{"id":11656,"date":"2015-09-16T14:00:33","date_gmt":"2015-09-16T17:00:33","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/09\/16\/respeitai-amai-e-servi-africa-na-verdade\/"},"modified":"2017-05-30T16:00:15","modified_gmt":"2017-05-30T19:00:15","slug":"respeitai-amai-e-servi-africa-na-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/respeitai-amai-e-servi-africa-na-verdade\/","title":{"rendered":"Respeitai, amai e servi \u00c1frica na verdade!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/00hero-african.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Declara\u00e7\u00e3o comum dos Bispos de \u00c1frica e de Madag\u00e1scar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os bispos da \u00c1frica pedem o fim imediato das \u201ccampanhas imundas de promo\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o mundial da morte no continente\u201d. Em um forte documento, divulgado com exclusividade por meio da Aleteia hoje, os bispos alertam sobre o \u201cressurgimento aterrador do esp\u00edrito colonialista, disfar\u00e7ado sob os nomes atraentes de liberdade, igualdade, autonomia, democratiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento\u201d. Leia a seguir e divulgue.<\/p>\n<p> Declara\u00e7\u00e3o comum dos Bispos de \u00c1frica e de Madag\u00e1scar<\/p>\n<p>Tendo em vista os desenvolvimentos actuais no continente Africano, em perspectiva da Cimeira de 25 a 27 Setembro em Nova Iorque para adoptar um \u00abdesenvolvimento p\u00f3s 2015 global\u00bb.<\/p>\n<p>Respeitai, amai e servi \u00c1frica na verdade<\/p>\n<p> Aos nossos Chefes de Estado e governos africanos,<\/p>\n<p>Ao Secret\u00e1rio-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas,<\/p>\n<p>Aos Chefes de Estado e governos com os quais os nossos pa\u00edses tenham celebrado acordos bilaterais ou multilaterais,<\/p>\n<p>Aos respons\u00e1veis das institui\u00e7\u00f5es pan-africanas,<\/p>\n<p>Aos chefes das organiza\u00e7\u00f5es internacionais,<\/p>\n<p>Aos parceiros da governan\u00e7a mundiale financiadores<\/p>\n<p>Aos filhos e filhas do nosso bem-amado continente africano.<\/p>\n<p>2. N\u00f3s, Bispos de \u00c1frica e de Madag\u00e1scar, aqui representados pelos presidentes das nossas Confer\u00eancias Episcopais, ou pelos bispos por eles mandatados, animados por um grande amor a Deus e a todos os homens, colocando a nossa confian\u00e7a na Provid\u00eancia divina que faz tudo concorrer para o bem daqueles que procuram Deus, em \u00edntima liga\u00e7\u00e3o, com a Igreja universal, de toda a fam\u00edlia humana, consideramos ser nosso dever diante do Eterno, nesta hora critica da coopera\u00e7\u00e3o internacional, lan\u00e7ar a todos, mas mais particularmente aos dirigentes pol\u00edticos e respons\u00e1veis dos organismos internacionais, este apelo urgente:<\/p>\n<p>3. Tende a coragem e empenhai-vos em respeitar, amar e servir \u00c1frica em verdade! N\u00e3o tenhais medo de vos abrir \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o humana e espiritual que o continente negro pode oferecer \u00e0 humanidade, nesta hora em que a decad\u00eancia moral teve como consequ\u00eancia, nos outros continentes, males que n\u00f3s, africanos, n\u00e3o queremos! Protegei e defendei os valores ancestrais do nosso continente! Procurai e servi, antes de mais, o bem dos seus filhos e filhas! Renunciai \u00e0 tripla sedu\u00e7\u00e3o do prazer, do dinheiro e do poder!<\/p>\n<p>4. Estamos unanimemente feridos, no mais \u00edntimo do nosso cora\u00e7\u00e3o de pastores, pelos ataques contra a vida, a fam\u00edlia, o que \u00e9 moral e sagrado, o sadio desenvolvimento humano dos nossos jovens, futuro de \u00c1frica, a plena realiza\u00e7\u00e3o das mulheres, o respeito pelos idosos, que nas nossas culturas africanas tem um sentido t\u00e3o forte. Interesses ego\u00edstas e perversos imp\u00f5em-se ao nosso continente a uma velocidade que n\u00e3o p\u00e1ra de aumentar, com uma agressividade que n\u00e3o p\u00e1ra de se refor\u00e7ar, de forma cada vez mais organizada e financeiramente poderosa, introduzindo nas nossas sociedades um individualismo e um hedonismo totalmente estranhos ao que n\u00f3s somos e queremos ser.