{"id":11724,"date":"2015-09-21T18:34:31","date_gmt":"2015-09-21T21:34:31","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/09\/21\/a-franca-abriga-a-maior-populacao-muculmana-da-europa\/"},"modified":"2017-06-02T09:35:28","modified_gmt":"2017-06-02T12:35:28","slug":"a-franca-abriga-a-maior-populacao-muculmana-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-franca-abriga-a-maior-populacao-muculmana-da-europa\/","title":{"rendered":"A Fran\u00e7a Abriga a Maior popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana da Europa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA supress\u00e3o da religi\u00e3o na Fran\u00e7a ir\u00e1 estender-se pela Europa e pelo mundo. O povo voltar\u00e1 a ser pag\u00e3o\u201d- Cardeal de Bernis.<br \/>Fran\u00e7ois-Joachim de Pierre ou Cardeal de Bernis (Saint-Marcel-d&#8217;Ard\u00e8che, 22 de maio de 1715 &#8211; Roma, 3 de novembro de 1794) foi cardeal e pol\u00edtico franc\u00eas. Interferiu na supress\u00e3o da Companhia de Jesus em 1773 e se op\u00f4s com firmeza \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o civil do clero imposta depois da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (1).<\/p>\n<p>A comunidade isl\u00e2mica instalada no \u00e2mago do Pa\u00eds \u00e9 a grande preocupa\u00e7\u00e3o dos franceses. Uma parte deles v\u00ea no Isl\u00e3 o principal inimigo, outra se ilude com um tipo de islamismo moderado. Tal problema se acrescenta ao conflito pr\u00e9-existente entre os princ\u00edpios da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e a Fran\u00e7a cat\u00f3lica, aureolada de gl\u00f3rias do passado e com a promessa de um futuro grandioso.<br \/>Atualmente o maior inimigo da Fran\u00e7a encontra-se em seu interior<\/p>\n<p>Por Wilson Gabriel da Silva, em 9 de mar\u00e7o de 2015<br \/>Hoje, entretanto, o principal inimigo da Fran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um rival europeu como a Inglaterra ou a Alemanha; nem os Estados Unidos, que invadiram o Ocidente com a sua cultura hollywoodiana. Seu maior inimigo \u00e9 o Isl\u00e3, que logrou introduzir-se por toda parte no pr\u00f3prio territ\u00f3rio franc\u00eas, que abriga a maior popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana entre todos os pa\u00edses europeus. Realmente, os mu\u00e7ulmanos foram aquinhoados com d\u00e1divas generosas por parte dos partidos franceses, de esquerda como de direita. O governo Mitterrand (socialista) deu-lhes de presente um luxuoso e car\u00edssimo Instituto do Mundo \u00c1rabe, na parte central de Paris. Por toda a Fran\u00e7a ergueram-se nos \u00faltimos anos mesquitas e institutos mu\u00e7ulmanos com o apoio financeiro do Estado franc\u00eas. <br \/>A equivocada aprecia\u00e7\u00e3o de um islamismo \u201cmoderado\u201d<br \/>Por outro lado, d\u00e9cadas de prega\u00e7\u00e3o do ecumenismo por parte da Hierarquia cat\u00f3lica tiveram como resultado uma esp\u00e9cie de desarme dos fi\u00e9is diante dos partid\u00e1rios da djihad, a guerra \u201csanta\u201d do Isl\u00e3. O principal argumento desses ecum\u00eanicos \u00e9 que nem todos os mu\u00e7ulmanos s\u00e3o radicais e por isso os cat\u00f3licos deveriam ser compreensivos para com os \u201cmoderados\u201d. A matan\u00e7a de monges de Tibhirine, na \u201cmoderada\u201d Arg\u00e9lia, em 1996, mostra como essa vis\u00e3o distorcida da realidade pode esconder um incentivo ao velho inimigo dos crist\u00e3os, que odeia particularmente os franceses enquanto descendentes dos cruzados. Na realidade, nem o Cor\u00e3o nem a Hist\u00f3ria demonstram ser confi\u00e1vel a modera\u00e7\u00e3o que os partid\u00e1rios do ecumenismo lhes atribuem.