{"id":11616,"date":"2015-09-14T16:55:31","date_gmt":"2015-09-14T19:55:31","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/09\/14\/as-confissoes-de-um-papa-popular-francisco-na-radio-renascenca\/"},"modified":"2017-05-31T14:22:52","modified_gmt":"2017-05-31T17:22:52","slug":"as-confissoes-de-um-papa-popular-francisco-na-radio-renascenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-confissoes-de-um-papa-popular-francisco-na-radio-renascenca\/","title":{"rendered":"As confiss\u00f5es de um Papa popular. Francisco na \u201cR\u00e1dio Renascen\u00e7a\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Migra\u00e7\u00f5es, hospitalidade, Europa anci\u00e3, crises demogr\u00e1ficas, cultura do bem-estar, elei\u00e7\u00e3o para a C\u00e1tedra de Pedro, Igreja acidentada. Tudo na entrevista do pont\u00edfice \u00e0 emissora portuguesa<\/p>\n<p>Dura uma hora, mas segue um ritmo forte a entrevista que o Papa Francisco concedeu \u00e0 emissora portuguesa, R\u00e1dio Renascen\u00e7a. A conversa foi ao ar hoje, 14 de setembro, segunda-feira, mas foi gravada no dia 8 de setembro, por ocasi\u00e3o da visita \u2018ad limina\u2019 dos bispos portugueses, gra\u00e7as tamb\u00e9m \u00e0 \u2018insist\u00eantica\u2019 da vaticanista Aura Miguel que gentilmente \u2018perseguiu\u2019 Bergoglio durante os v\u00f4os papais para lhe pedir que diga uma palavra tamb\u00e9m ao p\u00fablico de Portugal. E Francisco ouviu o desejo, centrando grande parte da sua entrevista sobre a situa\u00e7\u00e3o social e espiritual do povo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Que a catequese n\u00e3o seja te\u00f3rica. Que os jovens falem a linguagem do cora\u00e7\u00e3o, da cabe\u00e7a e das m\u00e3os\u201d<\/p>\n<p>Em particular, o Papa expressou as duas principais preocupa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 expressadas aos bipos \u2018ad limina\u2019, ou seja, os jovens e as catequeses. Duas \u00e1reas que, de acordo com o Santo Padre, \u00e9 necess\u00e1rio fazer crescer e que \u00e9 necess\u00e1rio acompanhar \u201ccom prud\u00eancia, falando no momento oportuno\u201d. \u00c9 importante, acrescentou o Papa, que a catequese n\u00e3o seja \u201cpuramente te\u00f3rica\u201d: ela \u201c\u00e9 uma doutrina para a vida e, portanto, deve ter tr\u00eas linguagens: a da cabe\u00e7a, do cora\u00e7\u00e3o e das m\u00e3os\u201d, de tal forma que os jovens \u201cpensem e saibam qual \u00e9 a f\u00e9 mas, ao mesmo tempo, sintam nos seus cora\u00e7\u00f5es o que\u00e9 a f\u00e9 e, consequentemente, fa\u00e7am coisas concretas\u201d.<\/p>\n<p>Celebra\u00e7\u00f5es pelas apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima. &#8220;Maria nos convida a rezar&#8221;<\/p>\n<p>Esses mesmos jovens, juntamente com outros fi\u00e9is de Portugal, esperam o Papa para celebrar o centen\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora. Francisco, em muitas ocasi\u00f5es, expressou o desejo de visitar o c\u00e9lebre santu\u00e1rio e rezar \u00e0 Nossa Senhora. \u201cNossa Senhora \u2013 diz na entrevista \u2013 nos pede sempre ora\u00e7\u00e3o, cuidado da fam\u00edlia, observar os mandamentos\u201d. Ela \u201c\u00e9 M\u00e3e\u201d e \u201cse manifesta \u00e0s crian\u00e7as, busca sempre as almas simples\u201d.<\/p>\n<p>Emerg\u00eancias migrantes. \u201cPonta de um iceberg. Ir \u00e0s causas\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o falta, na entrevista, um olhar para o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o que atingiu a Europa, despertando grande preocupa\u00e7\u00e3o. Para o Papa trata-se da &#8220;ponta do iceberg&#8221;: &#8220;Vejamos estes refugiados, estas pobres pessoas que fogem da guerra, da fome&#8230; mas, na base tem uma causa: um sistema socioecon\u00f4mico mau, injusto&#8221;. Injusto porque &#8220;descentralizou a pessoa, colocando no centro o deus dinheiro, \u00e9 o \u00eddolo da moda&#8221;. A pessoa deve ser, em vez disso, uma prioridade para todo sistema social, econ\u00f4mico e pol\u00edtico, destaca o Santo Padre.