{"id":11556,"date":"2015-09-09T18:48:21","date_gmt":"2015-09-09T21:48:21","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2015\/09\/09\/como-obter-a-paz-interior\/"},"modified":"2017-05-09T16:26:26","modified_gmt":"2017-05-09T19:26:26","slug":"como-obter-a-paz-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/como-obter-a-paz-interior\/","title":{"rendered":"Como obter a paz interior"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Muitos crist\u00e3os, at\u00e9 piedosos, buscam a paz interior e n\u00e3o a encontram. Para se alcan\u00e7ar a verdadeira liberdade oferecida por Cristo h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es basilares. Nem sempre existe um aut\u00eantico conceito do que \u00e9 ser livre. N\u00e3o h\u00e1 liberdade para se praticar o mal. Quem assim pensasse se julgaria superior ao pr\u00f3prio Deus. Com efeito, o Ser Supremo, fonte de toda a liberdade n\u00e3o pode nunca fazer o mal. Ele somente faz o bem. O ser racional, portanto, s\u00f3 \u00e9 livre quando n\u00e3o perpetra qualquer mal. N\u00e3o se deve viver ao l\u00e9u dos pr\u00f3prios desejos, ser escravo de h\u00e1bitos malignos. Da\u00ed surgem os v\u00edcios e at\u00e9 a libertinagem. \u00c9 verdade que, por for\u00e7a do pecado original, possuindo o ser humano uma imperfei\u00e7\u00e3o radical, muitas vezes ele n\u00e3o emprega retamente a liberdade. Donde ser necess\u00e1rio n\u00e3o apenas abominar qualquer atitude errada, como tamb\u00e9m sempre pedir as luzes divinas para agir corretamente em tudo. Isto devido \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o para o mal inerente ao homem ap\u00f3s a expuls\u00e3o do para\u00edso de Ad\u00e3o e Eva. S\u00e3o Paulo deste modo se expressou: \u201cEu sei, efetivamente, que em mim, isto \u00e9, na minha carne, n\u00e3o habita o bem. Querer o bem est\u00e1, sim, ao meu alcance, mas realiz\u00e1-lo, n\u00e3o. Deste n\u00e3o fa\u00e7o o bem que quero, mas pratico o mal que n\u00e3o quero\u201d (Rm 7,18-20). Mostra, por\u00e9m, em seguida este Ap\u00f3stolo que a liberta\u00e7\u00e3o vem atrav\u00e9s de Cristo.\u00a0 N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil vencer o esp\u00edrito de rebeldia, o orgulho nascente dos desregramentos mais lament\u00e1veis. \u00c9 preciso frear o amor pr\u00f3prio e escutar a voz das inspira\u00e7\u00f5es do Divino Esp\u00edrito Santo. Nem ininterruptamente, contudo, isto acontece mesmo com pessoas devotas que n\u00e3o se disp\u00f5em a vencer o amor de si mesmo, a vaidade, a soberba, a presun\u00e7\u00e3o. Tudo isto impede frontalmente usufruir a paz interior. Com a ajuda da gra\u00e7a divina os esfor\u00e7os alcan\u00e7am admir\u00e1vel \u00eaxito e os resultados s\u00e3o faustosos. Passa-se a gozar uma paz profunda, longe das agita\u00e7\u00f5es ocasionadas pelas paix\u00f5es. Atinge-se a imperturbabilidade, afastados o mar das iniquidades e os ventos furiosos das tenta\u00e7\u00f5es. Tudo isto porque s\u00e3o cortados logo no in\u00edcio os primeiros movimentos desregrados.\u00a0 O Esp\u00edrito de Deus, que \u00e9 seguido generosamente, comunica, no meio dos combates interiores, a quietude, a serenidade. Ent\u00e3o o crist\u00e3o mesmo por entre as tribula\u00e7\u00f5es inevit\u00e1veis a este ex\u00edlio terreno ou por entre as contradi\u00e7\u00f5es as mais variadas poss\u00edveis fica sossegado, firme na harmonia que contempla dentro de si. Confia inteiramente no poder do Deus cuja liberdade imita e este Deus \u00e9 seu sustent\u00e1culo e a fonte desta serenidade interior. O dom\u00ednio de si mesmo permite ent\u00e3o superar todas as dificuldades e tal crist\u00e3o n\u00e3o se abala nunca e se torna um grande vencedor. Sua vontade se torna est\u00e1vel como um rochedo. Em consequ\u00eancia, sim, podem vir as ondas mais furiosas dos sofrimentos, ou as tempestades violentas das insinua\u00e7\u00f5es do maligno, pois fica o fiel inabal\u00e1vel, firme no seu Senhor. \u00c9 a supera\u00e7\u00e3o de si mesmo diante do maligno e suas invectivas. Todas as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o ent\u00e3o feitas segundo os par\u00e2metros espirituais e n\u00e3o de acordo com o esp\u00edrito mundano. O eu humano se abre \u00e0 uni\u00e3o com Deus em Cristo, esvaziando-se de si mesmo, mas repleto das luzes celestiais. \u00c9 o efeito do morrer para si mesmo, para que a paz divina se aposse de todo o seu ser. Aquilo que era na verdade uma diminui\u00e7\u00e3o, por ser escravid\u00e3o dos maus h\u00e1bitos, desaparece.\u00a0 Impera a for\u00e7a universal da gra\u00e7a a penetrar definitivamente dentro do cora\u00e7\u00e3o. O crist\u00e3o j\u00e1 \u00e9 n\u00e3o mais manipulado pelo esp\u00edrito das trevas, mas se assimila a Jesus no qual depara seu \u00fanico ref\u00fagio. Vive num vale de l\u00e1grimas, mas degusta dentro de si um pouco da beatitude eterna que ter\u00e1 na outra vida.\u00a0 A pr\u00f3pria morte j\u00e1 n\u00e3o envolve em v\u00e3os temores, pois est\u00e1 encarregada de realizar em plenitude a quietude que se ter\u00e1 al\u00e9m-t\u00famulo. \u00c9 necess\u00e1ria, entretanto, uma disponibilidade radical \u00e0 fidelidade a Deus nas menores a\u00e7\u00f5es. Uma maleabilidade para que o Esp\u00edrito Santo possa construir no \u00edntimo de cada um aquela bem-aventuran\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio apenas dos grandes santos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos crist\u00e3os, at\u00e9 piedosos, buscam a paz interior e n\u00e3o a encontram. Para se alcan\u00e7ar a verdadeira liberdade oferecida por Cristo h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es basilares. Nem sempre existe um aut\u00eantico conceito do que \u00e9 ser livre. N\u00e3o h\u00e1 liberdade para se praticar o mal. 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