Pastoral Orgânica é tema da Assembleia Diocesana de Evangelização de Campo Limpo

Evento reuniu aproximadamente 700 pessoas

Com o tema “Pastoral Orgânica à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja” (Documento 102 da CNBB) e o lema “Formar a pessoa para viver em comunidade e agir na sociedade”, a diocese de Campo Limpo (SP) realizou a 25ª Assembleia Diocesana de Evangelização. O evento aconteceu no sábado, 12 de março, e contou com a participação de cerca de 700 pessoas entre agentes pastorais, sacerdotes, representantes de movimentos e associações, além de leigos engajados.

No início do encontro, o bispo da diocese de Campo Limpo, dom Luiz Antônio Guedes, refletiu sobre o trabalho evangelizador da diocese. “Quando falamos em pastoral pensamos, sobretudo, na ação dos pastores em relação ao rebanho e quando falamos em ação evangelizadora – sem negar aquilo que é a ação pastoral – não é uma ação apenas dos pastores, mas de toda a Igreja, de todos os cristãos que participam juntos em razão do batismo”, explicou.

Sobre o lema escolhido para a Assembleia, o coordenador diocesano de pastoral, padre Marcos Joaquim Patrício, disse que é uma resposta ao que o papa publicou na encíclica Evangelii Gaudium. “Espero que todas as comunidades se esforcem para usar os meios necessários para avançar em um caminho de conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão”, falou. Segundo o sacerdote, as palavras do papa levam ao centro da identidade cristã e lembra os motivos da ação evangelizadora.

O bispo da diocese de Santo André (SP), dom Pedro Carlos Cipollini, responsável por assessorar a Assembleia, ressaltou o trabalho que está sendo realizado pela diocese. “É motivo de alegria, não só para vocês, mas para toda a nossa Igreja que quer caminhar junto com Jesus e com os irmãos. A busca pela Pastoral Orgânica é um anseio de todos nós que percebemos que não podemos ser Igreja repleta de ‘freelancer’, cada um atirando para um lado, independente, sozinho. Não se faz mais assim!”, destacou. 

No decorrer da programação da Assembleia,  os grupos foram divididos por foranias responsáveis por dividir as metas para 2016 em três prioridades diocesanas: Pastoral de Conjunto; Formação e Missão. Entre algumas sugestões apresentadas estão a promoção de retiros espirituais inter-paroquiais, escola para missionários de diversas pastorais para um entrosamento único ao evangelizar as casas, a propagação de mais visitas às famílias, a intensificação das Missões Populares Paroquiais (MPP), preparação de catequistas e missionários das diversas pastorais e movimentos, realização de cursos bíblicos e pastorais para os leigos, investir, entre outros.

Todo o material produzido durante o evento será compilado e encaminhado às paróquias. Os resultados deverão ser apresentados na próxima Assembleia Diocesana.

Prêmio Sal da Terra, Luz do Mundo

Este ano a diocese de Campo Limpo fez a entrega do primeiro prêmio “Sal da Terra, Luz do Mundo” que tem como objetivo “valorizar o trabalho dos leigos na diocese de Campo Limpo. O idealizador do prêmio, padre Lidionor Sampaio Lisboa, reitor do Seminário Nossa Senhora Aparecida disse que o projeto passou pelo Conselho Presbiteral Diocesano sendo apreciado, votado e aprovado. “É uma maneira que a diocese encontrou para reconhecer o trabalho dos leigos. Temos gente que realmente se doa aos trabalhos na nossa diocese, nas nossas comunidades”, comentou.

Segundo o sacerdote sempre haverá uma avaliação dos nomes que serão apresentados pelos padres do conselho para uma votação e “a Igreja deverá reconhecer o trabalho, a dedicação e o incentivo destas pessoas”.

A primeira pessoa a receber o prêmio foi Geni Zelinda Cremasco. Ela atua na Catequese desde 1990 quando assumiu a coordenação de catequese na paróquia Nossa Senhora Aparecida, permanecendo até 2004. Entre os anos de 2002 e 2011 foi coordenadora da catequese do Sub-Regional SP-2.

Acompanhada de seus familiares, Geni agradeceu a homenagem. “Esta medalha eu partilho com todos os nossos catequistas, com todos os leigos porque esta medalha não é apenas minha, é de todos nós, de todo o nosso trabalho. Que Deus me permita continuar sendo um pouquinho deste sal da terra e a luz do mundo e que possamos caminhar juntos”, acrescentou.
Com informações e fotos da diocese de Campo Limpo

Fonte: CNBB

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