{"id":11867,"date":"2015-10-05T12:28:36","date_gmt":"2015-10-05T15:28:36","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/10\/05\/martires-cistercienses-trapistas-beatificados-na-espanha\/"},"modified":"2017-05-09T15:46:48","modified_gmt":"2017-05-09T18:46:48","slug":"martires-cistercienses-trapistas-beatificados-na-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/martires-cistercienses-trapistas-beatificados-na-espanha\/","title":{"rendered":"M\u00e1rtires cistercienses trapistas beatificados na Espanha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Neste dia 3 de outubro, s\u00e1bado, o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos, beatifica, em Santander, na Espanha, dezoito religiosos cistercienses da estrita observ\u00e2ncia (trapistas) que foram martirizados na violenta persegui\u00e7\u00e3o religiosa de 1936.<br \/>Os monges beatificados s\u00e3o P\u00edo Heredia (\u00c1lava), Amadeo Garc\u00eda (Le\u00f3n), Valeriano Rodr\u00edguez (Le\u00f3n), \u00c1lvaro Gonz\u00e1lez (Le\u00f3n), Antonio Delgado (Burgos), Eustaquio Garc\u00eda (Palencia), \u00c1ngel de la Vega (Le\u00f3n), Ezequiel \u00c1lvaro de la Fuente (Palencia), Eulogio \u00c1lvarez (Le\u00f3n), Bienvenido Mata (Burgos), Marcelino Mart\u00edn (Palencia), Leandro G\u00f3mez (Burgos), Eugenio Garc\u00eda (Burgos), Vicente Pastor (Valencia), Jos\u00e9 Cam\u00ed (L\u00e9rida), Micaela Baldov\u00ed (Valencia) e Natividad Medes (Valencia).<br \/>Segundo ag\u00eancia de not\u00edcias cat\u00f3licas, os acontecimentos anteriores ao mart\u00edrio come\u00e7aram no dia 8 de setembro de 1936 quando 38 monges do mosteiro de Viaceli, prov\u00edncia de Santander, foram expulsos de seu mosteiro, colocados na pris\u00e3o, mas logo liberados. Alguns deles ent\u00e3o se refugiaram em resid\u00eancias de particulares, outros se dirigiram a Bilbao onde a persegui\u00e7\u00e3o religiosa n\u00e3o era t\u00e3o violenta, mas os outros se reagruparam em Santander em tr\u00eas comunidades mantendo vida mon\u00e1stica \u00e0s escondidas dos perseguidores.<br \/>No mesmo dia da expuls\u00e3o, no entanto, ficaram detidos os sacerdotes Eugenio Garc\u00eda Pampliega e Vicente Pastor Garrido, provavelmente porque os perseguidores desejavam apropriar-se do dinheiro do mosteiro. Pensavam que era rico. Ao dar-se conta do engano em que ca\u00edram, obrigam os sacerdotes a abandonarem a sua f\u00e9, aqueles que se negaram a faz\u00ea-lo foram assassinados na noite do dia 21 de setembro.<br \/>Em 1\u00ba de dezembro, foi preso um grupo composto por irm\u00e3os conversos (leigos que viviam no mosteiro sem serem propriamente religiosos). Os rebeldes acreditavam que esses homens conheciam de onde provinham seus meios de subsist\u00eancia dos monges e por essa raz\u00e3o capturaram tamb\u00e9m o Padre Prior P\u00edo Heredia Zub\u00eda, que acreditavam ser encarregado das finan\u00e7as. <br \/>Por este motivo foi preso junto com outros companheiros monges, e obrigado a manifestar o nome de quem os ajudava. Como se negou a faz\u00ea-lo foi executado na noite do dia 2 de dezembro de 1936, e nos demais dias seus companheiros de vida monacal.<br \/>Junto \u00e0 causa de beatifica\u00e7\u00e3o dos monges da Abadia de Viaceli, tamb\u00e9m se uniu o processo das monjas cistercienses, martirizadas no mesmo contexto da Guerra Civil Espanhola. S\u00e3o elas as Madres Mar\u00eda Micaela Baldov\u00ed Trull e Mar\u00eda Natividad Medes Ferris, ambas de Algemes\u00ed, Val\u00eancia, al\u00e9m das monjas de seu mosteiro de Fons Salutis.