<\/p>\n<p>5. \u00c9 por esta raz\u00e3o que vos imploramos de p\u00f4r fim \u00e0s campanhas imundas de promo\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o mundial da morte no nosso continente. Trata-se de um ressurgimento aterrador do esp\u00edrito colonialista, disfar\u00e7ado sob os nomes atraentes de liberdade, igualdade, autonomia, democratiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. Preservativos, contraceptivos, programas de educa\u00e7\u00e3o sexual produzidos algures, puramente t\u00e9cnicos, sem refer\u00eancias morais, aborto alegadamente \u00absem riscos\u00bb tornaram-se mais acess\u00edveis para os africanos do que as instru\u00e7\u00f5es sobre o desenvolvimento integral do qual temos uma necessidade vital. J\u00e1 ningu\u00e9m ignora que sob o eufemismo de \u00absa\u00fade e direitos sexuais e reprodutivos\u00bb, estes programas s\u00e3o pura e simplesmente impostos como condi\u00e7\u00e3o de ajuda ao desenvolvimento. O mesmo se passa com a \u00abperspectiva do g\u00e9nero\u00bb, segundo a qual a maternidade, a identidade filial e esponsal do ser humano e da fam\u00edlia, baseada no casamento entre um homem e uma mulher, seriam \u00abestere\u00f3tipos discriminat\u00f3rios\u00bb. N\u00e3o, as mulheres e os homens em \u00c1frica n\u00e3o s\u00e3o indiv\u00edduos aut\u00f3nomos dos seus pais, esposos, filhos: mulheres, homens, crian\u00e7as, todos somos pessoas, criados por amor e para o amor e todos fazemos parte de uma fam\u00edlia e de uma comunidade unida de forma vital, ontol\u00f3gica e afectiva!<\/p>\n<p>6. Cada africano est\u00e1 ciente da manipula\u00e7\u00e3o em curso. A \u00c1frica n\u00e3o se desenvolve em harmonia com a sua alma. Os agentes da civiliza\u00e7\u00e3o da morte utilizam uma linguagem ambivalente, seduzindo os decisores e as popula\u00e7\u00f5es no sentido de estabelecer com eles parecerias com objectivos ideol\u00f3gicos. Envolvem o maior n\u00famero poss\u00edvel nas \u00abparcerias\u00bb das quais s\u00e3o na realidade os mestres. Aproveitam-se da pobreza, da fraqueza e da ignor\u00e2ncia para submeter os povos e os governos \u00e0 sua chantagem.<\/p>\n<p>7. N\u00f3s, pastores africanos, n\u00e3o queremos que os africanos sejam reduzidos a \u00abparceiros servis\u00bb. Trata-se de uma nova forma de escravatura! Queremos que a dignidade dos nossos povos seja respeitada. N\u00e3o, a \u00c1frica n\u00e3o \u00e9 um imenso mercado potencial para a ind\u00fastria farmac\u00eautica dos contraceptivos e dos preservativos. Sim, a \u00c1frica est\u00e1 povoada com homens, mulheres e crian\u00e7as dotadas de uma dignidade transcendente, de uma voca\u00e7\u00e3o magn\u00edfica e eterna. O povo africano tem hoje uma miss\u00e3o insubstitu\u00edvel para com a humanidade. Ele \u00e9 amado por Deus! Hoje \u00aba \u00c1frica \u00e9 o pulm\u00e3o espiritual da humanidade\u00bb declarou solenemente Bento XVI[i]. Mais de 50 anos depois da descoloniza\u00e7\u00e3o dos nossos territ\u00f3rios, n\u00e3o ser\u00e1 j\u00e1 tempo de permitir aos povos africanos que se determinem livremente e ofere\u00e7am as suas pr\u00f3prias riquezas culturais \u00e0 humanidade?<\/p>\n<p>8. Observamos com profunda tristeza que as nossas institui\u00e7\u00f5es pan-africanas, desde a sua cria\u00e7\u00e3o, t\u00eam estado sob o jugo de lobbies neocolonialistas. Em 2003, estes fizeram adoptar pela Uni\u00e3o Africana, acabada de nascer, o Protocolo da Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos Relativo aos Direitos das Mulheres em \u00c1frica, o \u00fanico tratado internacional que vergonhosamente reconhece o aborto como um direito das mulheres. Assim, apesar de mandatada para representar, servir e fazer que seja respeitado o povo de \u00c1frica, a UA vendeu a soberania dos povos africanos por alguns subs\u00eddios e uma miser\u00e1vel \u00abajuda t\u00e9cnica\u00bb vinda de fora e altamente t\u00f3xica para \u00c1frica. Em dez anos, 48 dos 54 estados africanos, sob press\u00e3o externa incessante, assinaram o Protocolo de Maputo, e 36 ratificaram-no. Determinados a aplic\u00e1-lo, as mesmas parcerias transnacionais da contracep\u00e7\u00e3o e do aborto exerceram a sua influ\u00eancia ao n\u00edvel da Comiss\u00e3o Africana dos Direitos do Homem e dos Povos, \u00ab\u00f3rg\u00e3o de supervis\u00e3o\u00bb da aplica\u00e7\u00e3o dos tratados e protocolos da Uni\u00e3o Africana pelos Estados-membros.