<\/p>\n<p>Que exorta, portanto, a ir \u00e0s ra\u00edzes dos problemas que for\u00e7am popula\u00e7\u00f5es inteiras ao \u00eaxodo desesperado. Aquelas da \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio, como tamb\u00e9m dos Rohingya. &#8220;\u00c9 preciso ir \u00e0s causas \u2013 afirma \u2013 . Aonde a causa \u00e9 a fome, criar fontes de trabalho, investir. Onda a causa \u00e9 a guerra, procurar a paz e trabalhar para a paz\u201d. Especialmente a paz, evidencia Bergoglio, porque \u201choje o mundo est\u00e1 em guerra contra si mesmo\u201d: uma guerra combatida &#8220;em partes&#8221; que est\u00e1 gradualmente destruindo nossa &#8220;casa comum&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Acolher a todos. Tamb\u00e9m eu sou filho de migrantes. Se n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o na casa paroquial, pelo menos, encontra um cantinho\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio recuperar, ent\u00e3o, uma dimens\u00e3o de comunidade, come\u00e7ando com a acolhida das pessoas \u201cassim como s\u00e3o\u201d. Eu mesmo \u2013 lembra Francisco \u2013 \u201csou filho de emigrados na Argentina\u201d, na\u00e7\u00e3o que soube abrir as portas para todas as pessoas provenientes de pa\u00edses europeus e n\u00e3o s\u00f3.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 acolhida, perguntado pela jornalista, o Papa relan\u00e7a o apelo expresso no Angelus do 6 de setembro passado dirigido \u00e0s par\u00f3quias, conventos e mosteiros para hospedarem uma fam\u00edlia de imigrantes. Um pedido que tinha gerado um inc\u00f4modo em algumas comunidades religiosas. Por isso o Papa Francisco procurou esclarecer: \u201cquando falo que uma par\u00f3quia deve acolher uma fam\u00edlia, n\u00e3o quero dizer que, for\u00e7osamente, devam ir morar na casa paroquial, mas que a comunidade paroquial procure um lugar, um cantinho para fazer um pequeno apartamento ou, no pior dos casos, se organize para alugar um apartamento modesto para aquela fam\u00edlia, mas que tenham um teto, que sejam acolhidas e sejam inseridas na comunidade\u201d.<\/p>\n<p>Jovens desempregados, idosos sozinhos, crian\u00e7as n\u00e3o nascidas: culpa da \u201ccultura do bem-estar\u201d<\/p>\n<p>Este \u00e9 um bom exerc\u00edcio, em primeiro lugar, para combater a &#8220;tenta\u00e7\u00e3o do deus dinheiro&#8221;, em que muitas vezes incorrem tamb\u00e9m as congrega\u00e7\u00f5es religiosas. E, depois, para sair daquela casca de &#8220;individualismo&#8221; que permeia o tempo presente. &#8220;Se ganha-se na acolhida \u00e9 necess\u00e1rio pagar os impostos&#8221;, diz o Papa. Aponta o dedo contra aquela \u201ccultura do bem-estar\u201d que, em v\u00e1rios pa\u00edses europeus levou a um grande decl\u00ednio demogr\u00e1fico; It\u00e1lia, Portugal e Espanha, em primeiro lugar, onde h\u00e1 anos se encontram \u00edndices de natalidade realmente baixos.