<br \/>De qualquer forma, tem raz\u00e3o o jornalista\u00a0 Ross Douthat do \u201cThe New York Times\u201d ao p\u00f4r no centro da quest\u00e3o a d\u00favida sobre a capacidade dos Estados europeus de integrar os imigrantes mu\u00e7ulmanos, bem como sobre o que poder\u00e1 acontecer se isso n\u00e3o for poss\u00edvel. Desse ponto de vista, \u00e9 de se temer um futuro bastante preocupante para a Europa, pois a aceita\u00e7\u00e3o de uma integra\u00e7\u00e3o dos mu\u00e7ulmanos pode ir de par com uma apostasia geral dos europeus.<br \/>Em sua an\u00e1lise, Ross Douthat ressalta a lideran\u00e7a demogr\u00e1fica da Fran\u00e7a, sobretudo diante da Alemanha, que envelhece. \u00c9 preciso n\u00e3o exagerar esse aspecto, mas sem d\u00favida de uns anos a esta parte as gera\u00e7\u00f5es mais novas de cat\u00f3licos assumiram com mais responsabilidade a import\u00e2ncia da fam\u00edlia. E hoje se veem muito mais crian\u00e7as nas ruas do que em d\u00e9cadas passadas do s\u00e9culo XX. Por outro lado, a influ\u00eancia dos cat\u00f3licos fi\u00e9is \u00e0 liturgia tradicional cresceu e imp\u00f4s-se num panorama antes dominado pelos \u201cprogressistas\u201d, cujas fileiras v\u00e3o se esvaziando\u2026 porque seu \u201capostolado\u201d ecum\u00eanico foi negativo!<br \/>Os mu\u00e7ulmanos, como se sabe, admitem a poligamia. Muitos deles vivem na Fran\u00e7a com v\u00e1rias mulheres. E a elas o Estado franc\u00eas concede pens\u00e3o, permitindo que o mu\u00e7ulmano pol\u00edgamo viva sem trabalhar, \u00e0 custa das pens\u00f5es que suas mulheres recebem! Por isso os postos de seguridade social e de assist\u00eancia m\u00e9dicas estatais est\u00e3o frequentemente lotados de mulheres mu\u00e7ulmanas, que fazem quest\u00e3o de usar os seus v\u00e9us caracter\u00edsticos.<br \/>Pela mesma raz\u00e3o, em geral os mu\u00e7ulmanos t\u00eam muitos filhos, por conta da seguridade social francesa. Talvez isso tenha seu peso no fato de a Fran\u00e7a liderar o n\u00famero de nascimentos entre os pa\u00edses mais importantes da Europa, com uma taxa demogr\u00e1fica de 2,1 a 2,2 nascimentos por mulher. Na realidade, esta \u00e9 a taxa m\u00ednima para garantir o crescimento, tamb\u00e9m m\u00ednimo, de um pa\u00eds. Mas muitas na\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas europeias, como Portugal e Pol\u00f4nia, n\u00e3o v\u00e3o al\u00e9m de 1,2 ou 1,3 nascimentos por mulher\u2026 \u00c9 doloroso! E tamb\u00e9m levam a perguntar o que fizeram os bispos e sacerdotes de tais pa\u00edses para evitar esses verdadeiros suic\u00eddios nacionais. Curiosamente, a laicidade imposta aos franceses pelos socialistas e outros partidos pol\u00edticos tem favorecido a expans\u00e3o do islamismo, em preju\u00edzo da popula\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica.<br \/>A Fran\u00e7a da revolu\u00e7\u00e3o de 1789 em choque com a Fran\u00e7a cat\u00f3lica<br \/>Na interessante an\u00e1lise de Ross Douthat figuram v\u00e1rios outros pontos que mereceriam ser comentados. Mas isso tornaria demasiado longo este artigo. Limito-me, pois, ao papel de lideran\u00e7a da na\u00e7\u00e3o primog\u00eanita da Igreja. Infelizmente ela muitas vezes foi infiel. Basta lembrar que a Fran\u00e7a atual \u00e9 filha da Revolu\u00e7\u00e3o de 1789. Mas nela tamb\u00e9m existem fil\u00f5es que v\u00eam de Cl\u00f3vis, de S\u00e3o Lu\u00eds, dos cat\u00f3licos ultramontanos do s\u00e9culo XIX.<br \/>Em outros termos, a Fran\u00e7a \u00e9 um pa\u00eds providencial. E isto pode criar surpresas nos planos daqueles que se funda em meros racioc\u00ednios humanos. Douthat conclui: \u201cO decl\u00ednio \u00e9 real, mas o futuro n\u00e3o est\u00e1 escrito. Se a Europa ainda se tornar palco de transforma\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, para o bem ou para o mal, isso ocorrer\u00e1 em primeiro lugar na bela Fran\u00e7a\u201d.