{"id":11586,"date":"2015-09-11T13:28:45","date_gmt":"2015-09-11T16:28:45","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/09\/11\/eu-deus-e-meu-tempo-de-solteiro\/"},"modified":"2017-05-31T15:07:51","modified_gmt":"2017-05-31T18:07:51","slug":"eu-deus-e-meu-tempo-de-solteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/eu-deus-e-meu-tempo-de-solteiro\/","title":{"rendered":"Eu, Deus e meu tempo de solteiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/001eu deus.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Estar solteiro n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a, tampouco voca\u00e7\u00e3o; n\u00e3o \u00e9 estar sozinho nem \u00e9 sin\u00f4nimo de solid\u00e3o. \u00c9 um tempo s\u00f3 seu, dure o quanto durar<\/p>\n<p>Enquanto uns lidam com a \u201csolteiritite\u201d, como se fosse uma doen\u00e7a, outros a tomam para si como uma esp\u00e9cie de voca\u00e7\u00e3o, o \u201csolteirismo\u201d, mas eu acredito em uma terceira op\u00e7\u00e3o; embora eu n\u00e3o tenha um nome para defini-la agora, \u00e9 algo que resulta da soma de espera + caminhada + prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u201csolteiritite\u201d, alguns parentes olham preocupados para voc\u00ea, como se o caso fosse contagioso ou terminal. S\u00f3 um milagre mesmo! A pessoa solteira que julga ter \u201csolteritite\u201d tem comportamentos beirando o desespero. Tudo que ouve dizer que \u00e9 cura ou simpatia para conseguir qualquer pessoa, ela experimenta. Ela tem muito medo de morrer com essa doen\u00e7a que diz ter, e vive em fun\u00e7\u00e3o dela; at\u00e9 acha uns \u201crem\u00e9dios\u201d que aliviam os sintomas, mas estes acabam voltando piores!<\/p>\n<p>Do outro lado, h\u00e1 os que consideram o \u201cestar solteiro\u201d uma esp\u00e9cie de voca\u00e7\u00e3o, isso \u00e9 o \u201csolteirismo\u201d. Assumem para si esse t\u00edtulo aqueles que acham estar bem nessa situa\u00e7\u00e3o. Aparentam estar certos, decididos a trilhar essa voca\u00e7\u00e3o. Uma pena! Nutrem-se de doses de alegrias instant\u00e2neas, enxergam dificuldades em construir e buscar uma verdadeira e duradoura felicidade. N\u00e3o entenderam a beleza que \u00e9 compartilhar o dom mais precioso que Deus lhes d\u00e1: a vida.<\/p>\n<p>Estar solteiro n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a tampouco uma voca\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 estar sozinho nem \u00e9 sin\u00f4nimo de solid\u00e3o. \u00c9 um tempo s\u00f3 seu, dure o quanto durar. \u00c9 tempo de se conhecer, conquistar-se e amar-se, talvez at\u00e9 de descobrir em si os motivos que o fazem estar solteiro. Que bom! \u00c9 tempo de fazer uma viagem no tempo e reparar as lacunas da sua hist\u00f3ria. \u00c9 tempo de melhorar e estar pronto para receber algu\u00e9m na sua vida.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente, no entanto, um amor pr\u00f3prio antes de qualquer abertura a outro amor. O amor pr\u00f3prio \u00e9 uma lacuna \u00fanica que s\u00f3 deve ser preenchida por si. Corremos o risco de buscar em algu\u00e9m um sentimento que cabe a n\u00f3s preencher. Insistimos em uma depend\u00eancia afetiva que suga e desgasta nossos relacionamentos.<\/p>\n<p>Mais importante que o amor pr\u00f3prio \u00e9 a reciprocidade do amor de Deus. Mesmo que em mil vidas n\u00e3o consigamos retribuir o amor d\u2019Ele por n\u00f3s, \u00e9 fundamental essa prioridade em nossa ordem afetiva. O amor de Deus, para quem o busca, \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica, tal como um tesouro nunca encontrado. Por isso, afirmo que solteiro n\u00e3o \u00e9 sozinho e, com Teresa D\u2019\u00c1vila afirma, s\u00f3 Deus basta. \u00c9 um amor t\u00e3o presente, que eu n\u00e3o me vejo no direito de me sentir s\u00f3. \u00c9 um amor que vem para guiar e ordenar todos os outros amores, sentimentos\u2026 Cada amor deve estar em seu devido espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Pois bem. Na linha de chegada desse tempo bem vivido, eis que a encontro, aquela que ama esse Amor Incondicional, que encontra n\u2019Ele os caminhos a seguir e enfrenta, confiante, todos os \u2018n\u00e3os\u2019 da vida e, ainda que com dores e ang\u00fastias pr\u00f3prias do ser humano, permanece ancorada com o barco da sua vida no Porto Seguro que \u00e9 o amor de Jesus.<\/p>\n<p>Gentilmente, pe\u00e7o a chance de amarrar meu barquinho bem ao lado do dela. N\u00e3o s\u00f3 no mesmo porto, mas numa vaga mais coladinha, para conversarmos, ficarmos perto um do outro, para convivermos e at\u00e9 para o caso de um barco afrouxar a corda e o outro estar perto para puxar de volta. N\u00e3o podemos perder o porto de vista. A invers\u00e3o de prioridade afrouxa a corda do barco e o afasta da seguran\u00e7a do porto.<\/p>\n<p>A reciprocidade desse amor de \u201cvizinhan\u00e7a\u201d come\u00e7a a crescer, at\u00e9 que estejamos prontos para abrir m\u00e3o dos nossos barquinhos e navegarmos juntos, dividirmos um barco novo. Mais uma vez, gentilmente eu lhe pe\u00e7o: \u201cQuer me amar em segundo lugar para sempre?\u201d.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 em Deus o homem encontra a verdade e a felicidade que n\u00e3o se cansa de procurar\u201d (CIC 27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estar solteiro n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a, tampouco voca\u00e7\u00e3o; n\u00e3o \u00e9 estar sozinho nem \u00e9 sin\u00f4nimo de solid\u00e3o. \u00c9 um tempo s\u00f3 seu, dure o quanto durar Enquanto uns lidam com a \u201csolteiritite\u201d, como se fosse uma doen\u00e7a, outros a tomam para si como uma esp\u00e9cie de voca\u00e7\u00e3o, o \u201csolteirismo\u201d, mas eu acredito em uma terceira op\u00e7\u00e3o; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-11586","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11586","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11586"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11586\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26868,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11586\/revisions\/26868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11586"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11586"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}