<\/p>\n<p>&#8220;Quando h\u00e1 uma lacuna &#8211; observa &#8211; as pessoas tentam preench\u00ea-lo. Se em um pa\u00eds n\u00e3o nascem mais filhos, os imigrantes v\u00eam para tomar seu lugar. N\u00e3o querer filhos \u00e9 resultado da cultura do bem-estar &#8220;. Isto afeta particularmente os idosos, que &#8220;permanecem sozinhos\u201d, e os jovens sempre mais oprimidos pelo flagelo do desemprego. &#8220;\u00c9 urgente &#8211; assim diz Francisco \u2013 que especialmente as congrega\u00e7\u00f5es religiosas que t\u00eam como carisma a educa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m os leigos, os educadores leigos, criem pequenos cursos, \u2018escolas de emerg\u00eancia\u2019 onde os jovens possam aprender os of\u00edcios que consintam encontrar depois um trabalho, tamb\u00e9m ocasi\u00e3o\u201d. Em suma, que sigam o exemplo de Dom Bosco e do seu sistema educativo inovador.<\/p>\n<p>Europa: &#8220;Ainda n\u00e3o est\u00e1 morta. Que volte a ser m\u00e3e e n\u00e3o av\u00f3&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Para Bergoglio, todas estas quest\u00f5es devem estar dentro da agenda da Europa, cujo principal desafio &#8211; diz ele &#8211; \u00e9 o de &#8220;voltar a ser uma m\u00e3e e n\u00e3o av\u00f3&#8230; av\u00f3 Europa&#8221;. O velho continente tem, de fato, &#8220;uma grande cultura&#8221;, o resultado de s\u00e9culos, e uma forte identidade que tira a sua seiva vital das suas ra\u00edzes crist\u00e3s, embora se, por vezes, estas s\u00e3o esquecidas ou n\u00e3o reconhecidas. &#8220;A Europa cometeu um erro. N\u00e3o lhe jogo na cara, s\u00f3 lhe recordo\u201d, diz o Papa; ela deve, portanto, reconquistar a sua lideran\u00e7a no concerto das na\u00e7\u00f5es\u201d, ou seja, voltar a ser \u201cA Europa que indica o caminho\u201d porque tem os meios para faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>&#8220;A Europa ainda n\u00e3o est\u00e1 morta&#8221;, diz ainda o Santo Padre; alguns pa\u00edses como a Alb\u00e2nia e a B\u00f3snia Herzegovina, que ele pr\u00f3prio visitou, prova isso: sa\u00eddos da guerra souberam renascer das pr\u00f3prias cinzas e se tornaram um farol para outros pa\u00edses. O problema real \u00e9 a \u201ccorrup\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis\u201d, observa Bergoglio, que diz que est\u00e1 confiante, portanto, nas novas gera\u00e7\u00f5es de pol\u00edticos.<\/p>\n<p>\u00c9 melhor uma Igreja \u201cacidentada\u201d do que \u201cdoente\u201d<\/p>\n<p>Para contribuir para este renascimento est\u00e1 a Igreja. \u00c9 verdade: tamb\u00e9m ela est\u00e1 sujeita a riscos, mas \u201csaindo\u201d \u00e9 normal ter alguns acidentes de percurso, observa o Pont\u00edfice. \u201cViver fechados em si mesmos pode causar a enfermidade, pode-se gerar uma Igreja raqu\u00edtica, com normas fixas, sem criatividade, segura, mas n\u00e3o segura\u201d. No entanto, \u201c\u00e9 melhor uma Igreja acidentada\u201d do que \u201cdoente\u201d, porque, pelo menos, significa que \u00e9 \u201cuma Igreja em sa\u00edda\u201d.<\/p>\n<p>As expectativas para o Jubileu da Miseric\u00f3rdia<\/p>\n<p>Justamente essa \u00e9 a imagem de Igreja que o Papa gostaria de trazer para fora durante o Jubileu da Miseric\u00f3rdia que ser\u00e1 aberto no pr\u00f3ximo dia 8 de dezembro. \u201cquem venham todos, que venham e sintam o amor e o perd\u00e3o de Deus\u201d \u00e9 o desejo do Santo Padre, que reafirma tamb\u00e9m as recomenda\u00e7\u00f5es contidas na carta a mons. Fisichella, na qual se recomendava o perd\u00e3o tamb\u00e9m de pecados como o aborto, e os dois Motu Proprio sobre as declara\u00e7\u00f5es de nulidade matrimonial. Dois documentos, diz, nascidos \u201cpara simplificar, facilitar a f\u00e9 das pessoas para que a Igreja seja m\u00e3e\u201d, tamb\u00e9m em vista do pr\u00f3ximo S\u00ednodo para o qual pede ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Por que fui eleito? Pergunte ao Esp\u00edrito Santo&#8221;<\/p>\n<p>A ideia de Igreja &#8220;acidentada\u201d, mas misericordiosa, al\u00e9m do mais, \u00e9 aquela que o cardeal Bergoglio havia apresentado no seu relat\u00f3rio para as Congrega\u00e7\u00f5es Gerais pr\u00e9-conclave, captando a aten\u00e7\u00e3o de grande parte do Col\u00e9gio dos Cardeais. Miguel, de fato, pergunta: \u201cpor isso foi eleito Papa?