<br \/>Depois de um processo de Beatifica\u00e7\u00e3o que teve in\u00edcio em 1964, no \u00faltimo dia 23 de janeiro de 2015, o Papa Francisco autorizou \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos, promulgar o decreto do mart\u00edrio dos (das) Servos(as) de Deus. O desenrolar do assunto n\u00e3o foi t\u00e3o simples, pois era preciso comprovar que, sobretudo, os monges n\u00e3o estavam envolvidos em pol\u00edtica (a\u00ed j\u00e1 n\u00e3o seriam m\u00e1rtires propriamente), mas foram mortos realmente como m\u00e1rtires, ou seja, por \u00f3dio \u00e0 f\u00e9 e \u00f3dio \u00e0 Igreja. Isso agora est\u00e1, satisfatoriamente, demonstrado.<br \/>A not\u00edcia acima colhida, como dito, em fontes cat\u00f3licas do Brasil e do Exterior nos desperta algumas reflex\u00f5es que servem de catequese ao nosso povo sempre \u00e1vido de melhor conhecer a Deus e sua f\u00e9.<br \/>A primeira quest\u00e3o levantada \u00e9 como se define um aut\u00eantico mart\u00edrio no sentido que a Igreja Cat\u00f3lica o entende? A palavra m\u00e1rtir vem do grego m\u00e1rtys, m\u00e1rtyros e significa testemunha. Da\u00ed ter sido reservada, j\u00e1 na linguagem dos primeiros crist\u00e3os, para designar especificamente os homens e mulheres que deram testemunho (martyrion) de sua f\u00e9 no Senhor Jesus por meio do derramamento do pr\u00f3prio sangue.<br \/>No Apocalipse 6,9 vemos a descri\u00e7\u00e3o do conceito de m\u00e1rtir nestes termos: \u201cVi sob o altar as vidas dos que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que dela tinham prestado\u201d. Ver tamb\u00e9m Ap 1,13; 17,16 e At 22,20.<br \/>Certo \u00e9 que os judeus j\u00e1 valorizavam muito os que preferiam morrer a trair a sua f\u00e9. Da\u00ed os elogios que se l\u00ea a Eleazar (2Mc 5,18-31) e aos irm\u00e3os macabeus (2Mc 7,1-42) martirizados por preferirem obedecer antes a Deus que aos homens.<br \/>No entanto, \u00e9 na f\u00e9 crist\u00e3 que o mart\u00edrio ganhou contornos novos ao ser apresentado como desdobramento dos sacramentos do Batismo e da Eucaristia. Ambos levam, de um modo muito especial, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o ritual na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor Jesus (cf. Rm 6,1-11; 1Cor 11,26); participa\u00e7\u00e3o que precisa se desenvolver ou desabrochar na vida do fiel como um holocausto agrad\u00e1vel a Deus e culminar com a entrega da pr\u00f3pria vida, se preciso for (cf. Fl 2,17; 3,3; 4,18; Rm 1,9; 15,16; At 13,2; 2Tm 1,3; 4,6; Hb 9,14; 12,28; 13,15;1Pd 2,5).<br \/>Quem morre m\u00e1rtir realiza, portanto, plenamente em si o que viveu, de modo ritual, nos sacramentos do Batismo e da Eucaristia. \u00c9 o mart\u00edrio o ato supremo de amor ao Pai despertado e nutrido pela participa\u00e7\u00e3o sacramental no sacrif\u00edcio de Cristo, Nosso Senhor, na cruz do Calv\u00e1rio.<br \/>Isso posto, vale a pena transcrever um trecho elucidativo da recens\u00e3o que fez Ant\u00f4nio Carlos Santini da revista La Civilt\u00e1 Catolica (15\/07\/00) no qual se l\u00ea que para existir o verdadeiro mart\u00edrio na Igreja \u201cal\u00e9m da passagem pela morte, o motivo deve ser o \u00f3dio \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 ou \u00e0s verdades e virtudes do cristianismo. Mais: a morte deve ser sofrida como testemunho de f\u00e9 com um ato exterior de aceita\u00e7\u00e3o livre e consciente, recusando toda oportunidade oferecida para evit\u00e1-la, abandonando a f\u00e9. E a mesma morte deveria ser aceita em esp\u00edrito de f\u00e9 e de amor a Jesus Cristo\u201d.