{"id":11831,"date":"2015-09-30T14:01:13","date_gmt":"2015-09-30T17:01:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/09\/30\/18-trapistas-martires-serao-beatificados-na-espanha\/"},"modified":"2017-06-02T09:29:21","modified_gmt":"2017-06-02T12:29:21","slug":"18-trapistas-martires-serao-beatificados-na-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/18-trapistas-martires-serao-beatificados-na-espanha\/","title":{"rendered":"18 trapistas m\u00e1rtires ser\u00e3o beatificados na Espanha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/ansa776793_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Em 3 de outubro ser\u00e3o beatificados no Mosteiro de Viacoeli, na Prov\u00edncia de Santander, Espanha, 18 m\u00e1rtires cistercienses. Trata-se de 16 monges da Abadia de Viaceli de C\u00f3breces (Santander) e de duas monjas do Mosteiro Fons Salutis de Algemes\u00ed (Val\u00eancia). A R\u00e1dio Vaticano conversou a este respeito com o Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o da Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato. Eis o que disse:<\/p>\n<p>\u201cDeflagrada a persegui\u00e7\u00e3o, o Mosteiro de C\u00f3breces, na Prov\u00edncia de Santander, que ent\u00e3o contava com cerca de sessenta pessoas, foi invadido por milicianos vermelhos em busca de armas. Foi proibido aos monges de sair e de usar a corrente el\u00e9trica. Em 20 de agosto de 1936, Festa de S\u00e3o Bernardo, foi comunicada a supress\u00e3o do culto cat\u00f3lico. N\u00e3o foi mais poss\u00edvel celebrar a Santa Missa, nem receber a comunh\u00e3o. Os revolucion\u00e1rios requisitaram todos os objetos sacros, destruindo e saqueando tudo que encontraram de precioso ou de \u00fatil. Os monges, ap\u00f3s um per\u00edodo de deten\u00e7\u00e3o, de interrogat\u00f3rios, de humilha\u00e7\u00f5es e de torturas, foram todos mortos em circunst\u00e2ncias e tempos diferentes, a partir do ver\u00e3o de 1936 at\u00e9 o final de dezembro do mesmo ano\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Quem eram estes m\u00e1rtires de Cristo?<\/p>\n<p>\u201cEra religiosos distantes de ideologias partid\u00e1rias, desejosos somente de servir o Evangelho e de edificar o povo de Deus com a ora\u00e7\u00e3o, o trabalho e o recolhimento. Eram humildes e inofensivos. Como exemplo, contamos brevemente a vida do chefe do grupo, Padre Pio Juli\u00e1n Heredia Zub\u00eda, nascido em 1875 em Larrea (Avala). Aos 14 anos entrou como oblato no Mosteiro cisterciense da Estreita Observ\u00e2ncia de Val San Jos\u00e9, em Getafe, pr\u00f3ximo a Madrid. Ap\u00f3s a profiss\u00e3o solene, foi ordenado sacerdote em 18 de mar\u00e7o de 1899. Em 1918 foi enviado ao novo Mosteiro de Santa Maria de Viaceli e nomeado mestre dos novi\u00e7os. Eles, em seu depoimento, recordam dele como um formador preparado, paciente e com uma particular devo\u00e7\u00e3o mariana. Mais de uma vez foi surpreendido na igreja em profundo di\u00e1logo com a Santa Virgem. Ap\u00f3s se tornou Prior do mosteiro, que recebeu dele uma extraordin\u00e1ria contribui\u00e7\u00e3o de santidade. Apenas ao contemplar a sua face plena de bondade e sorridente, se sentiam convidados a imit\u00e1-lo, a viver em Deus e desejar ardentemente a santidade. Era entusiasta da liturgia, tornando-se dela um fervoroso ap\u00f3stolo. Para ele, a liturgia era a vida da vida do monge\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; E em rela\u00e7\u00e3o aos outros, o que o senhor poderia dizer?