<\/p>\n<p>9. Os pastores africanos tomaram conhecimento das Observa\u00e7\u00f5es Gerais n\u00ba2 sobre o artigo 14.1 (a), (b), (c) e (f) e o artigo 14.2 (a) e (c) do Protocolo \u00e0 Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos relativo aos Direitos da Mulher em \u00c1frica[ii], que a Comiss\u00e3o adoptou em Maio de 2014. Constat\u00e1mos com consterna\u00e7\u00e3o a determina\u00e7\u00e3o dos verdadeiros autores dessas observa\u00e7\u00f5es \u2013 o lobby transnacional dos \u00abdireitos reprodutivos\u00bb \u2013 de tudo fazer para que os Estados signat\u00e1rios do Protocolo legalizem ou despenalizem o aborto m\u00e9dico seguro, ou revejam as leis restritivas para as alargar; que proporcionem o \u00abacesso universal\u00bb \u00e0 \u00abgama completa\u00bb dos contraceptivos modernos; que removam as barreiras aos servi\u00e7os de sa\u00fade reprodutiva que consideram \u00abfundados em ideologias ou cren\u00e7as\u00bb(25); que integrem a sa\u00fade reprodutiva nos programas escolares (52), e os direitos sexuais e reprodutivos nos cursos de educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica (60); que \u00absensibilizem\u00bb os l\u00edderes religiosos e os chefes tradicionais sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres (44); que garantam a presta\u00e7\u00e3o de uma informa\u00e7\u00e3o completa e de uma educa\u00e7\u00e3o sexual aos adolescentes (51); e assim por diante. Com que direito as ONG\u2019s ocidentais que representam apenas os seus interesses ideol\u00f3gicos afirmam ser juridicamente vinculativa para os Estados africanos a sua vis\u00e3o de mundo? Porqu\u00ea esta programa\u00e7\u00e3o e esta vontade de polui\u00e7\u00e3o e pervers\u00e3o generalizada do continente Africano?<\/p>\n<p>10. N\u00f3s, pastores africanos, estamos cientes que as press\u00f5es v\u00eam de todos os lados e n\u00e3o s\u00e3o apenas jur\u00eddicas. S\u00e3o tamb\u00e9m culturais, pol\u00edticas, financeiras e econ\u00f3micas. As declara\u00e7\u00f5es pol\u00edticas adoptadas nesta \u00faltima d\u00e9cada, ao n\u00edvel da Uni\u00e3o Africana, cont\u00eam o mesmo programa. A Declara\u00e7\u00e3o de Addis-Abeba sobre a Popula\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento em \u00c1frica, adoptada por todos os nossos pa\u00edses excepto o Chade, \u00e9 cronologicamente a \u00faltima. A Campanha para a Acelera\u00e7\u00e3o da Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna, Neonatal e Infantil em \u00c1frica, promove activamente a contracep\u00e7\u00e3o como meio de reduzir a mortalidade materna! Antes dela, o Plano da Ac\u00e7\u00e3o de Maputo para a Implementa\u00e7\u00e3o do Quadro de Orienta\u00e7\u00e3o Continental para a Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade e dos Direitos Sexuais e Reprodutivos foi integralmente ditado pelos agentes da revolu\u00e7\u00e3o sexual ocidental. Todas essas press\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f3micas t\u00eam um \u00fanico objectivo: o controlo e a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da popula\u00e7\u00e3o africana, a demoli\u00e7\u00e3o planeada do casamento e da fam\u00edlia. N\u00f3s, Africanos, devemos dizer categoricamente \u2018n\u00e3o\u2019 a esse plano que acaba por assassinar o nosso continente. \u00abEstejamos atentos \u00e0s novas formas de coloniza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica\u00bb, exorta-nos o Papa Francisco. \u00abExistem coloniza\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas que procuram destruir a fam\u00edlia. N\u00e3o nascem do sonho, da ora\u00e7\u00e3o, do