26/04: 519 anos da celebração da primeira missa em território brasileiro

Foi em Coroa Vermelha, município de Santa Cruz Cabrália,litoral sul da Bahia, território da diocese de Eunápolis (BA), que há 519 anos, no dia 26 de abril de 1500, foi celebrada a primeira missa em território brasileiro. A celebração eucarística, naquela oitava de Páscoa, foi presidida pelo Frei Henrique de Coimbra quatro dias após a chegada dos portugueses no Brasil em 22 de abril de 1500.  A representação mais famosa da celebração é o quadro “A Primeira Missa no Brasil“, feito em 1861 pelo pintor catarinense Victor Meirelles de Lima.

Todos os anos a diocese reúne todas as suas paróquias e comunidades, em Coroa Vermelha, para celebrar no lugar onde fica o marco histórico, um espaço sagrado de importância singular para a Igreja e para a memória histórica do Brasil.

Dom José Edson Santana Oliveira. Foto: Arquivo pessoal

“Para nós, a Santa Missa dos 519 anos, como todas as anteriores desde aquela primeira, nos faz lembrar da nossa fé, da nossa participação e vivência da nossa vida cristã, explica o bispo diocesano de Eunápolis (BA), dom José Edson Santana Oliveira.

Registros históricos relatam que após a celebração o escrivão Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta ao rei dom Manuel onde descreveu que a missa foi feita em “altar mui bem arranjado” e que “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”.

De acordo com dom José Edson: “a importância de celebrar hoje, a mesma Eucaristia, munido pela mesma fé e congregado pelo mesmo amor de ser Igreja de Deus, nos faz partícipes dessa comunhão universal e perene”.

Para o bispo, Coroa Vermelha é a Belém do Brasil e os irmãos portugueses são aqueles que trouxeram a grande riqueza da fé cristã, foram os primeiros a celebrar essa fé celebrada pelos missionários que aqui chegaram naquele 1500. Os séculos se passaram e, hoje, o Brasil é o país com o maior número de católicos batizados no mundo.

“Celebramos a importância do reconhecimento de que a Igreja Católica esteve presente desde o início, que a Cruz de Cristo não é um instrumento de opressão, é um sinal de redenção da humanidade. O Evangelho de Cristo, a Eucaristia, a Cruz de Nosso Senhor e a devoção sempre crescente em Maria, Nossa Senhora da Esperança”, finaliza o bispo de Eunápolis.

 

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