<br \/>\u201cPara Santo Agostinho, \u2018martyres non facit poena, sed causa\u2019. O que conta \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o da morte, n\u00e3o o sofrimento em si mesmo. Logo, n\u00e3o se considera m\u00e1rtir o crist\u00e3o que foi morto por motivos pol\u00edticos ou ideol\u00f3gicos, por raz\u00f5es raciais ou por outros motivos que n\u00e3o s\u00e3o estreitamente conexos com a f\u00e9, por mais nobres que possam ser. A ess\u00eancia do mart\u00edrio est\u00e1 no motivo pelo qual ocorreu a morte do fiel.\u201d<br \/>\u201cComo se tudo isso fosse ainda pouco, espera-se do m\u00e1rtir a disposi\u00e7\u00e3o de perdoar os agressores e a capacidade de amar ao extremo. \u2018Sine charitate non valet\u2019 (S. Tom\u00e1s. Suma Theol. II-II, q. 124, a2. ad 2). O mart\u00edrio n\u00e3o tem valor sem a caridade. Sem o amor extremado de Estev\u00e3o que perdoa seus lapidadores, a exemplo de Cristo no Calv\u00e1rio\u201d (Atualiza\u00e7\u00e3o, n. 290, mar\u00e7o\/abril de 2000, p. 143, apud Refletindo online n. 73, julho de 2015).<br \/>O segundo ponto \u00e9 o que \u00e9 a Beatifica\u00e7\u00e3o? Beatificar \u00e9 celebrar, em Roma ou fora dela, um ato solene no qual o Papa, pessoalmente ou atrav\u00e9s de um legado seu, declara que o (a) Servo(a) de Deus pode ser venerado(a) como Bem-Aventurado(a) ou Beato(a) por meio de uma festa em lugares delimitados como, por exemplo, as cidades em que viveu, atuou ou morreu. J\u00e1 canonizar \u00e9 a a\u00e7\u00e3o pela qual o Papa declara que o (a) Bem-Aventurado(a) \u00e9 Santo(a) ao inscrev\u00ea-lo no c\u00e2non (cat\u00e1logo) dos santos, por isso se fala em canoniza\u00e7\u00e3o.<br \/>Tanto a beatifica\u00e7\u00e3o quanto a canoniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es reservadas ao Santo Padre \u2013 especialmente, de modo formal, a partir do s\u00e9culo XII, com o Papa Alexandre III (1159-1181) \u2013, embora as cerim\u00f4nias correspondentes possam ser oficiadas por um delegado papal. Requer-se, para se declarar que algu\u00e9m \u00e9 beato(a) ou santo(a), a comprova\u00e7\u00e3o das virtudes her\u00f3icas do(a) candidato(a) nesta vida, de modo que ele (ela) mere\u00e7a, por gra\u00e7a divina, gozar, atualmente, da vis\u00e3o de Deus face a face no c\u00e9u. De l\u00e1, pode interceder por n\u00f3s e nos servir de modelo enquanto caminhamos nesta Terra rumo \u00e0 P\u00e1tria definitiva.<br \/>A terceira e \u00faltima quest\u00e3o \u00e9 quem s\u00e3o os cistercienses trapistas? Entende-se por cisterciense a Ordem composta por monges fundados, no ano de 1098, em Cister (da\u00ed o nome cisterciense), por S\u00e3o Roberto de Molesmes, Santo Alberico e Santo Est\u00eav\u00e3o Harding. Essa Ordem, como o correr dos tempos, passou a aceitar tamb\u00e9m, em mosteiros pr\u00f3prios, as monjas, mulheres que desejavam se consagrar a Deus, mas n\u00e3o, contudo, em uma segunda Ordem, por\u00e9m como integrantes da \u00fanica Ordem de Cister com suas v\u00e1rias Congrega\u00e7\u00f5es, dentre as quais temos no Brasil a Congrega\u00e7\u00e3o Brasileira com tr\u00eas mosteiros masculinos (Itaporanga e Itatinga (SP) e Jequitib\u00e1 (BA)) e tr\u00eas femininos (Itarar\u00e9 (SP), Monte Castelo (PR) e Campo Grande (MS)), a Congrega\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Bernardo, em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Pardo (SP) e a Congrega\u00e7\u00e3o de Casamari, em Claraval (MG), ambos masculinos. Al\u00e9m desses, temos dois mosteiros da estrita observ\u00e2ncia (esses, sim, chamados de Trapistas por terem surgido a partir da regi\u00e3o da Trapa, na Fran\u00e7a, no s\u00e9culo XVII, e aprovados pelo Papa Le\u00e3o XIII no s\u00e9culo XIX): Campo do Tenente (PR), masculino, e Rio Negrinho (SC), feminino. Todos eles, praticamente, t\u00eam, cada um a seu modo, leigos(as) que, sem deixar a sua vida digna na sociedade, se ligam a um mosteiro masculino ou feminino pelo v\u00ednculo da obla\u00e7\u00e3o: tornam-se, ap\u00f3s a devida prepara\u00e7\u00e3o, oblatos seculares fazendo, assim, parte da Ordem Cisterciense se bem que de um modo diferente dos monges e monjas.