{"id":11660,"date":"2015-09-16T14:58:21","date_gmt":"2015-09-16T17:58:21","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/09\/16\/e-correto-que-as-meninas-sejam-coroinhas\/"},"modified":"2017-05-31T14:59:26","modified_gmt":"2017-05-31T17:59:26","slug":"e-correto-que-as-meninas-sejam-coroinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/e-correto-que-as-meninas-sejam-coroinhas\/","title":{"rendered":"\u00c9 correto que as meninas sejam coroinhas?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/00coroinhas.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Se s\u00f3 os homens podem ser padres, os coroinhas n\u00e3o deveriam ser apenas meninos tamb\u00e9m?<\/p>\n<p>As meninas podem ser coroinhas? A resposta poderia ser t\u00e3o breve quanto uma palavra: \u201csim\u201d. Mas vamos acrescentar um pouco de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Quando a legisla\u00e7\u00e3o can\u00f4nica (em particular, o novo C\u00f3digo de 1983) ampliou as fun\u00e7\u00f5es que os leigos podem desempenhar nas cerim\u00f4nias lit\u00fargicas, entendeu-se que, seguindo o que havia sido tradicional com rela\u00e7\u00e3o a isso, as mulheres poderiam realizar todas, menos o chamado \u201cservi\u00e7o do altar\u201d, que coincide com o que comumente chamamos de ser \u201ccoroinha\u201d.<\/p>\n<p>Em termos mais jur\u00eddicos, entendeu-se que, apesar de ser mais recente a norma do C\u00f3digo, que era gen\u00e9rica, continuavam em vigor normas mais espec\u00edficas que limitavam o servi\u00e7o do altar aos homens, tais como a Ordena\u00e7\u00e3o Geral do Missal Romano (instru\u00e7\u00f5es sobre a celebra\u00e7\u00e3o da Missa) e algumas instru\u00e7\u00f5es, a \u00faltima delas de 1980.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 90, levou-se \u00e0 Santa S\u00e9 uma consulta por parte de v\u00e1rios bispos sobre este tema. A resposta, do Conselho Pontif\u00edcio para a Interpreta\u00e7\u00e3o dos Textos Legislativos e confirmada por Jo\u00e3o Paulo II, \u00e9 que as mulheres tamb\u00e9m podem ser inclu\u00eddas no servi\u00e7o do altar. De qualquer maneira, acrescenta algumas precis\u00f5es que conv\u00e9m levar em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira delas \u00e9 que o bispo diocesano pode decidir outra coisa. A norma permite, n\u00e3o ordena, e a normativa deixa ao prudente crit\u00e9rio do bispo, em sua diocese, tanto este como muitos outros aspectos lit\u00fargicos.<\/p>\n<p>A segunda precis\u00e3o \u00e9 que se exorta a n\u00e3o abandonar a exist\u00eancia de coroinhas homens nas par\u00f3quias, porque isso sempre foi uma inestim\u00e1vel fonte de voca\u00e7\u00f5es sacerdotais. De fato, ambos os aspectos podem coincidir, e j\u00e1 houve bispos que n\u00e3o renunciaram a ter somente meninos como coroinhas, precisamente para n\u00e3o perder seus \u201ccanteiros\u201d para o semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 um aspecto a mais, com menor relev\u00e2ncia pr\u00e1tica, que poder\u00edamos resumir no seguinte: trata-se de um servi\u00e7o temporal, n\u00e3o de uma condi\u00e7\u00e3o permanente; tanto para a mulher quanto para o homem, este \u00e9 um servi\u00e7o que se solicita, nunca um direito a ser exigido.<\/p>\n<p>Em resumo, ao ver uma mulher sendo coroinha, o que \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o \u00e9 que esta fun\u00e7\u00e3o seja feita bem e dignamente, sem que tenha uma particular relev\u00e2ncia o fato de a pessoa ser homem ou mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se s\u00f3 os homens podem ser padres, os coroinhas n\u00e3o deveriam ser apenas meninos tamb\u00e9m? 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