3ria de um casal (conterr\u00e2neo) que ap\u00f3s setenta anos de relacionamento, casaram-se. 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