<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m os outros confrades m\u00e1rtires, todos jovens, eram pessoas boas, humildes, generosas e totalmente abandonadas \u00e0 vontade de Deus. O menor do grupo era Frei Ezequiel \u00c1lvaro de la Fuente, de apenas 19 anos, que ap\u00f3s uma inf\u00e2ncia atribulada em fam\u00edlia, havia encontrado na comunidade mon\u00e1stica\u00a0 a serenidade e a alegria de viver. Frei Eulogio \u00c1lvarez L\u00f3pez tinha apenas 20 anos. Um outro jovem, Frei \u00c1lvaro Gonz\u00e1lez L\u00f3pez, de 21 anos, tinha desejado tanto consagrar-se ao Senhor junto ao seu irm\u00e3o Jos\u00e9, tamb\u00e9m ele monge Viaceli. Um outro m\u00e1rtir, Frei \u00c1ngel de la Vega Gonz\u00e1lez, alheio \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o em andamento, pede e consegue fazer a profiss\u00e3o solene na Festa de S\u00e3o Tiago, em 25 de julho de 1936. Entre os m\u00e1rtires est\u00e1 um novi\u00e7o de 23 anos, Frei Marcelino Mart\u00edn Rubio, aberto e alegre, que no momento da pris\u00e3o n\u00e3o escondeu a sua condi\u00e7\u00e3o de religioso, e um postulante, o sacerdote Padre Jos\u00e9 Cam\u00ed Cam\u00ed, nativo de Aytona, Prov\u00edncia de L\u00e9rida, assassinado pouco antes de entrar no mosteiro\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Como ocorreu o mart\u00edrio deles?<\/p>\n<p>\u201cEm tempos e lugares diferentes, do final de julho at\u00e9 o final de dezembro de 1936. Alguns foram fuzilados, outros foram afogados com as m\u00e3os atadas e a boca amorda\u00e7ada na Ba\u00eda de Santander. A morte deles foi terr\u00edvel, tamb\u00e9m porque alguns deles, ap\u00f3s terem sido atingidos pela morte, foram esmagados diversas vezes pelas chamadas m\u00e1quinas da morte dos revolucion\u00e1rios anticat\u00f3licos. A crueldade n\u00e3o se deteve nem mesmo diante de monges inofensivos. Por exemplo, Irm\u00e3 Mar\u00eda Micaela foi fuzilada junto \u00e0 sua irm\u00e3 Encarnaci\u00f3n \u00e0s 21 horas de 10 de novembro. Tendo ficado gravemente ferida, os vizinhos ouviram os seus lamentos por toda a noite. Na manh\u00e3 seguinte, os milicianos finalizaram o crime, esmagando-lhe a cabe\u00e7a. A outra monja, Irm\u00e3 Mar\u00eda Natividad, foi capturada em novembro e algemada com seus irm\u00e3os, dois carmelitas e o outro, Jos\u00e9, leigo. Descendo pelas escadas, j\u00e1 consciente do fim iminente, gritou: \u201cViva Cristo Rei!\u201d. Obrigada a entrar no carro da morte, foi fuzilada no meio da estrada. O autom\u00f3vel assolava ap\u00f3s o cad\u00e1ver, passando diversas vezes sobre ele e esmagando a cabe\u00e7a da irm\u00e3. Dias depois ainda permaneciam manchas de sangue sobre a estrada. Nenhum sinal de respeito e de humana piedade pelos corpos mutilados\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; O que o mart\u00edrio destes religiosos representa para seus irm\u00e3os e irm\u00e3s hoje?<\/p>\n<p>\u201cOs Beatos M\u00e1rtires de Viacoeli e de Fons Salutis convidam hoje seus irm\u00e3os e irm\u00e3s a perseverarem na fidelidade \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o, feita de ora\u00e7\u00e3o, de louvor ao Senhor, de apoio da Igreja com o seu sacrif\u00edcio cotidiano. \u00c9 este um verdadeiro mart\u00edrio branco testemunhado a cada dia para a edifica\u00e7\u00e3o da Igreja e para a reden\u00e7\u00e3o do mundo. \u00c9 o incenso aben\u00e7oado que se eleva ao c\u00e9u. Em segundo lugar eles exortam a manter sempre aberta a porta do mosteiro \u00e0queles que batem para buscar conforto, assist\u00eancia, ajuda. A recorda\u00e7\u00e3o da bondade e da generosidade dos M\u00e1rtires pelos mais necessitados deve continuar a reviver com a mesma magnanimidade e gentileza. Sabemos, por exemplo, que ainda hoje a comunidade, que vive de seu pr\u00f3prio trabalho, d\u00e1 ocupa\u00e7\u00e3o a n\u00e3o poucos habitantes de C\u00f3breces, com os quais sempre estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o justa e amig\u00e1vel. Sabemos tamb\u00e9m, que os pobres, como da tradi\u00e7\u00e3o, encontram sempre hospitalidade e ajuda em seus mosteiros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 3 de outubro ser\u00e3o beatificados no Mosteiro de Viacoeli, na Prov\u00edncia de Santander, Espanha, 18 m\u00e1rtires cistercienses. Trata-se de 16 monges da Abadia de Viaceli de C\u00f3breces (Santander) e de duas monjas do Mosteiro Fons Salutis de Algemes\u00ed (Val\u00eancia). 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