<br \/>Os religiosos da Ordem Cisterciense em geral desejavam \u2013 e desejam \u2013 viver \u201cuma s\u00edntese feliz e atraente dos tr\u00eas elementos que predominavam nos movimentos de reforma mon\u00e1stica. Os mosteiros da Ordem ofereciam um alto grau de solid\u00e3o, seja pelo afastamento da sociedade e da trama de seus relacionamentos, seja pela estrita disciplina de sil\u00eancio que neles vigorava, com longas horas dedicadas \u00e0 lectio \u2013 leitura orante e meditada da Palavra de Deus \u2013 e \u00e0 ora\u00e7\u00e3o privada, ao mesmo tempo em que o consolo de uma comunidade fraterna. Por outras palavras, havia na vida cisterciense uma boa dose de eremitismo dentro de um quadro de comunh\u00e3o fraterna pr\u00f3pria ao cenobitismo e ao ideal de vida apost\u00f3lica. Enfim, os cistercienses quiseram ser pauperes Christi, pobres de Cristo, ou seja, pobres com o Cristo pobre e, com isso, encontraram a terceira tend\u00eancia do monaquismo reformado do s\u00e9culo XI\u201d (Pe. Luis Alberto Ruas Santos O. Cist. Um monge que se imp\u00f4s a seu tempo. S\u00e3o Paulo: Musa \/ Rio de Janeiro: Lumen Christi, 2001, p. 47).<br \/>Que o exemplo desses monges da Espanha possa ensinar-nos a pedir a Deus a gra\u00e7a da perseveran\u00e7a, especialmente nos momentos mais dif\u00edceis ou mesmo de extremas persegui\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e\/ou morais ou ainda o pr\u00f3prio mart\u00edrio a que todos os seres humanos estamos sujeitos em qualquer parte do mundo. Em umas \u00e9 o cl\u00e1ssico mart\u00edrio de sangue, em outras \u00e9 o \u201cmart\u00edrio branco\u201d da ridiculariza\u00e7\u00e3o pela coer\u00eancia com a f\u00e9 que desejamos, apesar de nossas limita\u00e7\u00f5es, professar firmemente em uma sociedade algumas vezes hostil ou intolerante. Aversa, sobretudo, para com quem contraria a \u201ccultura do descarte\u201d das crian\u00e7as n\u00e3o nascidas, dos jovens sem emprego, dos idosos abandonados etc. sempre t\u00e3o denunciada pelo nosso querido Papa Francisco.<br \/>Em todo caso, n\u00e3o nos desanimemos e acreditemos sempre na c\u00e9lebre m\u00e1xima de Tertuliano (aproximadamente 225) de que \u201co sangue dos m\u00e1rtires \u00e9 semente de novos crist\u00e3os\u201d. Que esses m\u00e1rtires espanh\u00f3is intercedam junto a Deus por n\u00f3s a fim de bem cumprirmos a miss\u00e3o a que todos fomos chamados em virtude do nosso Batismo: ser santos como o Pai celeste \u00e9 santo (cf. Mt 5,48). Coragem!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dia 3 de outubro, s\u00e1bado, o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos, beatifica, em Santander, na Espanha, dezoito religiosos cistercienses da estrita observ\u00e2ncia (trapistas) que foram martirizados na violenta persegui\u00e7\u00e3o religiosa de 1936.Os monges beatificados s\u00e3o P\u00edo Heredia (\u00c1lava), Amadeo Garc\u00eda (Le\u00f3n), Valeriano Rodr\u00edguez (Le\u00f3n), \u00c1lvaro Gonz\u00e1lez (Le\u00f3n), Antonio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-11867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11867"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11867\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21931,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11867\/revisions\/21931"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}