<br \/>Auguremos que tal se d\u00ea para o bem, sob os ausp\u00edcios daquela que \u00e9 a verdadeira Rainha da Fran\u00e7a: a Sant\u00edssima Virgem Maria, que em tantas apari\u00e7\u00f5es (Lourdes, Rue du Bac, La Salette, Pellevoisin e outras) tentou sempre guiar essa na\u00e7\u00e3o nas vias da civiliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3. \u00c9 preciso ressaltar que, apesar de seus crimes, a Fran\u00e7a conserva aspectos e veios de fidelidade dif\u00edceis de encontrar em outro pa\u00eds. Da\u00ed a sua beleza, fruto da Cristandade.<br \/>Sirvo-me das palavras inspiradas de S\u00e3o Pio X na alocu\u00e7\u00e3o consistorial Vi ringrazio, de 29\/11\/1911, para concluir:<br \/>\u201cDia vir\u00e1 \u2014 e esperamos que n\u00e3o esteja longe \u2014 em que a Fran\u00e7a, como Saulo no caminho de Damasco, ser\u00e1 envolvida por uma luz celeste e ouvir\u00e1 uma voz a clamar: Minha filha, por que me persegues?<br \/>\u201cE \u00e0 sua resposta: \u2014 Quem \u00e9s, Senhor? A voz replicar\u00e1:<br \/>\u201c\u2014 Eu sou Jesus, a quem tu persegues. \u00c9 duro para ti recalcitrar contra o aguilh\u00e3o, porque em tua obstina\u00e7\u00e3o tu te arru\u00ednas a ti pr\u00f3prio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <br \/>\u201cE ela, tr\u00eamula e admirada, dir\u00e1:<br \/>\u201c\u2014 Senhor, que quereis que eu fa\u00e7a?\u201d<br \/>Que a Sant\u00edssima Virgem reconduza assim a Fran\u00e7a, Filha primog\u00eanita da Igreja, \u00e0s vias da convers\u00e3o e da fidelidade total, nesta \u00e9poca de tanta apostasia (2).<br \/>J\u00e1 existem \u00e1reas consideradas verdadeiros guetos isl\u00e2micos na Europa, s\u00e3o chamadas de \u201cno-go zone\u201d. Estas \u00e1reas n\u00e3o s\u00e3o permitidas para n\u00e3o isl\u00e2micos. Na Fran\u00e7a os espa\u00e7os ocupados por mu\u00e7ulmanos s\u00e3o chamados de \u201cZones Urbaines Sensibles \u2013 ZUS\u201d \u2013 ou \u2013 Zonas Urbanas Sens\u00edveis onde vivem atualmente 5 milh\u00f5es de pessoas e sobre as quais o estado perdeu o controle. Do mesmo modo ainda na Fran\u00e7a em Lyon, Marselha e Toulouse milhares de mu\u00e7ulmanos fecharam v\u00e1rias ruas, perseguem moradores e pequenos empres\u00e1rios destas \u00e1reas quando n\u00e3o mu\u00e7ulmanos for\u00e7ando-os a mudar para outros bairros e instalando alto-falantes pelos bairros conclamando os fi\u00e9is a orar \u00e0s sextas-feiras inclusive recitando vers\u00edculos do Cor\u00e3o e gritos de \u201cAllah hu Akbar!\u201d. Disse o s\u00e1bio Professor Ibrahim Gabriel Sowmy (1913-1996): \u201cainda veremos o islamismo invadir a Europa com consequ\u00eancias nefastas\u201d&#8230; (3).<br \/>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Fran\u00e7a que est\u00e1 sendo islamizada, \u00e9 a Europa t\u00e3o descristianizada. A religi\u00e3o isl\u00e2mica ser\u00e1 a maior do mundo e com suas pr\u00e1ticas v\u00e3o estremecer a humanidade.<\/p>\n<p>Pe. In\u00e1cio Jos\u00e9 do Vale<br \/>Soci\u00f3logo em Ci\u00eancia da Religi\u00e3o<br \/>Professor no Instituto de Teologia Bento XVI<\/p>\n<p>Notas:<br \/>(1) Obra: BODONI &#8211; DE BERNIS, Cardeal Fran\u00e7ois-Joachim de Pierre. LA RELIGION VENG\u00c9E. POEME EN DIX CHANTS. \u00c0 PARME DANS LE PALAIS ROYAL [Bodoni] MDCCXCV. [1795]. In 8.\u00ba de 16,5&#215;11 cm. Com [xxviii], 248 pp.<br \/> (2) http:\/\/ipco.org.br\/ipco\/noticias\/franca-palco-crucial-no-confronto-com-o-isla<br \/>(3) aniss sowmy \u00a0\u00a0\u00a0 19 de setembro de 2015-Refugiados Europa \u2013 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA supress\u00e3o da religi\u00e3o na Fran\u00e7a ir\u00e1 estender-se pela Europa e pelo mundo. 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