&#8221;. Uma pergunta para a qual o Bispo de Roma responde com um sorriso, reenviando a resposta ao Esp\u00edrito Santo: &#8220;Pergunte a ele.&#8221;<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2013, lembra a entrevistadora, a inten\u00e7\u00e3o do arcebispo de Buenos Aires era de \u201caposentar-se\u201d, agora, por\u00e9m, encontra-se como \u201cum dos homens mais famosos do mundo\u201d. \u201cComo vive esta situa\u00e7\u00e3o?\u201d. \u201cNunca perdi a paz\u201d explica o Santo Padre, \u201c\u00e9 um dom\u201d que \u201cDeus me deu, algo que nem sequer imaginava, tamb\u00e9m pela minha idade\u201d. \u201cEu j\u00e1 tinha organizado a minha volta, acrescenta, falando que deixou pronta a homilia do Domingo de Ramos sobre a sua mesa&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;Sinto falta de sair pelas ruas!&#8221;<\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o para a C\u00e1tedra de Pedro foi, portanto, um evento que fez uma reviravolta no cardeal de ent\u00e3o 76 anos, com tudo o que\u00a0 seguiu. Como, a falta de liberdade. A este respeito, Francisco confessa que sente \u201cnecessidade de sair\u201d pelas ruas como acontecia em Buenos Aires. &#8220;Os tempos ainda n\u00e3o est\u00e3o maduros &#8211; diz ele &#8211; mas eu tenho contato com pessoas quarta-feira e isso me ajuda muito.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Eu popular? Jesus tamb\u00e9m era. Depois acabou na cruz&#8230;<\/p>\n<p>Ainda sobre sua popularidade e sobre o amor que o mundo inteiro lhe demonstra, Miguel recorda a admoesta\u00e7\u00e3o de Jesus: &#8220;E sereis odiados por causa do meu nome&#8221;. O Papa Francisco replica o tom: \u201c\u00e0s vezes me pergunto como ser\u00e1 a minha cruz&#8230; e tamb\u00e9m Jesus, em um momento, era muito popular, mas terminou como terminou. Ou seja, ningu\u00e9m pode comprar a felicidade mundana. Eu, a \u00fanica coisa que pe\u00e7o ao Senhor \u00e9 que me conserve a paz do cora\u00e7\u00e3o e que me conserve a Sua gra\u00e7a, porque at\u00e9 o \u00faltimo momento se \u00e9 pecador e pode renegar a Sua gra\u00e7a. Me consola uma coisa: S\u00e3o Pedro cometeu um pecado grave: renegar Jesus. Posteriormente, no entanto, o fizeram Papa&#8221;. Assim, &#8220;o Senhor vai cuidar de mim como cuidou de Pedro&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Como voc\u00ea gostaria de morrer?&#8221;. &#8220;Como Deus quiser. Deve ser \u00f3timo encontrar o Senhor&#8221;<\/p>\n<p>No entanto, por precau\u00e7\u00e3o, Francisco continua a confessar-se a cada 15-20 dias. E \u00e0 pergunta sobre como e onde gostaria de morrer, responde: \u201cOnde Deus quiser, s\u00e9rio, onde Deus quiser\u201d. At\u00e9 porque a sua ideia de eternidade mudou ao longo do tempo: \u201cQuando eu era mais jovem, imaginava mais chato. Agora, penso que \u00e9 um Mist\u00e9rio de Encontro. \u00c9 quase inimagin\u00e1vel, mas deve ser muito bonito encontrar o Senhor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">fonte: Zenit<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Migra\u00e7\u00f5es, hospitalidade, Europa anci\u00e3, crises demogr\u00e1ficas, cultura do bem-estar, elei\u00e7\u00e3o para a C\u00e1tedra de Pedro, Igreja acidentada. Tudo na entrevista do pont\u00edfice \u00e0 emissora portuguesa Dura uma hora, mas segue um ritmo forte a entrevista que o Papa Francisco concedeu \u00e0 emissora portuguesa, R\u00e1dio Renascen\u00e7a. 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