encontro com Deus, da miss\u00e3o que Deus nos d\u00e1. Prov\u00eam de fora; por isso, digo que s\u00e3o coloniza\u00e7\u00f5es. N\u00e3o percamos a liberdade da miss\u00e3o que Deus nos d\u00e1, a miss\u00e3o da fam\u00edlia E assim como os nossos povos, num determinado momento da sua hist\u00f3ria, chegaram \u00e0 maturidade de dizer \u2018n\u00e3o\u2019 a qualquer coloniza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, assim tamb\u00e9m como fam\u00edlia devemos ser muito sagazes, muito h\u00e1beis, muito fortes, para dizer \u2018n\u00e3o\u2019 a qualquer tentativa de coloniza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica da fam\u00edlia\u00bb[iii]. Do mesmo modo, como podemos n\u00f3s n\u00e3o lamentar a inclus\u00e3o da \u00abIntrodu\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o sexual e reprodutiva completa adaptada \u00e0 Idade\u00bb (par. 41) e do \u00abacesso universal \u00e0 sa\u00fade sexual e reprodutiva e aos direitos em mat\u00e9ria de reprodu\u00e7\u00e3o\u00bb na Posi\u00e7\u00e3o Africana Comum sobre o Programa de Desenvolvimento para o p\u00f3s-2015 da Uni\u00e3o Africana?<\/p>\n<p>11. Os bilh\u00f5es de d\u00f3lares atribu\u00eddos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de preservativos e contraceptivos, bem como \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de programas de educa\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o respeitadores das normas morais universais s\u00e3o um esc\u00e2ndalo que clama vingan\u00e7a aos c\u00e9us, uma nova escravid\u00e3o infligida pelo \u00eddolo \u00abdinheiro\u00bb. O objectivo a alcan\u00e7ar \u00e9, em particular, controlar eficazmente o crescimento da popula\u00e7\u00e3o Africana, de acordo com o \u00abmodelo\u00bb ocidental, que actualmente acusa, na Europa, um crescimento zero.<\/p>\n<p>12. Chegou a hora de desmistificar o que a linguagem da governan\u00e7a mundial[iv] chama de \u00abapropria\u00e7\u00e3o nacional\u00bb e iniciativas \u00abconduzidos pelos pa\u00edses\u00bb. N\u00e3o, esses programas nada t\u00eam de africano! Eles s\u00e3o, de A a Z, pilotados por agentes externos \u00e0 \u00c1frica: desde a introdu\u00e7\u00e3o de conceitos normativos do \u00abdesenvolvimento\u00bb tais como o \u00abg\u00e9nero\u00bb ou a \u00absa\u00fade reprodutiva\u00bb, \u00e0 redac\u00e7\u00e3o dos documentos pol\u00edticos ou jur\u00eddicos[v], \u00e0 sua adop\u00e7\u00e3o, depois \u00e0 sua implementa\u00e7\u00e3o e por fim \u00e0 supervis\u00e3o da sua aplica\u00e7\u00e3o. Fazemos apelo \u00e0 responsabilidade dos africanos que, comprados pelo dinheiro, colaboram com esses programas hediondos e mort\u00edferos. Convidamos com insist\u00eancia os respons\u00e1veis pol\u00edticos e religiosos, que t\u00eam a pesada tarefa de conduzir e de proteger as nossas popula\u00e7\u00f5es africanas, a estudar com aten\u00e7\u00e3o e analisar com grande cuidado e responsabilidade os documentos, as estrat\u00e9gias e os programas de desenvolvimento da governan\u00e7a mundial. Estes documentos, mesmo se, na sua apresenta\u00e7\u00e3o e formula\u00e7\u00e3o exterior, parecem procurar elementos de bem-estar e de prosperidade para todos, na realidade, quando integram, muitas vezes de maneira velada, a agenda da revolu\u00e7\u00e3o sexual ocidental, s\u00e3o verdadeiros programas de destrui\u00e7\u00e3o dos pobres e dos valores da humanidade, e n\u00e3o de desenvolvimento respeitador da dignidade e da sacralidade da pessoa humana e do bem-estar da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>13. N\u00f3s pastores africanos, constatamos hoje com profunda tristeza que o programa de desenvolvimento mundial p\u00f3s 2015, no seu actual estado de elabora\u00e7\u00e3o, continua na din\u00e2mica das confer\u00eancias do Cairo e de Pequim, e que vinte anos depois dessas confer\u00eancias, as parcerias que se estabeleceram para as implementar, tornaram-se um poderosa for\u00e7a pol\u00edtica e financeira. Mas essas \u00abparcerias\u00bb, nas quais se envolvem t\u00e3o facilmente os nossos governos e as nossas popula\u00e7\u00f5es, roubam aos africanos a sua liberdade soberana e traem a sua confian\u00e7a!<\/p>\n<p>14. N\u00f3s, bispos de \u00c1frica e Madag\u00e1scar, sabemos que as nossas preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o partilhadas por outras confiss\u00f5es religiosas, crist\u00e3s e mu\u00e7ulmanas, presentes no continente, e as religi\u00f5es tradicionais africanas. S\u00e3o tamb\u00e9m as dos nossos povos, enraizadas nas culturas que celebram a beleza e a sacralidade da vida e da fam\u00edlia. Autores e parceiros, africanos ou estrangeiros, dos programas da alegada \u00abliberta\u00e7\u00e3o sexual\u00bb, ouvi a voz da vossa consci\u00eancia! Despertai a vossa consci\u00eancia! Recordai-vos que cada pessoa humana ter\u00e1 de prestar contas a Deus pelos seus actos.<\/p>\n<p>15. O Papa S\u00e3o Gel\u00e1sio I, um africano, escreveu em 494 numa carta dirigida ao imperador bizantino Anast\u00e1cio I (491-518): \u00abPe\u00e7o-vos, Vossa Piedade, que n\u00e3o julgueis arrogante o que \u00e9 dever para com a verdade divina. Espero que n\u00e3o se venha a dizer de um imperador romano que n\u00e3o soube tolerar que lhe recordassem a verdade. H\u00e1 dois princ\u00edpios, Imperador Augusto, pelos quais o mundo se rege: a autoridade sagrada dos pont\u00edfices e o poder real, e dos dois, \u00e9 a carga dos sacerdotes a mais pesada, pois diante do tribunal de Deus, eles prestar\u00e3o contas at\u00e9 mesmo pelos reis dos homens.Sabeis com efeito, Filho clement\u00edssimo, que, mesmo reinando sobre o g\u00e9nero humano, v\u00f3s curvais, com devo\u00e7\u00e3o, a cabe\u00e7a diante daqueles que presidem \u00e0s coisas divinas, e esperais de entre eles os meios da vossa salva\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>16. O Estado e as organiza\u00e7\u00f5es internacionais devem respeitar o que todos os homens e mulheres podem reconhecer como real, verdadeiro e bom na sua consci\u00eancia e no seu cora\u00e7\u00e3o. Devem honrar a transcend\u00eancia, centralidade e superioridade em valor, da fam\u00edlia fundada no casamento entre um homem e uma mulher, da maternidade e da vida, da religi\u00e3o. Devem servir os povos tais como s\u00e3o e querem ser, enraizados numa rica diversidade de culturas. Possam as pol\u00edticas de desenvolvimento mudar radicalmente de rumo, neste sentido!<\/p>\n<p>17. O nosso ausp\u00edcio, o nosso desejo, a nossa ora\u00e7\u00e3o, o nosso empenho pastoral t\u00eam como fim que a \u00c1frica, nesta era de globaliza\u00e7\u00e3o, ofere\u00e7a \u00e0 humanidade de hoje a contribui\u00e7\u00e3o insubstitu\u00edvel que tem para oferecer \u00e0 humanidade, segundo os dons que recebeu de Deus e que lhe s\u00e3o pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Acra (Gana), 8-11 de Junho de 2015<\/p>\n<p>[i] Homilia do Papa Bento XVI na Missa de abertura da II Assembleia Especial para \u00c1frica, Bas\u00edlica Vaticana, 4 de Outubro de 2009.<\/p>\n<p>[ii] http:\/\/www.achpr.org\/fr\/instruments\/general-comment-two-rights-women\/<\/p>\n<p>As Observa\u00e7\u00f5es foram redigidas com o apoio t\u00e9cnico do ramo africano de um lobby de origem americana, Ipas: outra confirma\u00e7\u00e3o, se fosse necess\u00e1ria, da origem estrangeira do protocolo, escrita em grandes letras nos muros das institui\u00e7\u00f5es pan-africanas.<\/p>\n<p>[iii] Discurso do Santo Padre Papa Francisco, durante o encontro com as fam\u00edlias, Manila, 16 de janeiro de 2015.<\/p>\n<p>[iv] Uma parceria mundial multi-accionista com as Na\u00e7\u00f5es Unidas no seu centro.<\/p>\n<p>[v] Refer\u00edmo-nos aqui ao Protocolo \u00e0 Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Povos relativo aos Direitos da Mulher em \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o comum dos Bispos de \u00c1frica e de Madag\u00e1scar Os bispos da \u00c1frica pedem o fim imediato das \u201ccampanhas imundas de promo\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o mundial da morte no continente\u201d. 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